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Nissan Leaf 30 kW

VE Nissan historialO automóvel eléctrico mais vendido na Europa e entre nós, disponibiliza uma bateria de 30 kW. Por outra palavras, tem energia para durante dois dias, abastecer uma casa com quatro pessoas. 

concept 2020

Num futuro próximo, a tendência aponta para restrições na circulação nos centros das cidades. Em Tóquio e até 2020, a circulação no centro da cidade será restringida aos poluentes ‘zero’.

Ao analisar o histórico dos veículos eléctricos e para o fazer com alguma objectividade, não existe nenhum país no mundo com um conceito integrado de mobilidade. Todavia, existem algumas cidades com um histórico considerável nesta matéria. A cidade de Lyon-França é disso um exemplo. Já nos anos 80 separavam os diversos tipos de transporte, em função das distâncias e linhas dedicadas, tanto ao transporte público, como serviços autárquicos ou trajectos particulares. No tocante ao futuro, tudo aponta para que no centro da capital japonesa, só os eléctricos poderão circular em 2020, e solução idêntica poderá aparecer noutras grandes cidades. Um olhar ao presente, levou-nos a conduzir o novo Leaf 30 kW, para o qual a Nissan preconiza uma autonomia de 250 km. Num breve contacto ao volante, percebemos que tal é exequível. Todavia, precisamos de fazer os tais 250 km em percurso urbano. Se os tentarmos fazer em via rápida, podemos contar com uma proporção de 2:1 ou seja, gastamos dois quilómetros de autonomia, por cada quilómetro percorrido. O aumento da ‘carga’ foi conseguido mediante a inclusão de outros materiais nas baterias, mas a gestão dessa mesma energia, continua a penalizar a utilização acima dos 60 km/h e em continuidade, em especial nas vias rápidas ou auto-estradas. A questão reside no facto de um dos trunfos do Leaf, ou seja a regeneração da energia, ser conseguida em desaceleração e travagem.

 

previsoes 2025

A gestão da energia é um dos desafios do futuro nas grandes cidades

 

E existem outros problemas de utilização, que podemos considerar exteriores ao Nissan Leaf. Um destes diz respeito à dificuldade que existe em (re)carregar as baterias! Os locais ainda são poucos, e aquém do prometido. Muitos dos locais dedicados ao estacionamento/carregamento dos veículos eléctricos, continuam ocupados com outros… dotados com motores a combustão… mas que pagam estacionamento. Isto reflecte a diversificação de entidades que gerem o mesmo espaço. E quanto ao estacionamento pago – um dístico – isenta os veículos eléctricos. Mas se não tiver o dístico, paga na mesma. No caso da marca japonesa, o historial dos veículos eléctricos remonta aos finais dos anos 40 (1947). Todavia, foi o aparecimento do Leaf (2010) que impulsionou o negócio. Os 46.000 veículos vendidos na Europa e os 431 já comercializados em Portugal, atestam isso mesmo. Por outras palavras, já muito foi feito e apesar de ainda haver muito por fazer, a evolução do Leaf é evidente, e até já se encontram veículos destes em Taxi. As razões de tal escolha, são apontadas pela marca japonesa, que atesta uma poupança de 70% face a um modelo semelhante com motorização Diesel.painel 3 c por km Em ‘graveto’ falamos de 730 €/ano. Se a este valor acrescentarmos a diferença nos custos de manutenção (- 40% face ao Diesel) e estacionamento, ambas favoráveis aos eléctricos, chegamos a um custo por km na ordem dos 0,03 €. Se tomarmos como exemplo, o padrão de 50 km diários em utilização urbana, chegamos aos tais 1,5 €/dia para garantir a mobilidade. A favor da mobilidade, o facto de em carregamentos rápidos, serem necessários 30 minutos para chegar a 80% da carga das novas baterias, que permitem chegar aos 30 kW.

 

 

utilização diaria em kmNum breve contacto ao volante, utilizando andamentos muito moderados e com a maior parte do percurso efectuado em estradas nacionais, exige-se que o pedal do acelerador seja accionado com mestria. Ao colocar o selector da transmissão em ‘B Eco’ garante-se a melhor gestão de energia, mas também um efeito de travão-motor mais acentuado. Daí que em percursos acidentados, a regeneração de energia se torne mais eficiente. E o mesmo acontece em circulação urbana. No tocante ao conforto de rolamento, este beneficia do baixo nível de ruído do motor eléctrico, de um bom nível no tocante aos materiais empregues e respectiva finalização. Como atrás foi referido e chegados a vias rápidas ou auto-estradas, a autonomia desce de forma muito significativa, e podemos sublinhar a proporção de 2:1, quase sem a possibilidade de regenerar energia por vias da desaceleração ou travagem, pouco utilizadas. Como acontece com a generalidade dos automóveis, o Leaf exige que façamos algumas contas, tanto na aquisição como para a utilização. E para encontrar o resultado final, há que subtrair algumas parcelas e somar outras.