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Entre puristas e tolerantes

Os mais puristas podem considerar esta evolução da Tiger como uma Trail/Enduro, cujo motor ultrapassa os 130 cv para 260 kg de peso. Sem a preocupação de as enquadrar, os mais tolerantes, podem considerar as versões Explorer, confortáveis na estrada e eficazes nos estradões, enquanto apreciam os moderados consumos urbanos.
No entanto, os ingleses simplificaram o assunto! Estas Tiger estão no capítulo da Aventura.

Um percurso sobre rodas

Para recordar as primeiras Triumph, é preciso recuar ao ano de 1833 e passar às bicicletas, construídas por um alemão. Poucos tempo depois e com o aparecimento dos motores de combustão interna, a Siegfried Bettman juntou-se Maritz Schultze, e em 1920 apareceram os primeiros automóveis Triumph.
Os bombardeamentos em Coventry na Segunda Guerra mundial, foram o primeiro de muitos contratempos que marca atravessou, até ser comprada pela BSA nos anos 50. Depois de se voltarem para além do Atlântico, o mercado e alguns nomes americanos, ajudaram à notoriedade. Foi assim com Marlon Brando e Steve McQueen, ou Bonneville.
Os anos 70 trouxeram a agonia da indústria inglesa sobre rodas, que em 1983 ditou o fim da Triumph. Volvidos cinco anos, John Bloor voltou a colocar as motos Triumph na estrada! O que começou por ser um conceito modular, tornou-se hoje numa gama, à qual não faltam os mais recentes atributos tecnológicos. Entre nós, um novo importador trouxe novos rostos, e já se notam algumas evoluções com sinal mais.

Da Explorer à XC

Protecções de motor e punhos, faróis de nevoeiro e uma cor expecífica, são algumas das diferenças entre as versões Explorer e Explorer XC. De comum, um quadro em aço, no qual vai ancorar um monobraço em alumínio e a transmissão por cardan.
Na traseira, um único amortecedor garante quase 200 mm de curso (192) enquanto na frente, uma suspensão invertida concede 190 mm de curso. Duplo disco na frente (2×305 mm) e um na traseira (282 mm) garantem a travagem que vem de série com ABS. Outro dos sistemas auxiliares na condução, é o controlo de tracção com duas fases. Configurado para ser pouco invasivo na condução, o controlo de tracção corta a alimentação ao motor, quando existe perda de aderência na roda traseira. De sublinhar a existência do acelerador automático, nesta moto com jantes 19” na frente e 17” atrás. De sublinhar que o ABS e o controlo de tracção podem ser desligados.

Um motor de eleição

A Explorer da Triumph é uma moto alta e como outras Tiger, dos quase metro e meio de altura, tem o banco a 837 ou 857 mm de altura ao solo. Se a esta característica associarmos a forma do banco, deparamos com a necessidade de alguma habituação para sentar ou sair. Todavia, uma vez ‘encaixados’ concede uma boa posição de condução, também ajudada pela forma do depósito de combustível de 20 litros. Logo que se põem os três cilindros a rugir, deparamos com uma notável elasticidade que vai das 2.000 às 9.300 rpm, regime a que o motor debita os 137 cv de potência máxima. É evidente que através da transmissão por cardan, ao pneu 150/70 montado na jante 17” (, chegam menos do que os cv medidos na cambota. Contudo, ainda chegam muitos para tornar bastante entusiasmante a condução desta Triumph. Em qualquer das seis relações, cujo engrenamento é rápido e preciso, o motor de 1251 cc responde de uma forma notável, e com consumos parciais entre os 4,8 a 5,4 litros/100 km.

Direcção assistida

Para além das afinações específicas que se possam fazer nas suspensões, ou personalização conseguida através de um vidro (ajustável) mais alto e mais largo, punhos aquecidos, malas laterais (62 litros) onde cabe um integral ou a top de 35 litros, a Triumph Explorer ainda permite mais alguns ajustes. A tal direcção assistida, que começa num acelerador sem cabo, a conceder – e contribuir – para uma rapidez de resposta do motor. Para quem se colocar aos comandos da Explorer, existem dois níveis de controlo de tracção e ABS, todos estes com a possibilidade de serem desligados. No entanto, estas operações exigem algum tempo e habituação, já que carecem de uma melhor funcionalidade. Aliás, alguns dos comandos desta Triumph, poderiam ser um pouco mais intuitivos. Algo que se esquece, rapidamente, quando se “Explorer” a eficácia dinâmica desta Tiger. Dos travões às suspensões, ou da ciclística ao motor… que faz justiça à designação Tiger.
Gostámos Mais

  • Potência e binário disponíveis
  • Controlo de tracção e ABS
  • Eficácia da ciclística
  • Comportamento dinâmico
  • Selector rápido e preciso

Gostámos Menos

  • Comandos TTC e ABS
Modelo/Versão Triumph Explorer
Potência 101 kW (137 cv)/9.300 rpm
Binário 121 Nm (12,0 kgm)6.400 rpm
Consumos NC
CO2 NC
Médias NC