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A imagem exterior não é muito distinta face ao modelo que conhecemos, mas existem alguns detalhes que tornam este SUV médio da Mazda mais apelativo, em especial se pensarmos no sucesso que a marc tem vindo a registar no segmento dos SUV. A plataforma e estrutura são idênticas ao que conhecemos, mas o motor a gasolina aparece com uma característica inovadora, que consiste em desligar um dos quatro cilindros, quando a utilização do 2.5 ãssim o permitir. Um ganho nas emissões e a redução nos consumos, são sempre argumentos a favor do modelo japonês. Para o mercado nacional, a escolha continuará a centrar-se no 2.2 Diesel de 150 ou 175 cv com transmissões manuais ou automáticas, com estas últimas a utilizar um conversor de binário, um dos itens que contribui para a suavidade de funcionamento.

 

Num breve contacto ao volante e de igual forma como aconteceu com o CX-3, demos conta que a renovação do CX-5 visou dois importantes capítulos. Um tem a ver com a melhor insonorização do habitáculo, enquanto a outra diz respeito ao elevado nível de refinamento na condução. Para quem se sentar ao volante, a Mazda propõe o GVC – G Vectoring Control que podemos traduzir como o controlo das forças gravitacionais, que interferem na dinâmica do veículo. Mediante gestão electrónica e suporte de sensores que cruzam dados referentes ao veículo e respectivo movimento, o sistema minimiza as forças laterais. As referidas forças, são minimizadas mediante gestão do binário do motor e travagem parcial na(s) roda(s) resultando na diminuição da oscilação lateral da carroçaria quando a curvar. Por outras palavras, além de a oscilação da carroçaria ser minimizada, a força centrífuga também o é, resultando num aumento dos níveis de conforto de rolamento. Se a esta característica se adicionar a melhoria da insonorização, facilmente constatamos que as percepções evoluiram significativamente.

 

E existe outra razão para que esta evolução seja considerada a nível sensorial. Ao conduzir o CX-5, é difícil saber se estamos em presença de um automóvel de tracção dianteira ou de tracção integral. Do mesmo modo que é difícil apercebermo-nos de quais os sistemas e momentos em que tudo isto acontece. É um facto que no caso do AWD – All Wheel Drive, as rodas traseira só transmitem movimento quando as condições de piso ou condução assim o exigirem. E também é verdade, que em pouco mais de uma centena de quilómetros, não conseguimos identificar os momentos de intervenção do tal GVC. Mas o que é facto é que o CX-5 está mais silencioso e mais confortável, disso não temos qualquer dúvida. Com base na instrumentação e como atrás foi referido, num brevíssimo contacto ao volante, obtivémos consumos de combustível na ordem dos 6,4 a 6,7 litros/100 km respeitando os limites de velocidade, tanto nas estradas nacionais como nas auto-estradas e trajectos urbanos. No tocante à comercialização, está prevista para Setembro, por via das homologações e enquadramento legal de algumas especificações, que condicionam os preços finais, de um modelo que continuará a ter três níveis de equipamento.