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Um outro tipo de manual

SLK-KlassePara este modelo os alemães seguiram a tradição! Começaram por comercializar a transmissão automática 7G-Tronic Plus e só depois mostraram a manual de seis relações. E como o prometido é devido, depois de termos conduzido o 7G, fomos dar uma volta na versão manual e o que podemos dizer é que a escolha é difícil. Com efeito, com transmissão manual o SLK fica mais “curto” para utilizar uma linguagem de puristas. Por outras palavras e para agradar aos mais rigorosos, este SLK fica mais reactivo, em especial quando tem pneus /40. Todavia, a 7G também permite ser conduzida como manual, mas esta de seis relações… é de outro tipo.

A poupar no manual

SLK-Klasse

Face ao desempenho dinâmico, tem sido crescente a aceitação das transmissões automáticas

Em nossa opinião, o SLK é um automóvel para todo o ano. Como limitações, concede apenas dois lugares e em cada um destes, convém que não viajem pessoas habituadas a muita bagagem. A bagageira concede 335 litros quando se circula com o tecto fechado, o que significa que ali podemos colocar quatro grades de sumos de frutas, cevada ou águas minerais. No entanto, a sigla CDI concede vários benefícios. Um destes é o custo de utilização, que no caso da versão manual é inferior à 7G Tronic Plus (- 2.683 €). O outro é o binário do motor de 500 Nm logo disponível entre as 1.600 e as 1.800 rpm, o que significa que temos num dois lugares, o músculo de um furgão. Além disso, é sempre bom ter um automóvel que permite chegar aos 500 km com meio depósito de combustível com capacidade para 60 litros (8 reserva). Isto significa que num automóvel que perfaz dos 0-100 km/h em 6,5 segundos, a autonomia ronda os 1.000 km – 984 km se considerarmos o andamento que fizémos durante o contacto ao volante.
Ao longo de quatro gerações de “roadster” as transmissões começaram por ser manuais e na MB, a tradição sempre indicou que acima de determinadas potências, só existiam versões automáticas. No entanto, a natural aversão por parte de alguns condutores – em especial os europeus do Sul – às transmissões automáticas, foi sendo motivo para não as apresentar. No entanto, registe-se que a maior parte das avarias das transmissões automáticas, eram por falta de óleo ou má utilização.

Contas à altura

SLK-Klasse

O SLK conjuga traços dos anteriores “roadster” da marca com os traços de modernidade encontrados na gama actual

Entrar ou sair do SLK são operações passíveis de duas análises distintas. Quando o tejadilho está fechado, a acessibilidade, apresenta todas as dificuldades inerentes a um automóvel de reduzida altura (1.300 mm). Com o tejadilho aberto é muito fácil entrar, mas para sair, o SLK continua a ter altura reduzida. Ainda a propósito de altura, nos “roadster” é necessário algum cuidado para abrir e fechar a capota. No caso do SLK, o maior cuidado deve ser posto na abertura da tampa da bagageira. Para abrir ou fechar a capota o automóvel precisa de pouco mais de metro e meio (1.560 mm) enquanto a tampa da bagageira aberta chega mais alto (1.796 mm). Outro número interessante e a reter é o peso desta versão Diesel, que chega aos 1.590 kg de peso de ordem em marcha
Em termos estéticos, este SLK é uma mistura fina. Tem traços do SL e do SLR, mas também encontramos o estilo “rétro” dos 190 e 300 SL dos anos 50. Tudo isto estilizado e com “leds”, propicia uma frente à qual é difícil escapar em termos visuais, em especial por causa do enorme logo colocado no centro da grelha. No interior, é fácil encontrar uma boa posição de condução e com o tejadilho fechado, gostámos da visibilidade para a traseira, embora a lateral-traseira seja menos agradável. Para a frente a visibilidade é boa, mas confessamos que foram precisos alguns quilómetros para nos habituarmos à frente e à reactividade da direcção. Face ao anterior modelo, cuja frente era muito mais afilada – por inspiração dos F1 e Maclaren – esta frente é muito mais visível, e essa característica facilita a condução.

Ao volante do 250 CDI manual 6

SLK-Klasse

O Diesel alojado sob o capot está bem isolado do habitáculo, tanto em termos de sonoridade como nas vibrações

Em termos de condução, o que nos surpreendeu foi o binário deste motor e a disponibilidade da transmissão, cujo escalonamento é bem mais “curto” face à 7G que conduzimos anteriormente. Começámos por ir à procura do item em que os Diesel são providenciais: a economia de combustível. Por isso, conduzimos o SLK de maneiras distintas e em três percursos diversificados (urbano, estrada, auto-estrada) procurando sempre que possível, o modo mais económico. Sente-se o ronronar dos quatro cilindros, que se encontram muito bem filtrados em termos de vibrações e ruído. No entanto, quando começamos a explorar as potencialidades do automóvel e da direcção, tudo muda de figura. No SLK que conduzimos, o refinamento ainda estava mais apurado do que a configuração original concede. Em vez dos /50 ou /55 tínhamos pneus /40 em jantes de 17″ que, por um lado, nos retiram algum do conforto de rolamento, mas concedem agradáveis sensações para quem gosta da condução rápida, sem perder um bom nível de conforto – devidamente calibrado pelo facto de estarmos num automóvel baixo. A circular a céu aberto e com o deflector montado, apenas demos conta de que os vidros traseiros abertos, proporcionam uma ligeira turbulência, que em nossa opinião, não é incomodativa. Neste modo de circulação, a volumetria e acesso à bagageira ficam reduzidas para metade, mas o prazer… pode duplicar.

Gostámos Mais

  • Comportamento dinâmico
  • Mais reactivo face ao 7G
  • Escalonamento da transmissão
  • Economia de combustível
  • Conforto de rolamento

Gostámos Menos

  • Mover capota com SLK parado
  • Custo pintura metalizada
Modelo/Versão Mercedes-Benz SLK 250 CDI Bluefficiency 6M
Potência 150 kW (204 cv)/4.200 rpm
Binário 500 Nm (49,0 kgm)/1.600-1800 rpm
Consumos Urb:6,4; Ext-urb:4,1; Combi:5,0 l/100 km
CO2 124 a 129 g/km
Médias 6,1 L/100 km a 54,0 km/h
Preço Base 33 414,87 €
ISV 7 188,89 €
IVA 9 340,24 €
Ecotaxa 6,00 €
Documentação 900,00 €
€ chave na mão 50 850,00 €
IUC 250,00 €