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Para além da imagem

Clicar para começar e parar a reprodução das imagensPara o nº 1 do Grupo PSA um dos objectivos é muito claro! Conquistar o lugar mais alto do pódio, posição que já ocupam com as marcas. No tocante à marca do “double chevron” os objectivos são tanto ou mais ambiciosos, face aos que Carlos Tavares tem para o Grupo francês. Candidato ao IVOY 2015, o Jumper é o mais versátil furgão da Citroën, a avaliar pelas 340 conjugações possíveis. Nas silhuetas, é tão flexível como um fole. Nas potências, todas estão a cargo do 2.2 litros. Do lado do negócio existe uma nova abordagem. Esta é visível nos espaços dedicados, e nas equipas preparadas para conquistar.


Desejo de liderança

No mercado europeu dos ligeiros de mercadorias/passageiros, se tivermos em conta os resultados do Grupo PSA Peugeot Citroën, a liderança pertence aos franceses. No entanto, se pensarmos na liderança por marca, existem outros franceses com um histórico invejável.
Entre nós e de acordo com os números da ACAP, o pódio das marcas é partilhado por franceses, a quem pertence uma expressiva quota de mercado de 52% (Renault, Peugeot e Citroën). O mesmo acontece nos três modelos mais vendidos, que conseguem uma quota de 36% com furgões de dimensão média (Kangoo, Berlingo e Partner). Por outras palavras, os desafios que se apresentam à Citroën, estão no Grupo, fora deste, e no mercado.
Em termos de Grupo, já é público que o afastamento dos italianos… até 2017, poderá trazer alterações significativas, pondo fim a sinergias que começaram em meados dos anos 70. Por outro lado, a cooperação com os japoneses tem vindo a ser intensificada, ainda que os resultados sejam mais favoráveis aos franceses do que aos nipónicos. Fora do Grupo e considerando o mercado, os outros franceses, farão tudo menos facilitar a vida a quem os quiser destronar, preparando para breve, a comercialização dos Trafic e Master.

Elevar objectivos

Se uma imagem vale por 1.000 palavras, a frente do Jumper é disso exemplo. Para quem pretenda, existem os “ leds” para enfatizar a modernidade – que virou moda. O pára-choques passou a ser em três peças distintas, enquanto o novo desenho da dianteira permite encontrar mais tomadas de ar, elemento mais do que necessário para os motores Euro 5 e 6.
A nova frente, esconde também o novo 2.2 (2.198 cc) com três níveis de potência a comercializar entre nós. O 110 cv e os 130 e 150 cv, estes últimos com Start&Stop e transmissão manual de seis relações, para este “Traction”. Face a outros concorrentes, o Jumper só disponibiliza versões de tracção dianteira e transmissão manual. Por um lado, estas características podem ser vistas como condicionantes. No entanto, no reverso da medalha, e contando com os benefícios do Diesel 2.2, são diversas as vantagens, tanto de mercado como fiscais. Face à nova motorização, o construtor francês apresenta melhores consumos de combustível e emissões de gases poluentes, além de outros argumentos que se reflectem nos custos operacionais e no preço final. Face ao anterior modelo e consoante versões, o preço final chega a registar diferenças de 1.400 €… com sinal menos.

Cabina renovada

Ao mesmo tempo que a Citroën racionalizou uma série de coisas, também as tornou mais funcionais, como acontece nas versões base e confort, às quais podemos associar cinco conjuntos de equipamento, orientados para uma utilização específica: o “Look” para quem se preocupa em ver e ser visto; o “City” para os utilizadores urbanos; o “Confort” destinado aos apreciadores do requinte e funcionalidade; o “Chantier” para suprir as exigências de protecção e aderência; e um outro mais orientado para a segurança activa e passiva.
E no furgão francês, a evolução do equipamento de série, é extensível à lista de opcionais. Isto significa que de série, encontramos o controlo de estabilidade ESP associado ao ABS, “airbag” para quem conduz, comando eléctrico nos elevadores dos vidros, fecho centralizado com a função de trancamento automático em andamento e volante regulável em altura, entre outros. Na versão Confort, destacamos o ar condicionado, áudio+leitor CD+MP3+Bluetooth com comandos satélite no volante e visor táctil de 5”, acelerador automático (regulador+limitador). Na lista de opcionais, gostámos de encontrar a suspensão no banco de quem conduz (420 €), visor para as manobras traseiras (250 €), controlo de tracção+controlo de descida (310 €), detector de pneu vazio (150 €), GPS táctil (500 €), pintura metalizada/especial (380/545 €).

Aos comandos

Entrar no Jumper é tarefa facilitada e o mesmo acontece com os ajustes para encontrar uma boa posição de condução, em especial quando se tem o banco com suspensão, um opcional ajustável entre os 40 e 130 kg. A coluna de direcção também é ajustável e depois de instalados, temos boa visibilidade para a frente e através dos retrovisores. Na unidade de 130 cv que conduzimos, o visor táctil estava equipado com porta USB, navegação e “connecting box” que, através do Bluetooth, permite o emparelhamento de equipamentos como computador ou telefone. No tocante aos espaços para arrumos, são 10 no total e encontram-se em diversos quadrantes da cabina.
Num breve contacto ao volante, demos conta de que o Jumper está mais silencioso, e apesar de não termos dado conta de evoluções no refinamento da condução ou suspensões, a condução está mais agradável. As acelerações e reprises estão mais suaves, enquanto o engrenamento da transmissão a cargo do curto selector, deixou-nos melhor impressão no escalonamento das seis relações, do que na precisão do accionamento. Gostámos do desempenho da travagem e consideramos bom o conforto de rolamento. Por ser breve, o contacto ao volante não nos deu a possibilidade de aferir consumos de combustível, mas deixou-nos a ideia de que os valores baixaram face ao anterior modelo.

Gostámos Mais

  • Racionalização da gama
  • Melhorias na funcionalidade
  • Motor 2.2 e três potências
  • Cinco conjuntos de equipamento
  • Melhorias na iluminação

Gostámos Menos

  • Detalhes de finalização