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Num mundo em mudança, com inúmeras escolhas e um sector em constante inovação, O Observador Cetelem, procurou compreender até que ponto os automobilistas portugueses e europeus, estão fidelizados a uma marca automóvel. A publicação deste ano assinala a 12ª edição do estudo dedicado ao sector automóvel. Houve um tempo em que os condutores e as suas famílias, eram adeptos de uma só marca. Éramos Ford, Volkswagen ou Citroën, de modo resoluto e definitivo, por vezes ao longo de gerações. No entanto, a realidade parece ter mudado. Hoje, 90% dos inquiridos portugueses afirmam-se fiéis a uma marca, mas entre falar e fazer, como diz o ditado, há muito a dizer. De acordo com o estudo Observador Cetelem Automóvel 2018, apesar da declaração de intenções, apenas 21% dos portugueses inquiridos, confirmam ter mantido a mesma marca quando mudaram de viatura. Ou seja, ao mudar de carro, os portugueses pensam comprar um da mesma marca, mas quando chega a hora de tomar a decisão e concretizar a compra, 79% escolhem um automóvel de uma marca concorrente.
E quais as razões para serem ou não fiéis a uma marca automóvel?
Quando analisadas as conclusões do Observador Cetelem Automóvel 2018 percebemos que a razões
destacadas pelos portugueses para terem ou não permanecido fiéis à sua marca automóvel são as
seguintes: Em primeiro lugar, para os portugueses, pesa a sua carteira e, por este motivo, as marcas que apresentem uma oferta mais interessante (28%) e que melhorem a sua situação financeira (16%) parecem estar na frente da corrida. Depois, a existência de uma oferta cada vez mais ampla e diversificada no mercado português, parece ter também impacto, uma vez que 23% afirmam ter comprado outra marca porque foram conquistados por um novo modelo. A estes motivos somam-se a insatisfação com o modelo antigo (19%) e a vontade de mudar, por curiosidade (17%).
Para serem conquistados ou fidelizados, os condutores deixam também pistas para os construtores.
É importante a satisfação com o modelo anterior (67%) e a confiança na marca (47%). Factores que devem ser aliados a uma oferta comercial interessante (25%). É também relevante para os condutores saberem com o que contam e, neste âmbito, a relação construída entre consumidor e concessionários/stands (13%) pode ser um factor diferenciador, nomeadamente pela qualidade dos serviços prestados e pós-venda.
O perfil do consumidor português fiel às marcas é seguinte: homem ou mulher (21%), com idade entre os
30 e 49 anos (22%), de classe média (22%), sendo que são aqueles que frequentam os mercados de usados os que geram uma fidelização sensivelmente menos elevada.