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Uma proposta orientada

Clicar para começar e parar a reprodução das imagensSe recuarmos uns anos até à 5ª ou 6ª gerações do modelo japonês, podemos relembrar o sucesso dos motores 1.4 a gasolina, nas carroçarias de dois ou três volumes. A nova configuração, singular na silhueta e reafirmada na qualidade de construção, relança a motorização a gasolina, quando já se fala do novo 1.6 Diesel.
Entre outras características, esta versão de 100 cv é apresentada com um preço competitivo e, até final do ano, com mais alguns argumentos que podem ser considerados como uma boa orientação.


Análise interior

Até ao final do ano o Civic 1.4 terá por base a versão Sport e para quem apreciar a navegação mediante GPS, a proposta assenta no City, ao qual se acede por mais 1.200 € para além dos 20.000 € exigidos no Sport. Contas feita e por que até ao final do ano existe uma campanha para avaliar (+ 2000 €) o usado, o preço final torna-se competitivo, apesar de não incluir custos administrativos ou pintura metalizada.
Nos equipamentos de série encontramos “airbags” para condutor e passageiro, laterais na frente e laterais de cortina à frente e atrás. Ainda em termos de segurança, encontramos ABS com repartição e assistência à travagem, encostos de cabeça activos e controlo de estabilidade. A assistência ao arranque em subida, o ar condicionado e o acelerador automático com limitador, também fazem parte do equipamento de série. O equipamento áudio consiste num rádio+CD e MP3, 6 altifalantes, comandos no volante e como cereja em cima de bolo, um visor ligado a uma câmara traseira, que é um eficaz auxiliar para as manobras de estacionamento, já que a forma angulosa da traseira, retira muita da visibilidade para trás, em especial nas manobras de estacionamento. No Sport que conduzimos, estofos em tecido e pele no volante e selector da transmissão manual de seis relações.

Transmissões longas

Nas seis relações da transmissão manual, a 5ª já está bem abaixo do rácio 1:1 ou seja, é inferior (1:0,809) à unidade ou “prise” directa. Ao analisar a 6ª relação, verificamos que esta é de 1:0,727 o que significa que é bem mais longa do que a anterior. Em termos práticos, isto significa que os 100 cv Euro 5 dos quatro cilindros 1.4 são bastante desmultiplicados e que não existem grandes acelerações ou reprises… apesar de estarmos a falar de uma versão Sport. Todavia, no reverso da medalha, quanto mais longa é a transmissão, mais esta rende em termos de rotação, daí que o motor conceda regimes baixos e portanto pouco ruído, num habitáculo que está bem insonorizado. Estas características também ajudam a reduzir os consumos. Mediante uma arquitectura simples e com um veio de ressaltos na cabeça, este gasolina concede uma boa elasticidade, com a potência máxima às 6.500 rpm e o binário máximo às 4.300 rpm. Na prática, isto significa que existe uma ampla faixa de utilização, mas como acontece nas acelerações e reprises, também o efeito de travão-motor é reduzido.

Aos comandos dos 100 cv

Uma das primeiras impressões advém da boa filtragem (vibração e ruído) conseguida no interior. Face ao anterior modelo, o novo Civic é apresentado com uma direcção mais refinada e apreciámos as boas cotas de habitabilidade, tanto na frente como na traseira, sendo possível alojar com um bom nível de conforto, quatro adultos e alguma bagagem (477 litros) sendo esta reduzida em 10 litros se optar pelo áudio premium.
Com um bom comportamento dinâmico, quer das suspensões como dos travões, este Civic deixa antever boas perspectivas num futuro próximo. Um futuro que poderá trazer uma nova imagem… até aqui consolidada com os motores a gasolina.
Como atrás referimos, as prestações deste Civic 1.4 não são das melhores, se está a pensar em acelerações ou reprises. Se é isso que prefere, aconselhamos o 2.2 Diesel ou que espere um pouco mais por um outro Diesel. No entanto, se aprecia o conforto de rolamento e uma boa insonorização, então esta é uma das propostas a avaliar no mercado, que apesar das dificuldades, apresenta outras propostas interessantes… já que a concorrência não dorme… nem mesmo na Honda.

Gostámos Mais

  • Conforto de rolamento
  • Comportamento dinâmico
  • Equipamento de série
  • Materiais empregues/finalização
  • Habitabilidade

Gostámos Menos

  • Visibilidade para a traseira
  • acelerações e reprises