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Em 1973 e ao descontinuar o modelo 1800, que celebrizou Sir Roger Moore ao protagonizar o intrépido Simon Templar na série televisiva o Santo, a Volvo deixou de estar presente no segmento dos Coupés. Foi preciso esperar por Março de 1977 para conhecer, em Genéve, o 262 Coupé. Antes disso e no Outono de 1974, a Volvo já tinha apresentado o 264 e, dois anos depois, surgiu a primeira carrinha Volvo com motor de seis cilindros: a 265. No entanto, na série 260, o 262 Coupé foi a versão que mais surpresas deu aos suecos. Logo na produção, o automóvel ultrapassou largamente o orçamento e foi preciso produzir mais do que o esperado. No interior, o 262 Coupé surpreendia mediante profusão de couro e madeira, enquanto no exterior, o italiano Sergio Coggiola transformou a carroçaria de quatro portas, num Coupé de duas. Revestido a vinil e 60 mm mais baixo, o tejadilho evidenciava o pilar ‘C’ adornado com três coroas – símbolo nacional heráldico da Suécia. As três coroas foram substituídas por outras um pouco maiores na versão final. O motor original do 262C foi um V6 de 2.7 litros e 141 cv, produzido em Douvrin-França, na Société Franco-Suédoise de Moteurs-PRV. Designado pelos suecos como B27E e, graças à sua construção em alumínio, foi possível reduzir o peso em 150 kg. Este produto de nicho, que seria produzido em pequenas quantidades, não tinha espaço na fábrica da Volvo em Gotemburgo. Em alternativa, a montagem final passou para os italianos da Italian Carozzeria Bertone, que também fabricou a versão longa do 264TE limo. Os “Kits” eram enviados para Torino-Italia, onde as carroçarias eram depois montadas e pintadas. Era então colocado um pequeno emblema na parte inferior do pára-brisas, que comprovava a montagem na Bertone.

Em 1981 a Solaire produziu um Cabrio do Volvo 262C em nome da Volvo Cars of North America. Das 50 previstas, foram montadas apenas cinco

Nos primeiros anos, o 262 só estava disponível em cinza metalizado, com tejadilho em vinil preto. A partir de 1979, passou a estar disponível também em dourado metalizado, mas sem tejadilho em vinil. Nesse mesmo ano, alguns modelos da gama 200 receberam uma nova traseira. As luzes traseiras também foram renovadas e contornavam os cantos da viatura. Em 1980, foram descontinuadas as cores preta e azul metalizada e cinza com tejadilho em vinil. Nos USA, o modelo foi comercializado a partir desse ano, sob a designação Volvo Coupé. Seria contudo em 1981, último ano de comercialização, que chegaria a versão mais emblemática. Nesse ano, os automóveis da gama 200 sofreram uma actualização com um novo conjunto de faróis e pára-choques mais finos. O motor passou de B27E para B28E, mais cilindrada e potência (+ 14 cv)e uma nova combinação de cores que incluía dois novos tons dourados. O objectivo de produção era de 800 unidades/ano mas a procura provaria que esse número era escasso. À excepção de 1977, ano no qual a produção começou tarde e 1981, nos restantes anos a produção foi sempre superior ao dobro do inicialmente projectado. Em 1981, quando as últimas unidades foram vendidas, estas já eram consideradas modelos de colecção. No total, entre 1977 e 1981, foram produzidas 6.622. Foi preciso esperar quatro anos, para em 1985 conhecer o sucessor do 262 Coupé. Em colaboração com a Bertone, o 780 foi totalmente desenhado e construído em Itália.

Cinco curiosidades do Volvo 262 Coupé: o Volvo 262C não foi o primeiro modelo de 2 portas da gama de modelos 260. Em 1976-77, foram produzidos 3.329 unidades 262 GL apenas para o mercado norte-americano;  O 262C é o único Volvo a ser produzido de fábrica com tejadilho em vinil; O protótipo produzido na Coggiola faz parte da colecção do Museu da Volvo, em Gotemburgo-Suécia; A empresa Solaire produziu uma edição cabrio do Volvo 262C em nome da Volvo Cars of North America. Esta produção teve apenas 5 unidades; O CEO da Volvo, Pehr G Gyllenhammar, tinha como viatura de serviço, um 262C muito especial. Vermelha e com interiores vermelhos não tinha o V6, mas 4 cilindros B21ET turbo. Na frente, uma antecipação estética aos GLT e Turbo de 1984.