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As aparências iludem

lat ft vermelhaSe olhar de lado para a Street 750 existem grandes probabilidades de a identificar como uma HD, mesmo que não seja um HOG. De frente ou quando vista de traseira, o facto de ser uma moto baixa, também ajuda ao enquadramento com outros modelos da marca americana. No entanto, uma análise mais cuidada, permite reconhecer as diferenças na posição de condução, e a existência de um radiador. Depois de rodar a chave e enrolar punho, ficámos a saber que as aparência da Street, iludem quem não estiver disposto a sentar-se a 70 cm do chão. Quanto às diferenças, encontrámos mais de meia dúzia. Uma destas tem a ver com o preço final.


Uma HD diferente

2015, XG500, Street, Street 500, angle back, 132456

Uma das diferenças desta 7,5 está na refrigeração por líquido no V2

Para os olhares mais distraídos, vista de frente ou de traseira, esta sete e meio, é semelhante a tantas outras. No entanto, quando olhada de lado, é de imediato reconhecida como uma Harley-Davidson. Todavia, ao refinar a análise, damos conta do radiador frontal, e de que este V2 de 749 cc é refrigerado por líquido. O banco está a pouco mais de 70 cm do solo e apesar de poder levar duas pessoas, confessamos que não fazemos intenção de circular à pendura. Preferimos os comandos. E sobre essa possibilidade, aqui fica uma dica. Não procure a chave de ignição do lado direito. Neste ponto, a Street 750 também é diferente.

A fechadura está montada em posição horizontal e em linha com a tampa do depósito de 13 litros, sob o apoio do guiador, e portanto pouco visível.

Condução tranquila

motos frente mov

A genica deste motor é outro dos pontos em que esta HD é diferente das outras motos na gama… ou pelo menos parte dela

Com pouco mais de dois metros (2.250 mm) e a ultrapassar, ligeiramente, as duas centenas de quilos (206 kg) esta Harley vem equipada com jante 17” na frente e 15” atrás. E neste ponto, as aparências voltam a iludir, porquanto as proporcionalidades e a inclinação do garfo, fariam antever uma HD genuína. Para começar a perceber as diferenças, basta rodar e chave e enrolar punho. Esta “Street” não poderia ser mais feliz na designação. O motor de 56 cv vai até às 8.000 rpm e tem o binário máximo a metade deste regime (59 Nm/4.000 rpm). Por outras palavras, sem atingir uma potência arrebatadora, o motor tem uma genica notável, enquanto a transmissão vai permitindo algum divertimento, quando exploramos a agilidade da moto.
No tocante à travagem, demos conta de que os discos travam o suficiente, mas gostaríamos de encontrar um toque menos ‘esponjoso’ concedido pelos comandos. É um facto que a potência não é elevada e portanto a relação peso/potência, não está orientada para a performance, mas antes para a funcionalidade.

Elementos de conquista

lateral e fumo

Em condução urbana, destacamos a agilidade desta moto e a disponibilidade do motor

Estreita e baixa, esta Street 750 evolui bem no trânsito, ainda que tenhamos gostado mais desta sete e meio na estrada. No tocante à posição de condução, os apoios dos pés – colocados convencionalmente – estão mais recuados do que é habitual, mas o guiador está tão avançado como é costume, e por isso gostámos menos da posição de condução no tráfego urbano. Contudo, temos que confessar que os três dígitos de peso, a distribuir por quase 1,80 metros desde as botas ao capacete e o gosto pessoal, interferem na nossa opinião. Na unidade que guiámos, os espelhos estavam muito recolhidos, e essa característica também condicionou a visibilidade em circuito urbano. Todavia, neste ponto, não podemos deixar de referenciar a personalização que a HD continua a conceder. Por outro lado, são estes e outros detalhes que, para muitos HOG, continuam a marcar um certo espírito e diferenciação, que fazem deles clientes da marca.

Gostámos Mais

  • Agilidade na condução
  • Elasticidade do motor V2
  • Altura do banco ao solo
  • Simplicidade nos comandos
  • Posicionamento de preço na gama

Gostámos Menos

  • Eficácia da travagem