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Soluções penalizadas

Clicar para começar e parar a reprodução das imagensEste ano e como acontece com muitos modelos, as “pick-up” Mazda estão mais caras. Todavia, que não se pense que é por culpa do importador. Nas versões “Plus” quando analisamos as diferenças de pvp entre 2011 e 2012, deparamos com diferenças significativas nos impostos e taxas. Face a estes aumentos, quem fica mais penalizado é o cliente. O importador e rede de concessionários perdem negócios. Do lado do Estado, baixam as receitas.


Três equipamentos duas tracções

Há dias e numa comunicação ao país, o Ministro das Finanças assumiu que os resultados estão aquém do esperado. Os resultados a que nos referimos têm a ver com as receitas fiscais empochadas pelo Estado, sendo que o sector automóvel continua a contribuir com 25% da totalidade dos impostos cobrados. Esta quota em si já é assustadora, mas existe outra situação igualmente tenebrosa. De um ano para o outro, a diferença de custo na Free-style Plus de três lugares é de + 2.207,83 €, enquanto na cabina dupla Plus, o Estado empocha + 3.795,65 €. Se analisarmos o panorama dos veículos 4X4 as quebras de vendas são nalguns casos de 100% ou seja, praticamente o dobro da evolução negativa, que se regista nos ligeiros de mercadorias e passageiros (- 55%) quando comparados os números de matrículas entre Janeiro e Maio e no espaço de um ano. Resta sublinhar, que estes números (ACAP) identificam as matrículas e não, necessariamente, uma venda.
Os modelos BT-50 declinam em duas escolhas de tracção (4×2 e 4×4)e três níveis de equipamentos (Active, Plus, Sport), cruzando estas escolhas com três perfis de carroçaria: a cabina simples; a Free-style; a cabina dupla de quatro portas.
Em termos de equipamento de série, a menos equipada Active já se evidencia por comando eléctrico para os vidros dianteiros e traseiros, duplo “airbag”, volante ajustável em inclinação, direcção com assistência eléctrica e sensível ao regime do motor, enquanto na Plus, destacamos o rádio+CD (MP3) e ar condicionado manual. Na Sport, o destaque recai nas jantes de 16”, faróis de nevoeiro, ar condicionado manual, estofos em pele nas CD 4X4, rádio+leitor CD (MP3) com seis altifalantes, em vez dos quatro na Plus.

Vocação laboral

Ao entrar na BT-50 percebemos de imediato a vocação laboral destes modelos e por isso mesmo, não se percebe a colocação do travão de estacionamento. Colocado do lado direito da coluna de direcção, exige habituação para não se bater ali com o joelho, em especial nas entradas mais tempestivas ou nas versões 4X4, que por serem mais altas e consoante estatura de quem se vai sentar ao volante, exigem um pouco mais de esforço ou apoio para nos sentarmos ao volante. Outro dos factores de simplicidade está patente no painel de instrumentos, que contrasta com o de alguns concorrentes – mesmo os nipónicos. Todavia, que não se pense que é por falta de modernidade, tanto na marca como nos modelos! A comprovar isso, a marca tem um site – www.mazda.pt – e o modelo concede três anos de garantia ou 100.000 km. Ainda em termos de garantia, a marca japonesa propõe extensões para quatro ou cinco anos. Por fim mas não menos importante, o motor 2.5 Euro IV de 105 kW (143 cv) obtidos através de um bloco de quatro cilindros, sobrealimentado+”intercooler”, duplo veio de ressaltos, catalisador por oxidação e gestão electrónica.

Ao volante

A simplicidade destas “pick-up” traduz um pouco os preços competitivos com que são comercializadas entre nós, existindo algumas diferenças em termos de funcionalidade, como por exemplo acontece com a passagem 4×2 -> 4×4 -> 4×2 em andamento, característica que é apresentada por alguns concorrentes japoneses. Todavia, uma das referências do mercado – Defender – não aderiu às modernices e tem o sistema semelhante ao apresentado pela Mazda.
Em termos de conforto de rolamento, estas “pick-up” têm a característica comum a este tipo de veículos – estruturalmente – preparados para transportar peso, com a suspensão traseira a retirar do conforto, em especial nas lombas e buracos.
No tocante à motorização, esta é eficaz sem conceder grandes acelerações ou reprises, e o mesmo acontece com o desempenho das suspensões e travões.
À excepção de quem se prepare para o Desafio Mazda, estas “pick-up” podem ser uma escolha para quem procura um 4×4 para circular em fora-de-estrada ou mesmo em TT. Também servem para circular em asfalto e 4×2 e até para trabalhar, embora o entendimento fiscal (dos governantes) seja a de que as BT 50, tal como as galinhas, põem ovos e de ouro.

Gostámos Mais

  • Espaço e habitabilidade
  • Facilidade de condução
  • Visibilidade para o exterior
  • Versão de 3 lugares Free Style

Gostámos Menos

  • Colocação travão estacionamento
  • Suspensão traseira (ver texto)
Modelo/Versão Mazda BT-50
Potência 105 kW (143 cv)/3.500 rpm
Binário 330 Nm (32,4 kgm)/1.800 rpm
Consumos Urb:11,6; Ext-urb:8,0; Combi:9,3 em L/100 km 4x4CD
CO2 233 a 255 g/km
Médias Não Calculado