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A proposta zero emissões com base no e-Vito estará disponível em Setembro

Com o e-Vito disponível em Setembro e coincidindo com o IAA-Hannover 2018, a Mercedes-Benz abre as portas aos furgões eléctricos, agendando para 2019 a chegada do e-Sprinter. O primeiro será mais orientado para o proprietário-utilizador, enquanto o segundo será mais vocacionado para uma utilização em frotas. De comum a cada um dos modelos, a paridade dos custos de utilização, quando comparados com os modelos de combustão interna. E aqui entramos numa das escolhas futuristas da marca da estrela. Como é evidente e nos dias que correm, quando se fala de motores de combustão interna para furgões, automaticamente pensamos em Diesel. No entanto, os políticos europeus, parecem estar cada vez mais afastados desta solução, mesmo quando se trata de ligeiros de mercadorias/passageiros. Como vem sendo habitual, as escolhas políticas continuam a dominar as soluções técnicas, daí resultando que, tanto no presente como num futuro próximo, a interdição dos motores Diesel nas cidades, será uma realidade nos próximos dois anos, mesmo considerando que a medida se destina a retirar das cidades os automóveis de passageiros… a Diesel.

 

Como é evidente esta medida não faz sentido à luz da lógica, e apanhou desprevenidos muitos políticos, governantes e autarcas, quando decidiram fazer guerra ao gasóleo. Alguns deles e quando começaram a defender a medida, só depois descobriram que no universo da logística, o transporte de mercadorias/passageiros é efectuado com veículos com motores Diesel. No entanto, do lado dos construtores – que já sabem o que a casa gasta – foram preparando soluções alternativas. E dizemos alternativas, porquanto aos veículos eléctricos ainda faltam algumas etapas, para conseguirem atingir a paridade de utilização face aos Diesel. Uma tem a ver com a autonomia, enquanto a outra diz respeito aos pontos e tempo necessários ao carregamento de energia. No entanto e em jeito de vantagem, o impacte ambiental dos veículos eléctricos, tanto em termos de emissões poluentes como de ruído, e a possibilidade de poderem fazer a quilometragem diária exigida aos furgões urbanos, parecem ser suficientes para criar o entusiasmo da oferta e o estímulo da procura.

 

Escolhas e soluções

Equipado com baterias de 41,1 kW o e-Vito concede autonomia de 150 km, embora o construtor admita que em situações mais severas, esta possa ficar pelos 100 km. Para que esta diferença de autonomia se verifique, basta haver grandes amplitudes de carga ou utilização mais exigente, como as encontradas em temperaturas extremas. O motor eléctrico debita 84 kW (114,24 cv) e 300 Nm de binário e concede diversos modos de utilização, tanto nas acelerações como nas desacelerações, sendo estas importantes para a regeneração de energia e carregamento das baterias. No tocante às configurações de carroçarias, estão previstas as de 5.140 e 5.370 mm de comprimento, para 1.073 kg de carga útil e volumetrias de carga entre os 6 e 6,6 m³.

 

Em 2019 e mais orientado para as frotas, o Sprinter estará disponível na versão de 3.500 kg de peso bruto

Nos finais do próximo ano e com tecto alto, o Sprinter será apresentado com um peso bruto de 3.500 kg, carga útil de 1.040 kg e 10,5 m³ de volumetria. A bateria de 55 kW garante uma autonomia de 150 km, existindo a possibilidade de montar a de 41 kW, ganhar carga útil e ter a autonomia nos 115 km. A potência é de 84 kW (114,24 cv) com um binário máximo de 300 Nm, um valor muito próximo do binário encontrado nos Diesel de potência semelhante. Face ao e-Vito o e-Sprinter concede uma diferente gestão da energia, sendo possível escolher os modos de utilização apenas nas acelerações.

 

 

A par destes furgões eléctricos, a MB disponibiliza o eDrive@Vans que inclui a sistematização da frota, conselhos sobre a selecção de veículos, suporte com os custos operativos e a aplicação eVan Ready. A MB aproveitou a apresentação dos furgões eléctricos, para mostrar a proposta Sprinter com célula de combustível e para esta, os custos de utilização têm muitas vantagens face ao gasóleo. O custo do hidrogénio e a escassez de postos de abstecimento serão algumas das mais evidentes. No reverso da medalha, o custo da solução da célula de combustível. Todavia, a apresentação destas três alternativas, mostra o nível de preparação que a Mercedes-Benz apresenta para o futuro.