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Além do furgão de mercadorias o 319 também existia em versão de passageiros

O historial da marca e uma certa cultura, nunca foram negligenciados na Mercedes-Benz, nem nos automóveis de passageiros, para os quais existe o respectivo departamento “classic”, e o mesmo acontece com os ligeiros de mercadorias e passageiros. Na celebração dos 20 anos do Sprinter, foi possível recuar seis décadas e, ter uma percepção do que mudou nos furgões da marca alemã. Ao olhar para a gama, podemos definir três fases distintas: a dos furgões originais; a dos modelos evoluídos; e a das soluções de transporte. É nesta última que vamos encontrar os motores Euro 6, o controlo de estabilidade reactivo aos ventos laterais, a transmissão automatizada 7GTronic, a navegação e mais alguns itens que encontramos nos automóveis de passageiros. Num breve passeio pelos arredores de Düsseldorf, foi-nos dada a possibilidade de constatar a evolução ao longo das seis décadas de produção de furgões, e pelo que ouvimos dizer, está na calha um novo modelo, que pode aparecer no próximo ano.

O primeiro furgão

O primeiro modelo que conduzimos foi o 309 que nos fez recuar 60 anos. Para colocar o motor em funcionamento, foram precisas duas operações: primeiro foi preciso ligar a chave e esperar que a luz amarela no painel se apagasse. Depois, puxar um botão e conseguimos colocar o motor em movimento. Tudo isto por que estamos em presença de um bloco de injecção indirecta – o mesmo que era utilizado nos automóveis 180 D – em versões de 40 ou 45 cv.

O furgão L 319 foi produzido entre 1955 e 1967, utilizando um bloco semelhante ao 180 D mas com algumas alterações na cabeça com injecção indirecta

Logo que entramos no 319 demos conta de um volante de generosas dimensões e um anel interior que serve de buzina e comando para os indicadores de direcção. Os pedais de travão e embraiagem sobressaiem de um piso, no qual se evidencia uma enorme bossa resultante da cava da roda. Tudo isto por que não existia qualquer servo-assistência. O volante só se conseguia mover em movimento, ou com a ajuda dos espinafres do Popeye ou os braços do Hulk. Uma transmissão de quatro curtas relações, obriga o motor a trabalhar quase sempre nos regimes elevados, e o ruído no interior, abafa qualquer conversa ou as indicações do GPS montado “ad hoc”. Em termos práticos, isto significa que em 1ª relação se conseguiam fazer entre 5 a 10 km/h e em 4ª, conseguimos rolar a 50~60 km/h utilizando um selector montado na coluna de direcção.

Os T2 e T1

O L 309 também conhecido como “Düsseldorfer“ foi produzido entre 1967 e 1985 como T2

Estes furgões foram uma referência na marca e no mercado. Na marca, por que houve uma mudança significativa na adopção dos agregados mecânicos. Em vez de adoptarem soluções automóveis, passaram a utilizar elementos dos camiões, como por exemplo aconteceu com as direcções de esferas recirculantes e suspensões. Em termos de mercado, as volumetrias e capacidades de carga, tinham aumentado de forma significativa face aos anteriores modelos.

O T1 construído entre 1977 e 1995 não poderia ser mais simples

Apesar de não serem um primor na ergonomia e com a bossa resultante da recuada posição das rodas da frente, estes furgões já vinham equipados com servo-assistência na direcção, embraiagem e travões, concedendo por isso mesmo uma condução bastante suave.

Os espelhos ainda eram de pequenas dimensões, condicionando muitos ângulos de visibilidade. Nas transmissões, as cinco relações eram accionadas por um longo selector e pouco preciso. Ainda em relação ao interior, a colocação do motor sob o piso, ainda passava muito ruído para a cabina, e também algum calor. Nestes T1 e T2 já se conseguiam fazer melhores médias, tanto de velocidade como de consumos, muito pela existência da 5ª relação, que já nos permitiu chegar aos 75 a 85 km/h.

20 anos e três gerações

Quando em 1995 chegou ao mercado, o Sprinter, cedo conquistou diversos intervenientes no mercado, incluído o júri do IVOY que elegeram o modelo alemão como o Furgão do Ano Internacional em 1996 (International Van of the Year 1996). A facilidade de condução, a volumetria, as capacidades de carga, os consumos de combustível e o número de variantes, foram alguns dos elementos de conquista, de um furgão que numa das versões chegava aos 122 cv, um dos melhores valores na época.

Seitenwind-Assistent serienmäßig: Ab Juni 2014 ist der ESP-gestützte, innovative Seitenwind-Assistent für die allermeisten Varianten des neuen Mercedes-Benz Sprinter serienmäßig Crosswind Assist as standard: From June 2014 the ESP-based, innovative Crosswind Assist is available for most of the variants of the new Mercedes-Benz Sprinter as standard

A terceira geração do Sprinter apareceu com o ESP adaptativo, que reage aos ventos laterais

Em 2006 e depois de conquistar vários mercados, a segunda geração do Sprinter, passa também a ser construída em Ludwigsfelde ao Sul de Berlin-Alemanha, que adopta um novo tipo de pintuta por cataforese.

A terceira geração apareceu em 2013 e com esta, uma série de evoluções tecnológicas. Face aos anteriores T1 e em duas décadas, a produção do Sprinter quase triplicou. Cada um dos 2.9 milhões de veículos produzidos, demoram entre um a dois minutos a efectuar a montagem dos 13 a 14.000 elementos que compõem o Sprinter que, em Düsseldorf, tem 80% da montagem garantida por 500 robots. Nesta unidade fabril que emprega 6.500 pessoas, e poupou 45 toneladas de papel neste último ano, saiem entre 700 a 740 Sprinter por dia.

 

1955 Início da produção do 319
1967 Comercializa-se o Furgão “Düsseldorf” de grande capacidade
1977 O furgão “Bremen” começa a ser produzido e passa para Düsseldorf em 1980
1986 Início da comercialização do furgão T2
1995 Início da produção do Sprinter
2006 Segunda geração do Sprinter
2009 Novos motores BlueEfficiency e transmissões
2013 Terceira geração do Sprinter com ESP adaptativo