Download PDF

Evolução visível

2014 PCX125Apesar do sucesso comercial que tem registado, a PCX foi renovada e quando as pequenas diferenças proporcionam as grandes mudanças, estamos em presença da evolução. Assim sendo, seja pela análise estética ou através da experiência de condução, a PCX merece o título de novidade. É um facto que a estrutura e o conceito não mudaram, mas isso só vem dar razão aos que defendem que em equipa ganhadora não se mexe. No entanto, um novo painel de instrumentos, mais autonomia, um novo banco e melhorias na iluminação, na qual não faltam os leds, concedem novo atributos a esta Honda. Nas cores, são seis e na paleta disponível, existe possibilidade de escolher o tom mate.


Compromisso de soluções

2014 PCX125

O sistema Start&Stop e a economia de combustível têm sido elementos de sucesso na PCX

Nas vendas do mercado europeu, os dois primeiros lugares são ocupados pelas 125 PCX e SH. Entre nós, a liderança de mercado cabe ao modelo agora remodelado. Se recuarmos um pouco no tempo, percebemos que este fenómeno começou em 2009, ano em que as vendas de 125 cc quase duplicaram face ao ano anterior. Ao abrir as portas da condução aos detentores da carta de automóvel, a evolução das 125 foi galopante. Volvidos cinco anos, apesar de algum abrandamento nas vendas de novos, é notória importância do parque circulante. E neste cenário, a importância da PCX justifica-se por diversas razões! Quando comparada com as “maxi-scooter” ou se preferirem, modelos de maior volumetria, a PCX não disponibiliza os mesmos conforto e espaço de arrumos. Por outro lado, para além de mais ágil e leve, é apresentada com melhores preços.
Se a compararmos com modelos de silhueta semelhante, estes não apresentam a mesma tecnologia no motor+transmissões, travagem ou consumos, embora nalguns casos, o preço de aquisição seja mais competitivo do que a scooter japonesa.

Quando a tecnologia facilita

PCX125

A travagem combinada, o aumento do depósito de combustível e a revisão do sistema eléctrico, são algumas das evoluções na segunda geração da PCX

O sucesso da PCX passa por ter aparecido num mercado em evolução e na altura certa. Todavia, a facilidade de condução também ajudou. A repartição da travagem é um dos factores que contribui para a facilidade de condução, mas também para uma sensação de equilíbrio. Quando se trava suavemente com o travão traseiro, a manete acciona apenas o tambor traseiro. No entanto, quando se aumenta a pressão na manete, o sistema combinado, transfere para o travão de disco dianteiro uma parte da força de travagem.
Outro dos itens que grangeou algum sucesso, tem a ver com o sistema Start&Stop – pela primeira vez colocado em duas rodas. Nesta segunda geração da PCX, o sistema de alimentação e gestão foi melhorado, com vista a reduzir a interacção da bateria, que passou a ter menos consumos passivos, e portanto a garantir maior durabilidade.
No conjunto de alguns agregado mecânicos, foi possível retirar um quilograma de peso, e além das modificações nos pratos da transmissão V-Matic, a correia diferencia-se através do perfil, agora com dentado duplo.

Rumo ao centro urbano

PCX125

Um banco mais confortável e um painel com melhor informação contribuem para uma utilização mais agradável

Os primeiros quilómetros na nova PCX foram feitos em via rápida, e as primeiras impressões, revelaram uma scooter mais suave na condução, tanto nas acelerações como nas reprises.
Nas travagens, não demos conta de evolução significativa. Contudo, a mistura de borracha utilizada nestes pneus, deixou-nos a ideia de que algo mudou e para melhor.
Chegados à capital e com pouco mais de 30 km percorridos, demos conta de que este banco é mais confortável face ao anterior. Quanto à mobilidade, o revestimento deste banco, continua a permitir uma boa agilidade na condução, mesmo quando o piso é de empedrado… e com linhas de eléctrico à mistura, tanto as utilizadas como as outras.
Outro dos aspectos em que esta scooter melhorou, tem a ver com a visibilidade da instrumentação, que já conta com relógio. Do lado esquerdo do painel, encontramos uma tomada de 12 V, o banco tem um dispositivo de sustentação, que torna mais prática a utilização, e por fim mas não menos importante, a capacidade do depósito de combustível, aumentou para oito litros (em vez dos 5,9 do modelo anterior) melhorando de forma significativa a autonomia. No tocante a acessórios destacamos a mala traseira de 29, 35 ou 39 litros, o vidro alto e a manta de protecção para as pernas. Sem despesas administrativas, a PCX custa 2.699 €.

Gostámos Mais

  • Suavidade da transmissão
  • Visibilidade instrumentação
  • Travagem combinada
  • Acelerações e reprises
  • Autonomia

Gostámos Menos

  • Tambor na traseira