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Nas quatro décadas de existência da sigla Civic, a silhueta “sedan” é das menos procuradas, como acontece com a generalidade das marcas que propõem versões de cinco portas, quer em carrinha como em dois volumes. No entanto, as vendas dos três volumes, não podem ser negligenciadas, em especial nesta nova geração do modelo japonês, que ocupa a quarta posição mundial no “ranking” dos automóveis mais vendidos no mundo.

Na nova geração Civic e em particular o quatro portas, está mais largo (+46 mm), mais baixo (- 20 mm) e mais comprido (74 mm) face ao anterior modelo. Isto significa que está um pouco mais comprido do que os quatro metros e meio (4.648 mm) e mais baixo do que o metro e meio (1.416 mm) quando medido sem carga. A bagageira evoluiu para 519 litros, e mediante rebatimento dos assentos traseiros, consegue-se acesso ao habitáculo ainda que condicionado por uma generosa oval. No habitáculo, a segunda geração Honda Connect, assegura a conectividade para os iphone 6 e 7 com cabo específico e limitações na utilização. Em nossa opinião, este novo Civic prima pela habitabilidade, tanto nos lugares dianteiros como traseiros, com particular destaque para estes últimos, nas cotas para as pernas e cabeça.

preço-base

isv

iva

despesas

pvp

iuc

21.808,11

2.866,69

5.675,20

30.350,00

168,98

+ecotax (c/iva) € 5,90

 

Espaço e habitabilidade são alguns dos argumentos favoráveis neste Civic de quatro portas

No que diz respeito às acessibilidades, as formas angulosa dos pilares ‘A’ e ‘C’ condicionam a entrada e saída neste Civic, que concede boas cotas de habitabilidade, tanto na frente como na traseira. Nos lugares dianteiros e em especial para quem se senta ao volante, os comandos estão bem posicionados e, nalguns casos, até se encontram em duplicado, ocupando um espaço que poderia ser utilizado de outra forma. No que diz respeito à ergonomia e face ao modelo anterior, o aumento das cotas de habitabilidade, trouxe benefícios para o utilizador, que encontra muitas das funções com accionamento muito mais intuitivo. No que diz respeito aos números importantes e num breve contacto ao volante, à média de 53,0 km/h obtivémos 5,6 litros/100 km de consumo de combustível. E neste último, temos de confidenciar algo: procurámos o botão “eco” e fizémos uma condução económica, que chegou a permitir parciais inferiores à média.

 

No entanto e em relação ao quatro cilindros 1.5, não podemos esquecer o que aparece na ficha técnica, da qual destacamos dois itens: VTEC e 182 cv. Como qualquer moeda, esta motorização é apresentada com duas caras: uma que permite uma condução tranquila e orientada para a economia de combustível; uma outra mais arrebatadora e desafiante, por forma a aproveitar alguns elementos da tecnologia deste motor. A variação de abertura nas válvulas, a injecção directa de gasolina, e uma transmissão de seis 

relações, eficiente no escalonamento e suave na resposta, contribuem para o brilhantismo deste motor. Um outro aspecto que nos deixou bem impressionados, tem a ver com o desempenho de toda a estrutura, suspensões e sistema de travagem. Para um automóvel desta dimensão e peso, os 182 cv chegam de uma forma suave e progressiva, com a direcção a manter o refinamento e eficácia.

Gostámos – Gostámos +
– acessibilidades ao habitáculo – Comportamento dinâmico e segurança activa

– Economia de combustível

– Conforto de rolamento

– Habitabilidade e arrumos/bagageira

– Materiais empregues e finalização

Características técnicas

Honda Civic 1.5 i-VTEC Elegance Navi
motor 4 cil-16 V, 1.498 cc, inj directa, i-VTEC, TGV, Euro 6
potência kW(cv)/rpm 134 (182)/5.500
binário Nm (kgm)/rpm 240 ( )1.900~5.000
transmissão Dianteira, manual de seis relações
jantes – pneus 17” – 215/50 R 17