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New i40 (2)Uma questão de espaço

De cada vez que aparece um topo de gama numa marca generalista, vem à tona o inevitável confronto, por comparação, com os modelos das marcas exclusivistas. Os tais modelos “premium” que continuam a ser o gosto de uns e ambição de outros.

Ao analisar esta carrinha i40, e por que as primeiras impressões são as que perduram, as dimensões exteriores cativam a atenção, enquanto os equipamentos despertam a curiosidade. No entanto, ao nível das sensações, impera a habitabilidade.

 

interior infografia

Na i40 a volumetria para transportar bagagens pode chegar aos 1.700 litros

No início da comercialização o i40 já era espaçoso, mas no caso da carrinha, há espaço por todo o lado. Nos assentos dianteiros, a habitabilidade é muito boa, enquanto nos assentos traseiros é ainda melhor. E quanto à bagageira, a modularidade transforma os 534 em 1.700 litros.

Em termos de acessibilidade, consideramos boa ao nível da bagageira, ainda que a profundidade desta, possa dificultar o acesso à chapeleira amovível. O acesso aos lugares traseiros é muito bom, enquanto chegar aos lugares dianteiros, é tarefa dificultada pela acentuada inclinação do pilar A. É um facto que a inclinação tem a ver com a harmonia criada na frente da i40, e esta resulta dos imperativos aerodinâmicos, e ângulos necessários para conceder uma boa protecção aos peões.

 

Bem equipado

New i40 (4)No tocante aos equipamentos e consoante versão, encontramos os mais funcionais e modernos sistemas, como o estacionamento autónomo, a assistência/aviso de desvio da faixa de rodagem, as luzes adaptativas que acompanham os movimentos do volante, o sistema de auxílio para arranque em plano inclinado (a subir ou descer) ou a assistência à travagem (ABS+EBD+BAS) conjugada com o controlo da estabilidade (ESP).

Em termos de motor, conduzimos a proposta mais interessante: o Diesel 1.7 de 136 cv. Na gestão, encontramos a electrónica habitual, um turbo de geometria variável e a conduta comum “common rail” no bloco de 1.685 cc acoplado a uma transmissão manual de seis relações.

No painel de instrumentos aparece muita informação relativa à i40 ou à viagem efectuada, enquanto no visor central, estão concentradas entre outras, as funções áudio, navegação e imagem da manobra de marcha-atrás.

A condução no espaço

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Dos sete “airbags” da i40 um destes destina-se a proteger os joelhos de quem conduz

Como atrás foi referido, a acessibilidade aos lugares dianteiros não é o melhor dos argumentos da i40. Uma vez no interior, a posição de condução é envolvente, e dos sete “airbags” um destes protege os joelhos de quem conduz. Neste automóvel de quase cinco metros (4.770 mm) a visibilidade é satisfatória e a existência de sensores de estacionamento, pode ser providencial, enquanto a imagem da marcha-atrás, requer um pouco mais de atenção em locais muito escuros. Em compensação, a iluminação à frente é boa e ainda a propósito de iluminação, gostaríamos de ver a possibilidade de reduzir o brilho do painel de instrumentos.

Em termos dinâmicos, as suspensões deixaram-nos a ideia de que a i40 foi concebida num país sem buracos, já que em bom piso, gostámos do conforto de rolamento. Todavia, em pisos mais irregulares, as suspensões são menos eficazes. O apoio e conforto dos assentos e a insonorização do habitáculo, suprimem este calcanhar de Aquiles.

A precisão de selector de velocidades poderia ser melhorada ou nivelada perante as performances do motor, que concede dois andamentos: um normal e outro mais orientado para a economia de combustível. Num pequeno trajecto, conseguimos 6,8 l/100 km à média de 48 km/h e ficámos com boa impressão no tocante à autonomia. Com 486 quilómetros percorridos, gastámos meio depósito.