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A transmissão automática de seis relações está disponível apenas no 2.0 litros

Pela primeira vez, a Mazda disponibiliza a transmissão automática para o MX-5, utilizando o “roadster” RF (Retractible Fastback) com motor 2.0 de 160 cv. Outra das novidades desta versão RF, tem a ver com o tejadilho rígido formado por três secções, que demoram 13 segundos a recolher ou abrir, operações que podem ser efectuadas em movimento, desde que a velocidades inferiores a 10 km/h. A silhueta da operação aparece no painel de instrumentos, e um sinal sonoro indica a finalaização da abertura ou fecho do tejadilho. Completando a oferta da variante de capota de lona, o novo Mazda MX-5 RF apresenta-se ao público nacional em dois níveis de equipamento, Evolve (para ambos os motores) e Excellence (só 2.0). O nível Evolve pode ser encomendado isoladamente ou com os adicionais Pack Navi (por € 400), Pack High Safety (€ 1.925) e Pack High Tecnology (€ 920), isolados ou conjugados entre si; estes conteúdos estão também disponíveis para as variantes Excellence, aqui podendo-se optar pelo Pack Sport (€ 1.450 no 1.5 e € 1.680 no 2.0), Pack Brown Leather (€ 400) e pela pintura exterior metalizada a duas cores. 

Preço-base

ISV

IVA

Despesas

pvp

IUC

29.573,12

6.214,98

8.232,87

44.025,27

232,35

44.425,27  € com pintura metalizada

O tejadilho demora 13 segundos a operar e em movimento, desde que abaixo dos 10 km/h

Com um acesso exigente em termos de mobilidade, em parte devido às reduzidas cotas de altura nos assentos e dimensões entre os pilares A e B, o RF concede uma boa posição de condução e habitabilidade condicionada pela consola central, que disponibiliza alguns espaços para arrumos, complementados com um compartimento entre os assentos. No tocante à visibilidade, o largo pilar B cria um ângulo-morto considerável, tanto do lado do pendura como para quem conduz. No reverso da medalha e comparando com o descapotável, o RF concede maior protecção face ao vento e turbulências, além da maior funcionalidade do tejadilho rígido.

O comportamento dinâmico do MX-5 RF é bastante reactivo

Uma vez no interior as primeiras impressões de condução apontam para um automóvel reactivo. Ao volante, as reacções do RF são muito coincidentes com os movimentos de quem conduz, com a via dianteira a responder muito bem às solicitações e a fazer com que este MX-5 tenha um agradável comportamento em curva. Mesmo em pisos mais degradados, não se perde eficiência na direcção, embora o conforto de rolamento saia penalizado por se tratar de um automóvel baixo. No tocante ao comportamento da via traseira, esta é bastante previsível e, em nossa opinião, efectua uma excelente gestão dos 160 cv que lá chegam.

Automático ou manual

Para chegar aos 160 cv é preciso levar o 2.0 litros às 6.000 rpm, tarefa fácil e executada com notável elasticidade por parte do quatro cilindros. Entusiasmante nas acelerações, a cinemática ‘perde-se’ um pouco quando se trata de reprises. A impressão com que ficámos foi a de que a transmissão automática é muito mais lenta do que o motor. Por outras palavras, a subida de rotação e a amplitude de regimes, é muito mais vigorosa no motor do que na transmissão. No entanto, quando escolhemos o escalonamento manual, tudo muda de figura. Para começar, o comando é sequencial e um pequeno toque longitudinal, faz passar a relação de caixa, tanto na multiplicação como na desmultiplicação. E na prática, quando colocamos a alavanca para a esquerda, parece que alguém substituiu a transmissão – em menos tempo de que levamos a piscar os olhos. Neste modo ‘manual’ é muito fácil gerir a cinemática e encontrar andamento rápidos, ao mesmo tempo que se vai exigindo eficácia ao conjunto, devidamente salvaguardado com um eficaz sistema de travagem e controlo de estabilidade.

No entanto, em modo automático, é possível ususfruir da versatilidade do motor, ainda que as passagens entre relações, sejam mais frequentes do que estaríamos à espera. As passagens de caixa são suaves e o que algumas vezes acontece, tem a ver com o escalonamento das seis relações. Em percursos mais sinuosos e acidentados, é natural e até lógico que a transmissão procure a relação mais económica. E que duas ou três curvas seguintes, a gestão decida outra coisa. De qualquer das formas, existe uma vantagem neste sistema. A quem vai ao volante, cabe sempre a decisão final, e com um toque, essa mesma decisão fica na ponta dos dedos.

Gostámos –

Gostámos +

– ângulos de visibilidade lateral-traseira

– acessibilidade com tecto fechado

– comportamento dinâmico

– eficácia da transmissão em modo sequencial

– acelerações/reprises do motor

– equipamento na versão Excellence

– funcionalidade a abrir/fechar o tejadilho

Ficha técnica

Mazda MX-5 RF Skyactiv-G 2.0 Excellence Navi AT

motor

4 cil, DOHC 16 V, Inj. Dir, Cat 3 vias

potência kW(cv)/rpm

118 (160)/6.000

binário Nm(kgm)/rpm

200 (19,6)/4.600

transmissão

Traseira, automática de seis relações

jantes – pneus

17” – 205/45 R 17