Download PDF

Iguais nas diferenças

Clicar para começar e parar a reprodução das imagensNa sequência da comercialização da versão Office, a Peugeot coloca no mercado a versão eléctrica do furgão Partner. Integrado na gama em 1996, o furgão evoluiu, 10 anos depois do início da comercialização. Em 2013 e com a terceira geração, a marca francesa abriu portas a esta arrojada proposta. Face aos Diesel, o eléctrico tem outros custos, diferentes acelerações e menos autonomia, num habitáculo com melhor habitabilidade.


Ao entrar no habitáculo desta versão do Partner, uma das diferenças salta logo à vista. A inexistência do selector para o comando da transmissão manual, concede melhores mobilidade e habitabilidade no interior, em especial para o lugar central.
Outra das diferenças evidentes tem a ver com o painel de instrumentos. Do lado direito o velocímetro, e do outro, o indicador de carga ou descarga das baterias que, de acordo com os franceses, permitem uma autonomia de 170 quilómetros. Para as carregar, podemos contar com a regeneração concedida através da desaceleração e travagem, ou esperando entre seis a oito horas, de acordo com as necessidades de recarregamento. E neste ponto deparamos com uma das condicionantes (externas) deste Partner. A escassa rede para efectuar o carregamento eléctrico, e se falarmos em carregamento rápido – o tal que recarrega as baterias a 80% em 30 minutos – ainda pior. Por outro lado, a ficha de carregamento rápido não é a mesma do carregamento principal. A primeira está colocada atrás do lado esquerdo, enquanto a do carregamento principal se encontra na frente, no guarda-lamas do lado direito.

Questões de pormenor

Em termos estruturais este Partner não difere das versões Diesel, ou seja concede as mesmas volumetrias de carga entre os 3,7 a 4,1 m³, as mesmas acessibilidades nas portas laterais e traseiras, e apesar de não ter as mesmas transmissões, os diâmetros de viragem são os mesmos (11,5 e 11,0 metros) quando comparamos com outras versões.
No entanto, há questões de pormenor que podem marcar a diferença, consoante utilização. A versão eléctrica não tem valores para peso rebocável com travões, enquanto na Diesel estamos a falar de 695 kg. Ainda com recurso à balança, a carga útil do Partner eléctrico é inferior, podendo variar entre os 552 a 611 kg, enquanto a versão Diesel regista 885 kg de carga útil na L2. A variação de carga útil no Partner eléctrico, tem a ver com a utilização dos bancos e separador entre o habitáculo e compartimento de carga. No tocante a preço, também existem diferenças. Todavia, não podemos esquecer de que estamos a falar de um investimento, e assim sendo, há que analisar, os valores item a item, a começar pela dupla tributação.

Aos comandos

Logo que rodamos a chave de ignição, encontramos a primeira diferença. Ao contrário dos Diesel, é necessário manter a chave no final da rotação até que se ouça um bip. Como atrás já referimos, a inexistência do selector, aqui substituído por um comando circular, permite ganhos na habitabilidade, e no tocante ao manuseamento, é muito fácil de aceder e prático na utilização.
Os primeiros quilómetros ao volante deste eléctrico permitem avaliar a boa aceleração, ainda que esta seja ligeiramente inferior ao Diesel, quando cronometrado dos 0 a 100 km/h.
O silêncio de rolamento e a ausência de vibrações tornam a condução muito agradável, em especial em circuitos urbanos, nos quais este Partner concede um bom conforto de utilização.
Outra das características de que gostámos, tem a ver com a estabilidade do veículo, em parte conseguida pela colocação das baterias. Esta versão do Partner, concede um bom conforto de rolamento, porque tendo mais tara, deixa de existir o c aracterístico saltitar da traseira, em especial quando se circula em vazio. Contudo, esta característica tem no reverso da medalha, menores valores de carga útil, num compartimento de igual volumetria e cotas face ao Diesel.

Solução ou compromisso

Quando se vive em cidades onde existe um conceito de mobilidade, como Lyon-França ou Munique-Alemanha, são poucas as coisas com que temos de nos preocupar, quando temos um veículo eléctrico. Na maior parte das situações, estes até são considerados prioritários. No entanto, entre nós, a coisa muda de figura. A co-habitação dos eléctricos com os térmicos, leva a diversos tipos de conflitualidades, a começar pelo estacionamento, que todos pagam e que por isso mesmo, a todos assiste o direito de usufruir. Os dispositivos para carregar os eléctricos nem sempre funcionam, e existe uma dificuldade… quase aberrante, de alguns importadores obterem os cartões de carregamento. E nem vamos aqui falar de carregamentos rápidos que, obviamente, duram substancialmente menos do que os padronizados entre 6 a 8 horas.
É por demais evidente que muitas destas questões são externas ao Partner eléctrico, cuja carga custa entre os 0,80 a 1,20 €. Num breve contacto ao volante, constatámos que o modelo francês concede uma boa regeneração, tanto na desaceleração como na travagem. Em termos práticos, isto significa que em estrada ou via rápida, a relação entre a autonomia e distância, anda muito próxima de 1:1. Por outras palavras, este eléctrico tem uma paridade de consumos de energia , quando circula em circuito urbano ou estrada.

Gostámos Mais

  • Conforto de rolamento
  • Facilidade de utilização
  • Custo de carregamento baterias
  • Habitabilidade em 3 lugares
  • Comportamento dinâmico

Gostámos Menos

  • Autonomia reduzida vs Diesel