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Harley-Davidson King Road

2714Apesar dos quase 2,5 metros de comprimento e 400 kg de peso, apreciámos a facilidade com que nos podemos sentar na Road King, cujo banco disponibiliza um encaixe perfeito, e a menos de três palmos do chão. A manobrabilidade urbana não é das melhores, mas em estrada, esta HD não deixa os créditos por mãos alheias, enquanto a existência do acelerador automático – a um toque do polegar esquerdo, justifica plenamente o enquadramento “touring”.2726 Por outro lado, esta 103 à qual correspondem 1.690 cc, concede uma condução muito próxima da Glide, mas com valores de aquisição muito mais agradáveis, É certo que não encontramos tanto equipamento, e a volumetria das malas está limitada a 64 litros, mas o espírito e até alguma imagem de culto, estão garantidas. Sublinhe-se que está sempre presente o programa de personalização e, assim sendo, tudo pode ser (re)configurado ao gosto de quem se senta aos comandos. A escolha do selector dual para comando da transmissão, ou os apoios para os pés, são disso exemplo.

 

2723Na Road King e a pensar no enquadramento “touring” – a silhueta original que inspirou japoneses e europeus a copiarem o estilo – evoluiu com pormenores interessantes. A suspensão pneumática na traseira, a travagem de duplo disco na frente (Brembo), e a protecção aerodinâmica conseguida com o vidro e malas laterais, são alguns dos detalhes que contribuem para uma condução agradável. Aos comandos, a progressividade na aceleração e o conforto de rolamento, deixaram-nos boas sensações. 2716Com temperaturas abaixo dos 20º, é perceptível o calor emanado do V2 dotado de injecção sequencial de combustível e lubrificação por carter seco+radiador de óleo.

Sem tirar a chave do bolso e com 22,7 litros no depósito de combustível, a Road King é uma estradista nata, com grande propensão para ser usada como objecto de culto… ou figura de estilo.