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Uma semana a banhos

Se o seu objectivo é passar uma semana de férias sem preocupações relativas à internet, então o bávaro iberostar em punta cana pode ser uma boa solução. Com um serviço caro e com falhas, a ligação à “net” custa USD 10 à hora ou USD 13 por um período de 24 horas, mas a utilizar em contínuo. E a referência em dólares no preço tem uma intenção! É que se planeia comprar alguma coisa, as notas verdes serão as mais adequadas, e prepare 30 dólares por pessoa para deixar no aeroporto (10 à entrada e 20 à saída). Depois das formalidades e encontrado o autocarro dá-se o “transfer” para o hotel, que está a 30 minutos do aeroporto. Numa ampla recepção damos conta de que os “shows” são diários, e que para jantar nos são disponibilizados vários restaurantes temáticos, para os quais é necessária marcação prévia, quer seja o japonês ou mediterrânico, ou se preferirem, o “gourmet” ou afro-americano.

Em alternativa, existem os “buffets” para o pequeno-almoço e jantar, e um outro de praia para o almoço, sendo neste apresentado duas vezes por semana um almoço festa de praia. Depois de jantar e se não é apreciador de animação nocturna, sugerimos que peça um quarto longe das luzes da ribalta e do “show”. Num bonito enquadramento paisagístico e entre jardins bem cuidados, os quartos estão organizados por blocos de oito (4 superiores e 4 ao nivel do solo) e concedem espaço suficiente, em especial para quem dê uso aos dois sofás, para além da cama de casal. Todavia, enquanto nos quartos existe espaço e uma varanda, as casas de banho são algo acanhadas e para os europeus, estes quartos exigem outra preparação, que tem a ver com a existência de fichas e tensão de 110 V.

E o hotel não tem soluções alternativas, nem adaptadores e muito menos transformadores para os equipamentos 220 V. No tocante à classificação de cinco estrelas, os únicos que a merecem são a maior parte dos empregados, tanto os da animação como os que servem as refeições! E se tivermos em linha de conta que eles trabalham por ‘turnos’ ou seja, podemos encontrar as mesmas equipas a servir pequenos-almoços, almoços e jantares e ainda assim terem um sorriso para nos acolher, é de louvar. Como é habitual, as compras feitas no hotel estão inflacionadas. Mas sair do hotel e pagar o táxi, pode sair ainda mais caro, portanto o melhor é preparar mais uns dólares… além dos 30/pessoa que tem que deixar no aeroporto.

Na praia voltamos a constatar o empenho dos empregados, prestativos e sempre prontos a satisfazer os pedidos dos clientes. E não fazem mais por que não têm condições para isso. Por um lado o modelo de negócio do hotel não o permite, e por outro os empregados servem os produtos que lhes disponibilizam. E face a alguns gostos, as coisas podem ter açúcar ou sal a mais. Talvez seja por serem ambos brancos e baratos, não sei, sei lá. Ainda na praia, faltam as sombras na areia e sobram as pedras dentro de água. Em alternativa, o hotel disponibiliza as piscinas e um spa, que no caso pode ser considerado como ‘sugestão pouco apreciada’! O tal “salute per acqua” ou spa, permite o acesso aos hóspedes dos outros hotéis integrados no “resort”, e assim sendo, daí ao granel é um passo.