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Honda CR-V 1.6 4WD Lifestyle Connect Navi

Ao adoptar um motor com menos cilindrada face ao anterior modelo, o CR-V ganhou na potência, emissões, IUC e consumos de combustível. Para encontrar outras vantagens, é preciso rodar o volante.

Com um toque é possível rebater cada um dos assentos posteriores e usufruir da modularidade da bagageira que passa dos 589 para 1.143 litros.

Nesta quarta geração do CR-V, o espaço disponível é imenso. As cotas interiores correspondem ao que se pode esperar de um automóvel, que está para lá dos quatro metros e meio (4.605 mm), e no tocante às acessibilidades, estas são muito boas, com destaque para as portas traseiras que abrem quase a 90º. Na bagageira, a volumetria é de 589 litros, que podem aumentar para 1.143 litros (1.669 até ao tecto) desde que se rebatam os assentos traseiros, operação conseguida com um simples movimento de cada um dos lados. Ao fazê-lo, as costas baixam em simultâneo ao deslocamento do assento. Ainda no interior, a ergonomia e o posicionamento dos comandos deixaram boa impressão, e o mesmo acontece com o visor onde podemos desfrutar da navegação, imagens da camera accionada nas manobras de marcha-atrás e diversas funções de dados/áudio como os mp3, hdmi, usb. Quanto à leitura de CD, neste CR-V… discos só nas rodas.

Na diverisificada escolha de versões, todos Os CR-V são classe 1

Ao receber o 1.6 i-DTEC, o CR-V ganha em quase todos os aspectos, ainda que os regimes sejam um pouco mais elevados face ao anterior 2.2 e, por isso mesmo, se faça sentir mais no habitáculo, a presença de um motor mais potente, com melhores emissões de C02 e melhores consumos de combustível. O preço final também sai beneficiado e o mesmo acontece com o IUC. Na versão Lifestyle do 4WD Connect Navi e sem despesas administrativas, o p.v.p é de 42.450 €. Um valor intermédio entre o duas rodas motrizes Comfort proposto a 31.250 €, e os 50.500 € do Executive Sensing de tracção integral e transmissão automática de nove relações. Outra das características em que este CR-V se destaca, tem a ver com os pesos rebocáveis. Sem travões, este valor chega aos 600 kg e desde que o reboque tenha travões, o peso rebocável é de 2.000 kg. Outro item interessante é que todos os CR-V são classe 1 nas portagens.

Ao analisar as performances deste Diesel 1.6 Euro 6, deparamos com 118 kW (160 cv) às 4.000 rpm e um binário máximo de 350 Nm às 3.200 rpm. Numa primeira análise, estes dados apontariam para um automóvel cujo comportamento é benéfico nos regimes mais elevados, mas não é isso que acontece. Logo acima das 1.500~1.800 rpm o CR-V começa a conceder andamentos agradáveis, ainda que não sejam de realçar, nem as acelerações ou reprises.

Com um bom escalonamento da transmissão manual de seis relações, na qual gostaríamos de sentir um curso menor no selector e um pouco mais de precisão no engrenamento, o CR-V acaba por conceder alguma vivacidade nos andamentos. Num breve contacto ao volante e à média de 60 km/h, obtivémos um consumo de 6,6 l/100 km… mas não podemos deixar de realçar que se trata de um 4WD. Esta característica acrescenta uma mais-valia no comportamento dinâmico deste Honda. Com um bom comportamento dinâmico e conforto de rolamento, este CR-V evidencia-se nas curvas. A estabilidade direccional e a motricidade, são dois pontos em que este SUV recolhe nota positiva.

Gostámos –

Gostámos +

– Manuseamento do selector de velocidades

– Insonorização do habitáculo

– Comportamento dinâmico

– Conforto de rolamento

– Acesso e habitabilidade/ergonomia

– Espaço interior e modularidade da bagageira

– Eficiência do 4WD