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Ford Mustang 2.3 EcoBoost Covertible M6 – 51.443 €

Ford Mustang Photo: James Lipman / jameslipman.com

Desde 1964 que o Mustang conseguiu conquistar um espaço próprio, muitas das vezes com a ajuda de rostos ou filmes conhecidos. Foi assim com Steve McQueen, cuja mestria ao volante o associou a este e outros Ford, ou no filme “Goldfinger” no qual um menos conhecido Tilly Masterson, conduziu um Mustang Convertible. No historial do modelo que em vez da oval azul, sempre ostentou o símbolo do cavalo selvagem e sem dono, a estética foi acompanhando as tendências, mas tal só se verificou até ao momento em que o rétro, (re)conquistou as tendências… e o lugar na história.

Ford Mustang Photo: James Lipman / jameslipman.com

Há três anos atrás, quando pela primeira vez foi apresentado como modelo global, o caderno de encargos do Mustang tinha vários compromissos! Um dos mais desafiantes, começava na recuperação da imagem ‘original’ e respectiva silhueta, com estas devidamente actualizadas. A grelha activa e os grupos ópticos dianteiros com xénon HDI são disso exemplo visível. Para os elementos afastados dos olhares indiscretos, salientamos o sistema de travagem e as assistências à estabilidade e condução.

Ford Mustang Photo: James Lipman / jameslipman.com

No interior do Mustang vamos encontrar alguns sinais de que se trata de um automóvel diferente. A existência de expressões como “groundspeed” no velocímetro, ou “revolutions per minute” no conta-rotações, são disso sinal. Alguns dos comandos, têm formato semelhantes aos utilizados em competição, mesmo quando têm mais do que uma função. É o que acontece no “mode” que nos permite escolher quatro modos de funcionamento do motor (Normal, Desportivo+, Pista, neve/molhado) enquanto para o volante existem três configurações (Normal, Desportivo, Conforto).

Ford Mustang Photo: James Lipman / jameslipman.com

E no tocante à sonoridade, as saídas de escape, ampliam a sonoridade do 2.3 Ecoboost de 317 cv. Trata-se de um quatro cilindros em alumínio (bloco e cabeça) carregado de tecnologia, desde as quatro válvulas com comando variável, aos turbos que asseguram a sobrealimentação em duas fases. No tocante à personalização, mediante opcional (2.745 €) este Mustang estava equipado com assistência à marcha-atrás projectada em visor de 8”, Jantes de 19”, áudio com 12 altifalantes, estofos em couro e bancos climatizados (aquecimento/refrigeração).

Aos comandos

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Os 317 cv do 2.3 EcoBoost podem ser utilizados de quatro formas

Ao volante deste Mustang começamos por ter a possibilidade de escolher três sensações: uma identificada como normal; uma outra mais leve que beneficia o conforto de utilização; uma terceira designada como desportiva e na qual a direcção fica um pouco mais firme e por isso mesmo, mais reactiva. Ao nível do desempenho do motor, podemos escolher uma reacção mais suave e dedicada aos pisos molhados ou com neve, uma dedicada aos “track day”, uma outra para quem aprecia a condução mais rápida e de tendências desportivas, e uma quarta escolha, designada como normal. Num breve contacto ao volante, percebemos que em termos de consumos, podemos atingir os 8,2 ou chegar ou 12,6 l/100 km/h.

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A bagageira deste Mustang “Convertible”  2+2 concede 332 litros de volumetria

As sensações ao volante são típicas de um automóvel americano, mas muito ajustado aos padrões europeus. O comportamento das suspensões é muito bom, e contribui para um bom nível de conforto de rolamento, para o qual também contribuem os assentos com bom apoio. A eficiência da travagem e das assistências à condução e estabilidade, deixaram-nos muito boas impressões em termos de eficácia, num automóvel a rondar os 1.700 kg e próximo dos cinco metros. Alias, sentados ao volante, podemos olhar para o grande capot cuja nervuras enfatizam a dimensão e ajudam a reduzir os ângulos de visibilidade, item em que o Mustang concede algumas limitações, tanto para a traseira como para as laterais. Quando em “convertible” recupera o espírito dos grandes descapotáveis americanos de quatro lugares, embora estejamos a falar de um 2+2 sem rede. Ao optar por olhar o céu, os ocupantes terão de se render à irreverente agitação dos cabelos… ao vento.

Fotos: James Lipman