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Para além da estética

Clicar para começar e parar a reprodução das imagensAlém da evolução estética que os franceses efectuaram na frente, a maior cilindrada, trouxe um aumento de potência, mas achamos que o de binário, traduz muito mais a evolução deste Mégane. Melhor nas acelerações e reprises e com consumos moderados, este Diesel está melhor filtrado e, em nossa opinião, está mais refinado na condução, ainda que esta seja enfatizada na versão GT Line, na qual encontramos, entre outros, o R-Link com um visor generoso e bem posicionado


É um facto que a inclinação do pilar A do Mégane reduz o ângulo de acessibilidade. Uma vez no interior, começa por ser fácil encontrar uma boa posição de condução, com muitos ajustes para fazer e a permitirem tirar partido da boa visibilidade, tanto para a frente como lateral. Para a traseira, mais uma vez as formas afiladas do automóvel francês, penalizam os ângulos de visibilidade, e o mesmo acontece com o óculo traseiro de reduzidas dimensões. Em termos de ergonomia, gostámos do posicionamento dos comandos e das funcionalidades concedidas, em especial as do R-Link de visor táctil e bem posicionado no centro de um painel, que prima pela qualidade dos materiais empregues e nível de finalização. Em termos de modularidade, gostaríamos de ver outro tipo de rebatimento nos assentos traseiros, para desta forma aumentar a volumetria de uma bagageira de 370 litros.

Maior diâmetro mais binário

Volvidos cinco anos após a apresentação (2008), o Mégane MY 14 ganha um “facelift”, um logotipo mais visível, e além dos modernos “leds”, maiores entradas de ar na frente. No entanto, o que mais curiosidade nos despertou foi o novo 1.6 DCi de 130 cv com S&S, no qual o aumento de cilindrada, é conseguido mediante o aumento do diâmetro dos êmbolos. Desta forma, o quatro cilindros passa de 1.461 para 1.598 cc.
Nos primeiros quilómetros efectuados percebemos duas coisas: face ao 1.5 este 1.6 é mais vigoroso e voltando à referência, a utilização desta cinemática é diferente. Esta diferença é essencialmente fruto dos valores binário. O 1.6 consegue disponibilizar 80% do binário às 1.500 rpm, para um valor máximo de 320 Nm às 1.750 rpm (240 Nm no 1.5 Dci).

Aos comandos

Já com o motor a trabalhar constata-se a boa filtragem do ruído e vibrações do 1.6. Os primeiros quilómetros, denotam o vigor nas acelerações e a utilização mais prolongada, deixou-nos a impressão de as reprises serem igualmente agradáveis. Todavia, nas 5ª e 6ª relações, achámos que estas são muito longas. Se por um lado esta característica se reflecte, de forma favorável, nos consumos de combustível, por outro lado, o comportamento da motorização é um pouco amorfa no tocante às reprises. Nas ultrapassagens, foi frequente a necessidade de termos de ir à 4ª relação e aí sim, voltamos a sentir o vigor deste Diesel, equipado de Start&Stop.
No tocante à condução, gostámos do conforto de rolamento concedido pelos assentos envolventes e uma direcção, que nos deixou a impressão de ser precisa, tal como acontece com o selector da transmissão manual de seis relações.

Gostámos Mais

  • Conforto de rolamento
  • Acelerações e reprises
  • Funcionalidades do R-Link
  • Desempenho da direcção
  • Consumos moderados

Gostámos Menos

  • Acessibilidades ao interior