Download PDF

A modernidade das soluções nos TGE foi um incentivo para entrarem neste segmento

As vantagens da integração no grupo alemão, a recolha de opiniões nos clientes dos pesados de passageiros e mercadorias, e o crescimento previsto no sector dos ligeiros de passageiros e mercadorias, levou a MAN a colocar o TGE no mercado. Os primeiros clientes em que os alemães estão a pensar, serão os da marca do leão. E todos os outros, também serão incluídos na oferta de produto, faseada de acordo com as escolhas de tracção, configuração de chassis, silhuetas de carroçarias e cadeias cinemáticas. Isto significa que nos próximos 15 meses, veremos uma panóplia de modelos e versões TGE. Haverá diversas distâncias entre-eixos, modelos com tracção dianteira, traseira ou integral, com esta última baseada no sistema Haldex. Aparecerão as diversas carroçarias entre furgões, combi ou transportes de passageiros, enquanto nas cinemáticas, as potências irão dos 100 aos 180 cv, acoplados a transmissões manuais ou automáticas. Por outras palavras, até Maio de 2018, ficaremos a conhecer as soluções TGE.

 

A silhueta do TGE evidencia as semelhanças e deixa antever um interessante futuro em termos de ciclo de produto

Em termos estratégicos, contam com o serviço de assistência 24 horas, e preparam soluções pan-europeias no que diz respeito às transformações e superestruturas. Com estas duas soluções, a marca alemã entra directamente para a 1ª divisão de um ‘campeonato’ muito concorrido e bastante competitivo. Por um lado, é o que se pode designar como uma entrada de leão. No entanto, a concorrência é feroz e porventura tanto ou mais agressiva, quando comparada com a voracidade dos grandes felinos. Tradução literal: é um facto que os novos TGE terão a concorrência directa dos Crafter e Sprinter, cujos moldes e produção… são os mesmos. E como é evidente, estamos a considerar o fim da cooperação entre os alemães de Munique o os de Stuttgart. O que nos leva a pensar no seguinte cenário! Qual será o o ciclo de produção para cada um destes modelos. Todavia, este é capaz de ser o cenário menos preocupante para os alemães, cujo mercado e poder de compra são invejáveis. Em termos ‘europeus’ a concorrência é ainda mais evidente, em especial se pensarmos nos Master/Trafic, Daily e Transit.

 

Para quem se sentar ao volante, existem quatro configurações nos estofos e revestimentos, de acordo com o tipo de serviço a que o veículo se destina. A telemática e a conectividade também fazem parte das escolhas, numa cabina muito espaçosa e com uma boa gestão de espaço e diversos espaços para arrumos, pensados para colocar objectos habitualmente utilizados num furgão de passageiros ou mercadorias.

 

 

 Como atrás referimos as escolhas de tracção incluem a dianteira, a traseira ou a integral com base no sistema Haldex de diferencial central, que concede um TGE mais alto, mais duro em termos de suspensões e com uma perceptível e diferente dinâmica na condução. Quanto aos motores, o bloco de 1.968 cc permite as escolhas de 102, 122, 140 e 177 cv. E para quem utilizar reboques, o TGE concede um sistema que mitiga as dificuldades nas manobras.