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Cruzamento de conceitos

2310Na indústria automóvel está cada vez mais generalizado o cruzamento de soluções e assim vão aparecendo, verdadeiras fusões entre desenho, agregados mecânicos ou equipamentos. No caso da Street Glide há um pouco de tudo! A uma silhueta conhecida, junta-se uma carenagem pouco vista mas fácil de identificar. Nos agregados mecânicos e equipamentos, encontramos o V2 refrigerado a ar, o acelerador automático e o áudio. Mais fácil de guiar do que é habitual nas HD, a SG continua com o troar clássico e não defrauda os puristas da marca americana.


Bem equipada

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Jantes de 18″ e motor apoiado em quatro elementos elásticos fazem a diferença no comportamento dinâmico

A mais recente solução da HD cruza várias soluções e os mais puristas que nos perdoem, mas a Street Glide, em nossa opinião, foge um pouco ao tradicionalismo das motos americanas. A protecção aerodinâmica é mais eficaz, o equipamento deslumbra mais do que é habitual, a condução é diferente. Todavia, os puristas podem estar descansados! O som característico do V2 foi mantido e o mesmo acontece com a posição de condução… que até pode ter “cruise control”. Em termos dinâmicos, esta HD é diferente daquelas que até aqui temos conduzido.
Jante de 18” na frente , motor isolado da ciclística mediante 4 apoios elásticos , depósito de combustível com 22,7 litros e protecção aerodinâmica, que vista de fora pode confundir os menos conhecedores, enquanto olhada por dentro, deixa agradado quem for aos comandos. Por um lado, devido ao sistema de som Harman Kardon e uma instrumentação completa onde pontua o acelerador automático, enquanto por outro, a posição de condução permanece fiel à das HD com os pés em posição avançada, braços abertos e assento próximo do chão… quanto baste, o que é bom para sentar a 715 mm do solo. No entanto, recorde-se que o catálogo de personalização da HD tem pouco mais de 800 páginas e por isso, a distância ao solo pode reduzir-se a 66,2 cm. As malas laterais concedem (30+30 litros) funcionais espaços de arrumos que abrem na parte superior.

Nostalgia e tecnologia

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A personalização também passa pela conjugação cromática da pintura

Em relação aos dados como o preço ou potência desta Street Glide, a HD mantém a tradição e não comunica nenhum destes ‘identificadores’ de uma moto que não chega aos 2,5 metros de comprimento (2.430 mm) e acusa 368 kg na balança, quando está pronta a dar ao motor de arranque para colocar o 103 a funcionar (1.690 cc). Do lado da tecnologia, a gestão do V2 – refrigerado a ar – continua confiada à injecção electrónica sequencial e duplo veio de ressaltos. A modernidade, estende-se também ao painel informativo que inclui indicador de pressão de óleo baixa, diagnóstico de motor, mudança de direcção, sistema de segurança (opcional), 6ª relação engrenada, indicador (reserva) de combustível, relógio e temperatura do ar. Do lado da nostalgia, a semi-carenagem, as formas do depósito de combustível, o bloco em V e as malas laterais, contribuem para um desenho e silhueta, que esconde as soluções de modernidade, que só se ficam a conhecer, após condução ou leitura do catálogo.

Aos comandos da SG

lat trasQuando nos sentamos aos comandos da Street Glide a primeira diferença reside na enorme semi-carenagem e nos inúmeros dispositivos de informação. Posto a funcionar, o V2 tem um troar característico e o mesmo acontece com o engrenamento da 1ª relação e o ‘tlock’ a que já nos habituámos. No entanto, quando começamos a rolar, de imediato nos apercebemos das vantagens de ter alguma protecção aerodinâmica, em especial nestes dias de frio. Depois de rolar uns quilómetros e ainda ao frio, começamos a sentir nas pernas, o calor do 103 refrigerado a ar. Bem filtrado da ciclística, o V2 de 1.690 cc concede satisfatórias reprises e acelerações e apesar de não ser brilhante, concede andamentos agradáveis e bem enquadrados com a capacidade de travagem, cuja eficácia é a suficiente, para uma moto deste peso. A curvar, demos conta de uma outra diferença – para melhor – nesta HD. Apesar da distância mínima ao solo ser de 125 mm, a SG concede um bom comportamento em curva, não só pelo bom desempenho das suspensões, mas também por que o motor está bem filtrado. Outra das características de que gostámos, tem a ver com o banco envolvente e ligeiramente afilado na frente, desenho que concede um agradável nível de conforto e favorece a colocação da moto em curva. Das HD até agora conduzidas, esta é de longe a mais fácil de guiar e também a que nos deixou com a melhor das impressões em relação ao conforto de rolamento, numa moto bem equipada.

Gostámos Mais

  • Conforto de rolamento
  • Protecção aerodinâmica
  • Facilidade de condução
  • Equipamento de série
  • Comportamento dinâmico

Gostámos Menos

  • Precisão do selector transmissão