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Toda a gente conhece o DB5 de James Bond. Mas para chegar ao DB5 foram precisos alguns antecessores, e por isso aqui ficam alguns. Na altura foi considerado um modelo de linhas antiquadas, mas este Aston Martin Sports foi de extrema importância para David Brown, daí a designação DB1. Derivado do protótipo “Atom” de 1939 e com um motor de quatro cilindros e 2.0, venceu as 24 horas de Spa-Bélgica, dando origem ao bem sucedido departamento de competição, que ao longo de um ano foi conquistando vitórias. Sob a carroçaria, a eficácia dos chassis e suspensões contribuiram para o sucesso do modelo de 1.970 cc e 90 cv, que no entanto teve a produção terminada nas 15 unidades. Na altura, era vendido por 3.109 £.

 

O DB2 foi o primeiro Aston Martin a reflectir as ideias de Sir David Brown. Desenhado por Frank Feeley que se inspirou nas tendências transalpinas, foi o primeiro Aston Martin a receber o 2.6 de seis cilindros com duplo veio de ressaltos, partilhado no Lagonda. E com este motor, chegou mais um nome sonante, porquanto o motor foi projectado por W.O. Bentley. A pedido e com as especificações do Vantage, estava disponível um motor mais potente. Os primeiros 49 automóveis eram facilmente reconhecidos através das grelhas com três secções, enquanto os modelos seguintes tinham uma grelha única e arredondada. Sob a assinatura de marca ‘Qualidade Veloz’ os 306 modelos construídos, permitiram que este tenha sido o primeiro Aston Martin a ser construído com uma abordagem mais industrializada, tendo iniciado a competição nas 24 de Le Mans em 1949. O motor de 2.580 cc debitava 105 cv às 5.000 rpm e o preço era de 1.915 £.

 

A maior notoriedade da terceira série dos DB, foi conseguida mediante uma variante para competição designada por DB3S, que apareceu em 1952 sob a batuta de Willie Watson e com a aprovação do director do departamento de competição John Wyer. E se estes nomes são pouco conhecidos dos entusiastas destas coisas do automóvel e da competição, nesta última o BD3S notabilizou nomes como os de Peter Collins, Reg Parnell, Roy Salvadori, Carroll Shelby, Sir Stirling Moss, Paul Frère e Tony Brooks. Em 1953 o automóvel desenhado por Frank Feeley – o tal que se inspirou nos italianos para desenhar o DB1 – venceu o World Sports Car Championship. O motor em ferro fundido, era um seis cilindros em linha com 2.922 cc e 180 cv às 5.500 rpm. O preço era de 3.684 £.

 

Em 1959 deu-se início a uma competição directa nos GT entre a Aston Martin e Ferrari, e para encontrar um automóvel ganhador, foi preciso evoluir e assim apareceu o DB4 GT. Com Sir Stirling Moss ao volante em Silverstone, venceu a corrida e tirou partido dessa notoriedade no salão londrino em Setembro desse ano. Face ao DB4 a variante GT tinha uma plataforma mais curta 12 cm para tornar o automóvel mais reactivo e uma carroçaria em alumínio. Na frente, uma enorme entrada de ar alimentava os dois Weber de duplo corpo, que faziam com que o bloco de seis cilindros em alumínio com 3.850 cc debitasse 302 cv. O preço era de 4.676 £

 

Apesar da notoriedade e desenvolvimento dos modelos anteriores, o DB5 foi o mais famoso dos Aston Martin, por ter sido utilizado pelo agente 007 no filme Goldfinger. Equipado com o motor de 4.0 litros, este DB5 foi o último de cinco evoluções do DB4, perante o qual o modelo de Mr. Bond era apresentado com 170 diferenças, algumas visíveis e outras não. O novo motor com carburadores de triplo corpo e as suspensões concebidas por Tarek Marek, equiparam os primeiros 50 DB5, que a partir daí passaram a ser equipados com a transmissão ZF de cinco relações. Quanto à carroçaria, continuava a ter ideias italianas mediante intervenção da milanesa Carrozeria Touring, e mão inglesas através da Superleggera Technology. Ao longo dos seis anos de produção, saíram 899 DB5 com motor em alumínio de 3.995 cc e 282 cv às 5.500 rpm. O preço era de 4.412 £