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Uma questão de alinhamentos

2015_mazda6_action_2_sdnNos dias que correm e com ou sem acordo ortográfico, somos invadidos por anglicismos como os “low cost” ou “premium”. Em relação a este último e no caso da Mazda, a conotação com alguns dos modelos é abertamente sugerida. Face à dúvida, fomos à procura da nova carrinha Mazda 6 e estabelecemos alguns alinhamentos! Um destes de acordo com duas propostas de mercado, enquanto por outro lado, comparámos diversas características técnicas, tendo em atenção que esta nova proposta japonesa, é de tracção traseira.

Evolução tecnológica

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A melhoria dos materiais empregues e a qualidade na finalização permitem a evolução positiva na gama Mazda 6

Se pensarmos noutras propostas premium neste segmento de mercado, podemos alinhar a nova Mazda 6 com as recentes V 60 da Volvo ou C da Mercedes. Face a estas duas referências, encontramos alguns elementos que ajudam às ambições premium da marca japonesa. Sem margem de dúvida que os materiais empregues e finalização, estão muito melhores face à anterior. No tocante à mecânica, passa a estar disponível a transmissão automática e são as rodas posteriores, as escolhidas para colocar no solo os 150 cv do 2.2 Diesel. Outra das características em que podemos considerar (como premium) a Mazda 6, tem a ver com o equipamento de série e alguns opcionais, agora disponíveis. É o que acontece com o “i-stop” (pára-arranque) e o “i-Eloop” (de regeneração de energia), que permitem obter reduções nos consumos de combustível, e emissões de CO2.
Se tivermos em atenção todas estas características, podemos considerar a gama Mazda 6 como próxima dos padrões premium, em especial quando se trata do 2.2 Diesel.

Mais equipamentos

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Os três níveis de equipamento disponíveis nos Mazda 6 enfatizam o melhor nivelamento face ao anterior modelo

Disponível nas carroçarias de 4 portas ou carrinha, estes ‘6’ podem ser configurados com três níveis de equipamento: Essence, Evolve e Excellence.
No tocante aos conjuntos de equipamento, estes são cinco: um orientado para a segurança – 900 € – High Safety (HS) composto por sensores de estacionamento, assentos dianteiros aquecidos e controlo de aproximação de viatura pelo ângulo-morto; outro para a tecnologia HT – 1.000 € – destinado a melhorar as condições de condução, mediante bi-xénon+AFLS, controlo de máximos e aviso de saída da faixa de rodagem. No conforto e requinte – 1.900 € – inclui assentos revestidos a pele, e memória no do condutor. O acelerador automático e adaptativo – 1.300 € – é outro dos equipamentos, enquanto a navegação – 500 € – está disponível para as duas versões mais elaboradas: Evolve e Excellence
Por outras palavras e com valores balizados entre os 34 a 47.000 €, podemos obter o aviso de saída da faixa de rodagem, os faróis adaptativos com controlo de máximos, a travagem adaptativa em cidade, o acelerador automático adaptativo com a função de travagem sem intervenção de quem vai ao volante, entre outros já conhecidos da anterior geração. A transmissão automática tem um custo de 3.600 €, enquanto as pinturas metalizadas acrescem 400 €.
Desta vez e tendo em atenção os equipamentos de série e opcionais, não temos dúvidas em aceitar a ambição dos japoneses, em relação ao alinhamento premium.

A escolha de cinco portas

2015_mazda6_action_9_wgnPara chegar aos comandos desta carrinha, deparamos com dois aspectos que nos agradaram menos! Os ângulos de acesso aos lugares dianteiros, são prejudicados pelos ângulos acentuados dos pilares ‘A’, e o volume do painel junto à porta, também contribui para reduzir a acessibilidade. No entanto, com impressão contrária, achamos que os japoneses estão de parabéns quando se trata da escolha de materiais, finalização e ergonomia dos comandos. E o mesmo acontece no tocante ao espaço interior, tanto nos lugares dianteiros como traseiros. Aliás, as boas cotas de habitabilidade e volumetria, também se encontram na bagageira de 522 litros, quando se aproveita toda a volumetria, o que significa o espaço sob o fundo.

Aos comandos

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As primeiras impressões são as que perduram e, nesse ponto, a gama 6 agradou

Ao volante, uma das primeiras diferenças que notamos, tem a ver com a manobrabilidade desta nova Mazda 6. Num automóvel que está próximo dos cinco metros (4.805 mm) os diâmetros de viragem estão entre os 11,0 a 11,8 metros consoante se considerem as manobras entre-passeios ou entre-muros. Na prática, para estacionar é preciso menos uma manobra (ou duas) e o manuseamento da direcção tornou-se bem mais agradável face ao anterior modelo. Neste ponto damos razão aos japoneses quando falam de premium.
No entanto, já não lhes podemos dar razão quando se trata de avaliar o desempenho dinâmico em pisos mais degradados, ou quando se exige mais do dueto formado pelas suspensões e direcção. E sim, ainda há algum desenvolvimento a fazer para alinhar a Mazda 6 com as Classe C da Mercedes-Benz ou V 60 da Volvo.
Todavia, e por que temos estado a falar de alinhamentos, se pensarmos em habitabilidade, equipamentos e tecnologia, o modelo japonês alinha-se pelos europeus. Mas existe um ponto em que os japoneses conseguem levar vantagem! Na altura de passar o cheque, os cinco digitos são mais favoráveis à Mazda 6… mesmo que no abastecimento de combustível, as coisas possam ser diferentes.

Modelo/Versão Mazda 6 SW 2.2 D Excellence auto
Potência 110 kW (150 cv)/4.500 rpm
Binário 380 Nm (37,8 kgm)/2.000 rpm
Consumos Urb: 5,1; Ext-Urb:3,6; Combinado: 4,1 l/100 km
CO2 108 g/km Euro 6
Médias 7,1 l/100 a 47,5 km/h
Preço Base 30 392,96 €
ISV 7 407,77 €
IVA 8 695,27 €
Ecotaxa 4,80 €
Documentação 700,00 €
€ chave na mão 47 200,80 €
IUC 227,08 €