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Conquistar europeus

Clicar para começar e parar a reprodução das imagensNum segmento em que o pódio tem presença dominante dos modelos do Grupo PSA, os japoneses da Toyota colocam o novo Proace, cuja silhueta é reconhecida e deriva do acordo industrial com os franceses. Todavia, o acordo não foi celebrado com todos os franceses do pódio, nem para o sub-segmento que mais vende entre nós. Esta parceria estratégica começou há uns anos atrás com os automóveis de passageiros, e pelos vistos, no segmento dos ligeiros de passageiros e mercadorias, já tem planos para o futuro, mesmo que isso signifique uma mudança de parâmetros.

A oportunidade europeia

De acordo com as recentes notícias que têm vindo a público, os italianos querem seguir outro caminho, no tocante à parceria para desenvolver e construir furgões de passageiros e mercadorias, sendo que o futuro os levará a parcerias transatlânticas. Esta escolha, deixa aos franceses o caminho aberto para reforçarem a parceria com os japoneses, mesmo que esta signifique uma alteração de parâmetros, em especial para os japoneses.
Em termos de padrões de qualidade os dados históricos revelam distinções entre franceses e japoneses. Por isso a expectativa era grande quando há uns anos atrás, se iniciou a comercialização do Aygo da Toyota, em simultâneo com os C1 da Citroën e 107 da Peugeot. Se por um lado o Aygo poderia não corresponder aos hábitos dos clientes da marca japonesa, por outro lado, o modelo representou a abertura de portas a um novo tipo de cliente.
Contudo, com o Proace há uma questão que muda: este furgão é um investimento e como tal, é visto com outros olhos, face aos automóveis de passageiros.

Uma nova abordagem

Por ser um investimento e para além da procura de novos clientes, o Toyota Proace tem outro argumento a favor! Como em equipa ganhadora não se mexe, os japoneses aproveitaram um furgão que já foi International Van of the Year (2008) e num modelo actualizado para as exigências dos nossos dias, colocaram os logotipos e propõem seis versões: três com chassis curto e outras três com chassis longo. Nas primeiras três encontramos três lugares e os motores 1.6 de 90 cv ou 2.0 de 128 cv, com este último a declinar em duas versões de 1.000 e 1.200 kg de carga útil. Nas versões de chassis longo, o motor é sempre o 2.0, para as configurações de três lugares, três lugares de tecto alto e a de seis lugares, que tivémos oportunidade de conduzir. O Proace de seis lugares está marcado a 28.265,75 € enquanto o menos dispendioso custa 22.375,45 €. Como opcionais, o “airbag” do passageiro (138 €) e a pintura metalizada (270 €). No tocante ao equipamento de série da versão de seis lugares, destacamos o ar condicionado, a regulação do volante em altura e profundidade, o fecho centralizado com comando e independente às portas traseiras, e nivelador de faróis. Ainda no equipamento de série e em termos de dispositivos de segurança, destacamos o ABS+EBD e o controlo de estabilidade VSC.

Aos comandos da Proace

A acessibilidade ao interior do Proace é boa e a habitabilidade é muito satisfatória. Nos bancos e para quem conduz, existem alguns ajustes que incluem o de altura, sendo os restantes fixos. O acesso à segunda fila de bancos é feito através da única porta lateral deslizante do lado direito, enquanto o acesso ao compartimento de carga de 3,6 m³ e 1.000 kg de carga (1694x1600x1449 mm) é feito através de duas meias-portas, neste furgão de mercadorias.
Na condução do Proace gostámos da eficácia da plataforma e do comportamento dinâmico, conseguido através das suspensões e travões, com estes últimos a demonstrarem um bom nível de eficácia. Apesar de não termos efectuado o contacto com carga – a legislação continua a não o permitir – percebemos as potencialidades deste Diesel 2.0 Euro 5 de 128 cv, que nos deixou boas impressões no tocante às acelerações e reprises. Gostámos menos da precisão do selector de velocidades, que nem sequer está em sintonia com a suavidade do motor e restantes agregados mecânicos.
Outra das características diferenciadoras neste Proace, em especial para quem estava habituado à manobrabilidade de um tracção traseira, tem a ver com o diâmetro de viragem (12,6 metros) num furgão que também é mais comprido (5.143 mm) face ao anterior furgão Toyota.
Agora resta esperar pelas próximas novidades e constatar, se serão os japoneses a adaptarem-se às características dos nipónicos, ou se serão estes a procurar a adptação aos mercados europeus.

Gostámos Mais

  • Comportamento dinâmico
  • Equipamento de série e segurança
  • Acesso e habitabilidade
  • Espaços para arrumos

 

Modelo/Versão Toyota Proace 2.0 D 6 Lugares
Potência 94 kW (128 cv)/4.000 rpm
Binário 320 Nm (31,4 kgm)/2.000 rpm
Consumos Urb: 8,2; Ext-Urb:6,3; Combinado: 7,0 l/100 km
CO2 183 g/km
Médias nc