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Transmissões diferenciadas

transmissoesPara já a aposta centra-se no modelo Voyager que declina nas versões 3 S e CVT. A diferença principal está nas transmissões, com a 3S a ser equipada com a Shimano Nexus enquanto a CVT adopta a NuVinci de transmissão variável. Com 27 kg de peso estas bicicletas contam com um preço concorrencial e periféricos conhecidos, como acontece com os travões Tektro ou as baterias de iões de lítio. Como factor de diferenciação face a outas biclas eléctricas, estas podem andar sem dar ao pedal, ainda que com algumas limitações. Para breve, está previsto o alargamento da gama.

 

 

Sem esforço até 6 km/h

Originárias de Espanha-Tarragona e noutros mercados comercializadas com outra designação, estas bicicletas são apresentadas com um conceito diferente e na gama, têm modelos com tracção na roda traseira ou dianteira. No caso das Voyager, o motor está à frente e por isso mesmo é possível andar com a bicicleta sem pedalar, ainda que esta fique limitada aos 6 km/h. Com o motor em pleno, a velocidade máxima é estabelecida de acordo com a legislação, o que significa a limitação nos 25 km/h. Sublinhe-se que ao utilizar a bicicleta e a subir, o motor de 250 W não tem capacidade para a fazer subir sem pedalar.

 

 

Escalonada ou progressiva

Com uma bateria (3,7 kg) de 360 W/h (36V x 10A) e tempos de carga que oscilam entre as 4 e 6 horas, as Voyager concedem ajuda eléctrica consoante as versões, entre três ou cinco níveis de assistência. Esta característica e a diferença entre as três relações de transmissão da 3S e a variação contínua da CVT, estabelecem diferenças significativas na forma de utilizar estas bicicletas, com comandos no punho. Em nossa opinião a CVT leva vantagem no tocante à suavidade de funcionamento, em especial a subir. Para quem deseje obter um andamento mais escalonado, é evidente que a 3S permite outro tipo utilização, um pouco mais trabalhosa e a exigir mais habituação.

 

 

Aposta de combate

Face a outros modelos existentes no mercado e com a vontade que têm de fazer negócio, os promotores da Keanur, propõem valores de ataque a rondar os 1.250 a 1.500 € para bicicletas simples e bem equipadas. No tocante à finalização, achamos que os espanhóis podiam ter ido mais além, mas tal como acontece com outros modelos que já testámos, estas biclas não se encontram orientadas para uma utilização intensiva ou para grandes quilometragens. A geometria/materiais do quadro e o selim de gel, ajudam a um satisfatório nível de conforto, mas enquadramos estas Keanur – designação escolhida pelos promotores para o mercado nacional – como objectos de lazer e para quem gosta de andar de bicicleta.