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Uma potência dois combustíveis

Clicar para começar e parar a reprodução das imagensAlinhados pelos 90 cv de potência, os DCi e TCe adoptaram diferentes arquitecturas e soluções. Um é o bem conhecido Diesel 1.5 de quatro cilindros, enquanto o mais recente gasolina, é um turbo de três cilindros e quatro válvulas. De comum, estes motores são Eco 2 e estão instalados num novo automóvel, com pequenas diferenças nas cotas, mas evidentes melhorias no tocante ao comportamento dinâmico. O resto está à vista, com ou sem personalização. Um capítulo em que o novo Clio também concede diferenças.


A 4ª geração

Para a quarta geração do Clio, a Renault teve uma abordagem comunicacional diferente e com base na “internet”, usando esta plataforma para fazer a ligação do novo modelo ao mundo exterior. Nos motores, os 90 cv podem ser encontrados nos três cilindros a gasolina com sobrealimentação – uma “prémiére” para a marca francesa – ou 90 cv no DCi mais espevitado, mediante aumento do binário (+ 20 Nm) face à anterior versão 1.5 DCi. Nas dimensões e seguindo as tendências actuais, o Clio cresceu tanto no exterior como no interior, enquanto as áreas vidradas diminuíram, concedendo uma imagem mais compacta. Todavia, reduziram-se também os ângulos de visibilidade, em especial para a traseira, já que na frente, uma diferente posição de condução (mais elevada) e um ângulo mais acentuado do para-brisas, beneficiam a visibilidade para a frente.
No interior, as cotas de habitabilidade aumentaram enquanto no habitáculo, também encontramos algumas inovações como o R-Link, operado a partir do visor táctil (18 cm) que concede comandos por voz e personalização de páginas, que permitem actuar funções sem retirar os olhos da estrada. A navegação Tom Tom inclui serviços de tráfego (de acordo com os mercados) destinadas a poupar tempo e combustível mediante optimização dos trajectos. O R-Link permite ainda a ligação a diversas “apps” uma inovação que vem na linha de outras aplicadas em automóveis Renault, como aconteceu com os comandos satélite no volante com o R 11 de 1982, a navegação a bordo no Safrane em 1994, ou o Carminat Tom Tom em 2009.

As diferenças ao volante

Logo que se entra no habitáculo do novo Clio, deparamos com mais espaço, melhores materiais e uma finalização muito mais apurada face ao anterior modelo. Outra das diferenças consiste na possibilidade de personalizar o exterior/interior, sendo que neste último destacamos, o rádio com leitor MP3 e ligação iPod (480 €), pneu de reserva (70 €), navegação Carminat Tom Tom (500 €) e controlo de estabilidade que inclui sistema anti-patinagem – ESP+ASR (500 €).
A insonorização também está melhor, mas em nossa opinião, a grande evolução é concedida através do volante, tanto em termos de refinamento e sensibilidade para quem conduz, como no comportamento dinâmico do Clio.
É um facto que sentimos mais firmeza na taragem mola+amortecedor, mas as diferentes cotas entre-vias (+14 mm) e nas vias dianteira e traseira (+ 36 mm), fazem toda a diferença! E o mesmo acontece com os assentos bem mais confortáveis face ao anterior modelo. Nos lugares traseiros e quando os da frente estão ajustados para condutor e passageiro com 1,80 metros, demos conta de que o espaço para as pernas não abunda, mas existem boas cotas de habitabilidade ao nível dos ombros e cabeça. Outra das funcionalidades de que gostámos tem a ver com a facilidade com que se rebatem ou recolocam os assentos traseiros e apreciámos a volumetria da bagageira de 300 litros, extensíveis até aos 1.146 litros.
Mais baixo (-42 mm) e mais largo (+ 22 mm) o novo Clio, concede um outro padrão de refinamento na condução e se a esta característica, juntarmos motores (Euro 5) melhorados em termos de binário e potência, constatamos que a condução sai beneficiada, tanto em conforto de rolamento como na agradabilidade.

DCi ou TCe

Com o novo Clio a marca francesa inovou na arquitectura e para chegar aos 90 cv, instalou a sobrealimentação por turbocompressor nos três cilindros de 898 cc. Dotado de injecção multiponto sequencial e quatro válvulas por cilindro, o novo motor tem o troar característico do tri, sendo mais perceptível nos baixos regimes. Logo que o motor chega às 2.000 rpm esse ruído típico é dissimulado e para que isso aconteça, também ajudam as acelerações e reprises deste motor. Sem ter um brilho especial ou evidentes performances, o motor responde bem e com elasticidade, em qualquer uma das cinco relações da transmissão manual, bem escalonadas e a merecerem melhor engrenamento e comando. Num breve contacto ao volante e com média de 31,8 km/h conseguimos chegar aos 6,3 litros de consumo de combustível aos 100 quilómetros.
As mesmas impressões no manuseamento do selector que comanda a transmissão manual do DCi, ou seja gostaríamos de ter à disposição, um comando ao nível do escalonamento da transmissão manual de cinco relações. Apesar de não ser a mesma transmissão – as relações são bem diferentes – há um denominador comum nestes Clio! A suavidade de funcionamento e a progressividade das acelerações e reprises, é um dos pontos de que gostámos no Diesel de 90 cv, neste caso obtidos do bloco de quatro cilindros e 1.461 cc.
Outro elemento comum nestes motores está na referência Eco 2. No caso do DCi – que tal como no TCe conduzimos com o botão ECO ligado – num breve contacto ao volante, conseguimos à média de 40,5 km/h o consumo de 5,2 litros/100 km.

Gostámos Mais

  • Comportamento dinâmico
  • Conforto de rolamento
  • Economia de combustível (Eco)
  • Refinamento na condução
  • Habitabilidade e Funcionalidade

Gostámos Menos

  • Eficácia do selector transmissão