Download PDF

Na invicta e sobre duas rodas

Integrada no Grupo Prio Energy a Prio.e está igualmente ligada à Mobi.E, a nível nacional a principal e fornecedora de pontos de carregamento para veículos eléctricos. Depois da parceria com a Nissan para o projecto de colocar Taxis, a Prio.e resolveu dedicar.se à comercialização de veículos eléctricos de duas rodas. No espaço da invicta, a mobilidade chega a todos os gostos e está configurada para várias bolsas. No entanto e em nossa opinião, o mais importante é de que forma a comercialização destes produtos, encontra ecos nas estruturas de mobilidade existentes, incluíndo os pontos de carregamento.

Autonomia ou economia

Um dos problemas que se coloca aos veículos eléctricos, tem a ver com a autonomia e os tempos de recarregamento das baterias, além da dificuldade que ainda existe, em encontrar pontos de carregamento. No caso das duas rodas, a situação é mais complexa, já que muitos destes veículos são fáceis de desviar da rota prevista, em especial quando a rota foi prevista pelo proprietário. Se excluirmos estes detalhes, temos que a grande vantagem destes veículos, está no custo do carregamento, que baixa significativamente o custo por quilómetro percorrido, em especial quando comparamos com os de motor de combustão interna. Por outras palavras, por muito menos de um litro de gasolina, pode-se carregar uma “sccoter” eléctrica, que rola mais silenciosa e com menos vibrações. A título de exemplo, uma moto Volta com motor de 35 kW e uma velocidade máxima de 120 km/h (70 km de autonomia) pode custar 0,80 € a carregar. Mas, de que forma é que podemos contar com esta autonomia? Em plano e sem chegar à velocidade máxima, ou em percurso sinuoso e acidentado, no qual se retira partido da potência do motor?

A dar ao pedal

Outras apostas apontam para as bicicletas eléctricas como as Etropolis e nestas, acreditamos mais na autonomia, ou se preferirem… na mobilidade! É que a generalidade destas biclas (Trekking, City, Mountain ou Cross) pesam entre os 20 a 25 kg. Em termos práticos, o truque é ir utilizando a ajuda nas subidas e aproveitar as descidas para recarregar, ainda que a eficiência desta última operação seja quase residual. É evidente que numa sociedade europeia e num país como o nosso – onde o meio de transporte mais utilizado é o automóvel (52,9% média na UE) estas alternativas, são frequentemente negligenciadas. Todavia e de acordo com um estudo do IMT (Ciclando) as deslocações em bicicleta, aumentaram de 1 para 1,6% entre 2007 e 2010, apesar de estarem
distantes da média europeia (7,4%). As deslocações em bicicleta conheciam valores superiores na Hungria (19,1%), na Dinamarca (19%), na Suécia (17,1%), na Bélgica (13,4%), Alemanha (13,1%), na Finlândia (12,5%), na Eslováquia (9,5%), na Polónia (9,3%), na Áustria (8%) e na Letónia (7,5%).
Todavia e como refere o Ciclando, nas cidades com menos de 10.000 habitantes há, de uma forma geral, um maior recurso ao modo pedonal que chega, nalgumas, a ultrapassar os 50% do total de deslocações, enquanto a bicicleta e a moto perfazem 10%.

O compromisso scooter

Num brevíssimo contacto aos comandos foi possível guiar duas “scooter”. A Etropolis retro, que numa autonomia de 70 km pode ser utilizada entre os 25 a 45 km/h, e muito mais também não seria desejável, já que as formas do guiador e a estrutura desta “scooter” exigem algum equilíbrio e não serão o melhor exemplo de agilidade. No entanto, para quem se importa com a imagem do veículo e está mais para usufruir do conforto e do estilo, a Retro permite isso mesmo: uma viagem de estilo.
Do lado das Go as coisas mudam de figura, já que se pode utilizar uma destas “scooter” com uma caixa destinada a transportar ferramentas ou uma das versões que vão evoluindo desde a funcionalidade ao gosto pela condução mais rápida.