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Parceiro e rival

Clicar para começar e parar a reprodução das imagensOlhou para a foto do novo Citan da Mercedes-Benz e descobriu semelhanças com o Kangoo? Não se preocupe, por que não é uma ilusão de óptica, mas antes o resultado de um acordo franco-germânico. No entanto, há características que os alemães garantem! Os sistemas de apoio à condução como o ABS e ESP, este último de série nos furgões MB desde 2002, são apenas alguns dos argumentos.

 

Emoção ou razão

De acordo com os responsáveis alemães, outro dos argumentos reside na imagem de marca e na evolução que o novo modelo representa. Por isso achamos que vale a pena voltar a uma ideia já apresentada e que avalia, a segmentação dos potenciais clientes do Citan. Em vez da elaborada lista de grupos e sub-grupos de clientes, será que podemos simplificar e dizer que existem apenas três? É provável que sim. Assim sendo, haverá os que compram aquilo que querem; os que compram aquilo que podem; e os que compram aquilo que lhes vendem.
Mas analisemos as emoções e a forma como estas determinam os nossos objectivos, além de nos darem preciosas indicações sobre o valor e o sentido das coisas que nos rodeiam. Por isso, os produtos que não despertam emoções, não têm valor para a nossa mente. Quanto maior for o valor emocional de um produto, mais elevado poderá ser o preço exigido.
Deste modo e muito antes que tenhamos consciência disso, na maior parte dos casos, as decisões de compra são inconscientes. E isto acontece por que o efeito é tanto mais inconsciente, quanto mais fortes forem as marcas.
O novo Citan declina em versões de passageiros ou transporte de mercadorias e da nossa parte, acreditamos que sejam os “van” os que irão constituir a maior quota de vendas e assim sendo, a maior parte das escolhas serão racionais. Por outras palavras, as pessoas serão sensíveis aos factores emocionais como a estética ou imagem de marca, mas o preço, os consumos de combustível e a funcionalidade, serão certamente os pesos que farão pender o fiel da balança, quando se trata de tomar a decisão.

No disputado sub-segmento dos furgões, a MB propõe uma nova configuração e com valores de carga útil de 500, 650 ou 800 kg. Estas três escolhas identificam igual número de comprimentos de carroçaria (3,92 – 4,32 e 4,71 metros) e volumetrias de 2,4 – 2,8 ou 3,1 m³.
Mediante tal identificação e se pensarmos que o bloco do motor é o 1.5 Diesel, basta dizer que numa primeira fase, as potências são de 75 ou 90 cv: Numa segunda fase, estarão disponíveis as potências de 110 cv no Diesel e 112 cv obtidos com o 1.2 a gasolina. No entanto, para aguçar o apetite aos nossos leitores, aqui fica um desafio: qual a coisa qual é ela que tem estas características? Ou se preferirmos, qual o parceiro que no mercado, propõe semelhantes motorizações e silhuetas?
Se pensou no Kangoo, acertou.

 

Parceria oculta

Apesar de os alemães não o mencionarem nem os franceses falarem no assunto, o novo Citan, deriva do acordo ou parceria com a Renault – que se estende aos automóveis de passageiros com o novo Classe A. Todavia, além da frente e do enorme logotipo com base na estrela de três pontas, o Citan é apresentado com algumas siglas associadas à Mercedes-Benz. É o caso do ESP Adaptative cuja função é gerir o controlo electrónico de estabilidade ou do Blueefficiency, mediante o qual a MB reinvindicaum consumo combinado de 4,3 litros por cada centena de quilómetros percorridos. Num breve contacto ao volante não foi possível constatar estes valores da marca, mas desde já fica a intenção de os comprovar. A razão por que não foi possível constatar o controlo de estabilidade ou os consumos, teve a ver com o local onde decorreu o contacto ao volante: Copenhaga! O caos organizado da capital dinamarquesa, exige tanta atenção ao trânsito de milhares de bicicletas, turistas, autocarros e demais trânsito, que de facto, o Citan ficou para segundo plano, mesmo estando dotado de GPS, também este condicionado pelo tal caos organizado.
Por fim mas não menos importante, conseguimos apurar que o Citan tem homologação N1 e M1 ou seja um (type approval) que declina em automóvel de passageiros como ligeiro de mercadorias/passageiros.

Aos comandos do Citan

Numa primeira análise não demos conta de grande evolução nos comandos do Citan. Nem nos comandos propriamente ditos nem ao volante. Os comandos colocados no painel central, denotam qualidade e finalização inferiores aos restantes modelos MB. Ao volante, os primeiros quilómetros não deram aquela sensibilidade e refinamento a que os furgões MB já nos habituaram. Todavia, num percurso de gincana, demos conta de que a taragem mola+amortecedor e a direcção, reagem melhor do que seria de esperar face a outras características. Mesmo quando se acelerou entre pinos, não chegámos a actuar o ESP e em situação de travagem de emergência, gostámos da eficiência do sistema de travagem com ABS. Nas versões Longa e Extra Longa o sistema de travagem é semelhante ao do Kangoo com discos de igual dimensão (280 mm) enquanto na versão Compacta, o Citan vem equipado com discos menores (258 mm) e tambores de 9” na traseira. Ao volante, o Citan é apresentado com um menor diâmetro de viragem face ao rival/parceiro Kangoo. Se compararmos as versões mais longas, o francês é apresentado com 11,9 metros entre-passeios, enquanto o Citan consegue 10, 13 metros de acordo com os dados do construtor.

A segurança no Citan

O ABS – sistema de anti-bloqueio na travagem está conjugado com a distribuição da força de travagem EBV e com o EBR – que gere o binário-motor. O comportamento neutro do veículo é garantido através do VDC que entre outras funções, evita a patinagem das rodas. Para que as rodas dianteiras do Citan não cheguem a patinar ou ocasionem um comportamento subvirador ou sobrevirador, o controlo de tracção TCS trabalha em conjunto com o sistema anti-patinagem ASR. Estas funções (TCS+ASR) podem ser desligadas por quem vai ao volante e reactivam-se logo que o Citan atinga os 50 km/h. No equipamento de série figuram o “airbag” de 60 litros para condutor (110 na homologação de passageiros) enquanto como opcionais figuram os “airbags” ao nível do tórax e os de cortina.