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A Hilux tem garantido lideranças, num segmento cada vez mais competitivo. Além das marcas, anuncia-se um novo arquirival.

A renovação da Hilux Tracker, transforma esta “pick-up” numa das melhores embaixadoras da Toyota. Ao longo de cinco décadas e considerando que dos 18 milhões de unidades vendidas, menos de um milhão (815.000) tenham ficado em território europeu, a Tracker é apresentada com uma evolução do 2.4 D-4D de 150 cv, novos sistemas de travagem que contribuem para a melhoria dos padrões de segurança activa, incremento do curso das suspensões e, por fim mas não menos importante, capacidade de reboque que pode chegar às 3.5 T com controlo de estabilidade. Estes os argumentos que a Toyota tem para manter as lideranças europeia e nacional. Na CE, a quota de mercado chega aos 23%, e entre nós ascende aos 41%, numa liderança mantida desde 2015.

Num passado recente e para um futuro próximo, a metamorfose do universo da Hilux trouxe novos concorrentes para o mercado, ainda que este segmento continue a ser um feudo nipónico. Em bom rigor, as “pick-up” das novas marcas europeias, são ‘declinações’ dos modelos japoneses. Aliás, é dali que está para chegar um modelo que podemos considerar como o arquirival: o L 200 que em 2019 terá um novo modelo que, discretamente, já circula por aí…

 

Para comemorar os 50 anos da Hilux, a marca japonesa criou uma versão “invincible” que entre outros, conta com o Toyota Safety Sense Sense, no qual encontramos sistemas de aviso pré-colisão (PCS), alerta de mudança de faixa de rodagem (LDA), controlo automático de máximos (AHB) e reconhecimento de sinais de trânsito (RSA). Em termos de segurança e além dos sete “airbags” o sistema de travagem integra o ABS com os BA+EBD e controlo de estabilidade VSC. Um visor olocado em posição central, assegura o acesso a alguns comandos e visualizaçao das manobras de marcha-atrás.

preço-base

isv

iva

despesas

pvp

iuc

25.256,43

8.629,75

7.793,82

873,98*

42.553,98

53,00

*inclui ecovalor e iva

 

Com boa acessibilidade ao interior, a Hilux concede boa habitabilidade, e assentos traseiros escamoteáveis a concederem um pouco mais de espaço. Na traseira, a caixa fechada (1.570 mm de comprimento) exige uma chave diferente da utilizada nas portas e ignição e, apesar do revestimento interior em material compósito, demos conta da inexistência de olhais de fixação. Para quem se senta ao volante, os comandos estão bem posicionados, e conseguem-se bons ângulos de visibilidade, ainda que a dimensão dos espelhos retrovisores, proporcione alguns ângulos-mortos em algumas posições, como acontece nas curvas com inclinação acentuada.

Com uma variação de carga útil a rondar a tonelada, a Hilux disponibiliza suspensões independentes na frente, mediante uma arquitectura de braços triangulados sobrepostos, enquanto para a traseira, continua fiel ao eixo rígido e molas laminadas.

Face a anteriores gerações, o conforto da Hilux melhorou e deste depende a escolha de pneus

Aos comandos e face a modelos anteriores, continuamos a ter a percepção de alguma firmeza na suspensão posterior, mas é evidente a evolução no conforto de rolamento. O aumento de curso das suspensões e a solução independente na frente, para isso contribuem e o mesmo acontece com a escolha de pneus da “invincible” que conduzimos. Por outras palavras, a escolha entre pneus de estrada, fora-de-estrada ou reforçados na estrutura, interfere com os padrões de conforto.

Num breve contacto ao volante e utilizando a configuração 4×2, conseguimos uma média de 7,4 litros/100 km à média de 46,0 km/h num percurso misto (AE+EN+Urbano). Nestes, demos conta de uma agradável utilização do motor e transmissão manual de seis relações. Logo nas 1.500 rpm conseguimos obter boas reacções nas reprises e suavidade na progressão. A comodidade de ter 4×4 ou 4×4 L ao alcance de um comando rotativo, permitiu avaliar o desempenho desta “pick-up” cujos consumos parciais rondaram os 8,1 litros/100 km.

Gostámos –

Gostámos +

– Dimensão dos retrovisores exteriores

– Ausência de olhais na caixa de carga

– Desempenho dinâmico e segurança activa

– Refinamento na condução e comandos

– Comportamento dinâmico

– Versatilidade do motor e transmissões

– Qualidade dos materiais e finalização

Características técnicas

Toyota Hilux Tracker 4-4D Invincible Pack

motor

4 cil 2.393 cc – 16 V DOHC

potência kW(cv)/rpm

110,3 (150)/3.400

binário Nm (kgm)/rpm

400 (39,2)/1.600~2.000

transmissão

traseira, 4×4 ou 4x4L

jantes – pneus

17” – 265/65 R 17