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Pedais mágicos

ebikeSem o caos organizado de cidades como Copenhaga-Dinamarca ou Amsterdam-Holanda, nas cidades portuguesas são cada vez mais as bicicletas a circular. No entanto, no caso de Lisboa, há que contar com as sete colinas e nestas, damos graças à existência do BionX que contribui para os 26 kg desta ebike da Smart. Todavia, a subir, são quatro os níveis de auxílio concedidos pelo motor de 250 W e nessas alturas, os pedais desta bicla… tornam-se mágicos.

 

 

Parceria alemã

Há umas décadas atrás, apareceu uma caixa que mudou o mundo. Primeiro, a caixa emitia sons e uns anos depois, passou a ser muito mais fascinante, já que emitia sons e imagens. Por detrás do fascínio está a tecnologia e, com esta, vem a energia de que tantas vezes nos esquecemos… ou pelo menos negligenciamos. No entanto, quando nos sentamos numa bicicleta, tanto os gastrocnêmios como os vastos laterais, ou se preferirem, tanto os gémeos como os costureiros, nos lembram, minuto a minuto, a importância da energia e mais, recordam-nos outro item essencial: a gestão da energia. Mas da mesma forma que a energia muscular se esgota, também a bateria desta ebike tem limitações. Para os alemães da Smart, que construiram esta bicla em parceria com a alemã Grace, a autonomia é de 100 quilómetros… mas depende muito das condições de utilização.

Transmissão de três relações

Nesta nova geração de bicicletas ‘armadilhadas’ a gestão da energia pode ser feita de duas formas distintas: mediante um motor auxiliar ligado ao pedaleiro ou através de um motor ligado à transmisão. Há quem prefira a primeira solução, argumentando que em qualquer altura, retiram o motor e têm a bicla convencional. No entanto, a ebike da Smart é apresentada com outras características que a tornam peculiar! Além do motor eléctrico de 250 W com menos potência do que alguns secadores de cabelo, a transmissão disponibiliza apenas três relações em vez das 18 ou 20 habituais, uma correia de carbono no lugar das tradicionais correntes faz a transmissão do movimento, e por fim mas não menos importante, tem um desenho premiado.

Lazer ou funcionalidade

No tocante à configuração desta bicla de 26 kg, a bateria está no centro do quadro e com um engenhoso mas eficaz sistema de fixação. É engenhoso devido à forma como se retira do quadro, bastando para isso puxar a bateria para cima e as ranhuras do quadro fazem com que a bateria saia para o lado. É eficaz, porquanto é fácil de colocar no sítio, utilizando as mesmas ranhuras que fazem de guias e no final basta carregar no botão que garante que bateria não salte do quadro para mãos alheias Na maior parte dos casos, um carregador parecido com o que se utiliza nos computadores, cumpre a tarefa de carregamento em poucas horas e em termos de utilização, nunca se deve deixar a bateria descarregar na totalidade. No tocante às soluções para descarregar a bateria em andamento, estas são mais variadas, nesta bicla que ronda os 3.000 €.
É evidente que ao falar de biclas eléctricas, encontramos três tipos de utilizadores: os mais puristas que têm uma bicla convencional com motor auxiliar; os que escolheram um motor eléctrico para colocar na bicicleta e a utilizam como uma extensão dos electrodomésticos que têm em casa; e aqueles que são mais sensíveis ao “design” e às tendências da moda. Os mesmos que são sensíveis ao formato e funções de um “smartphone” e que em casa, têm um série de zingarelhos… que utilizam ocasionalmente, mas aos quais atribuem funcionalidade. Para estes, a ebike da Smart é mais um equipamento que utilizam numa perspectiva que podemos classificar entre o lazer e o prático.

Visor multifunções

Para quem se sentar na ebike da Smart, no meio do guiador existe um pequeno visor com algumas funções como conta-quilómetros total e parcial, relógio e velocímetro, entre outras funções e comandos. Todavia, devemos dar mais atenção, às duas barras que visualizam a bateria a carregar ou descarregar. A descer e mediante pré-selecção, é possível carregar a bateria, operação visualizada de um a quatro segmentos. Os mesmos quatro segmentos, indicam o nível de auxílio e consequente descarga da bateria, também indicada por um medidor de nível.

 

 

Velocidade limitada

Em termos de utilização, esta Smart está mais próxima de quem procura uma bicicleta funcional e prática, que diminui de forma drástica o esforço quando a subir. Em plano e devido ao peso total, esta ebike da Smart, exige algum esforço, facilmente suavizado se colocarmos o auxílio eléctrico, mesmo que o façamos no primeiro nível. A descer, a energia de travagem regenera e ajuda a carregar a bateria, operação para a qual temos de pré-seleccionar o menu e dar ao pedal. E se quiser saber quanto consegue atingir a descer, precisa de desligar o auxílio eléctrico, já que este limita a velocidade máxima a 25 km/h.
Em termos de preço, para muitos esta Smart será cara. Mas a velha questão retórica impõe-se: é cara em relação a quê? Numa breve busca chegámos à conclusão que no mercado nacional é possível encontrar este motor BionX (1.500 €) e que este pode ser adaptado a muitas bicicletas, para as quais a roda traseira é fornecida no conjunto. Por outro lado, é evidente que a gestão de esforço é um dos grandes argumentos desta ebike. Mas existem outros argumentos a favor. Um destes são os travões Magura de 180 mm, os pneus Continental ou a iluminação por leds. Do desenho, haverá quem goste e quanto à cor, pode ser branca ou cinza escura.