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Mazda MX-5 Skyactiv-G 1.5 Excellence 

A quarta geração do MX-5 tem vários argumentos para perpetuar o sucesso nas vendas. A chegar ao milhão de vendas, o “roadster” japonês que por duas vezes (1990 e 2011) foi incluído no Guiness Book of Records, tem conseguido mais sucesso de vendas, nos mercados americano (47%) e europeu (32%) .

O “roadster” mais vendido do mundo, está agora mais perto dos quatro metros de comprimento, mais baixo e mais afilado nas formas, mais leve e com os grupos ópticos a atestarem a modernidade das soluções. Na bagageira, a volumetria é de130 litros. No entanto, para quem se sentar ao volante, as primeiras impressões atestam mais evoluções neste Mazda, agora equipado com o bloco 1.5 a gasolina Skyactiv já conhecido dos Mazda 2 e 3, mas mais potente (131 cv). Sem perder a ambiência do MX-5, o novo modelo concede uma posição de condução melhorada, quer em termos de ergonomia, como de informação e conectividade, estas últimas a cargo de um visor fixo de 7”. 30 litros e com outra gestão de espaço, complementam as soluções do novo MX-5. Por fim mas não menos importante e sem contar com as despesas administrativas, a tabela de preços termina nos 40.750 € para o Excellence Pack Sport Navi 2.0 de 160 cv, mas agora começa nos 24.450 € do Essence 1.5 a gasolina de injecção directa.

O novo MX-5 está mais leve, melhor equipado e com preços mais apelativos

As suspensões independentes estão mais leves (12 kg) face ao anterior modelo, e mantendo esta comparação, as partes metálicas do novo MX-5 favorecem o Alumínio, que agora faz parte de 9% dos materiais neste Mazda. Na cinemática, os japoneses conseguiram retirar 7% de peso na transmissão manual de seis relações, enquanto no diferencial e com o mesmo factor, o ganho foi em kg. Além dos ganhos em peso, o espaço também foi beneficiado. Exemplo disso é a direcção com assistência eléctrica, que ocupa menos espaço, está colocada mais à frente e concede uma relação mais directa e a conceder um diâmetro de viragem de 10,4 metros entre-muros.

No tocante aos níveis de equipamento, estes são três com o Essence a garantir ABS+EBD+EBA na travagem, controlo dinâmico de estabilidade (DSC), sistema de monitorização da pressão de pneus, faróis de led, duplo airbag e airbag lateral, sistema de áudio com leitor de CD e Bluetooth, elevadores eléctricos, ar condicionado, ordenador de dados de bordo e jantes de liga leve, entre outros elementos. Ao Evolve, acrescenta-se acelerador automático, e os equipamentos de segurança (Pack High Safety – 1.925 €) que inclui, ar condicionado automático, aviso de desvio da faixa de rodagem, sensores de luminosidade/chuva, estofos em pele e bancos aquecidos. Nos mais equipados Excellence, estes declinam nos Navi (400 €) e no Pack Sport (2.440 €) podendo conciliar os dois conjuntos de equipamento.

 

mx-5_2015_action_53_screenComo não podia deixar de ser, entrar e sair do MX-5 é tarefa que exige agilidade. Por um lado devido à cota a que se encontra o assento, enquanto por outro lado, a exiguidade dos ângulos de acesso – em especial com a capota colocada – a isso obrigam. Abrir e fechar a capota manual, também exige alguma dedicação. Se forem duas pessoas, enquanto uma abre a capota a outra tranca, e para fechar, uma puxa a capota e outra acciona os trincos. Para uma pessoa, estas tarefas obrigam a entrar e sair do carro. Uma vez no interior, percebemos a boa qualidade dos materiais empregues e o cuidado posto na finalização. Encontramos alguns espaços para pequenos arrumos, todos estes precisos, num automóvel sem grande bagageira (130 litros) embora esta tenha sido melhorada face ao anterior modelo.

Além de mais leve o MX-5 está mais eficiente em termos dinâmicos

E com a chave no bolso, resolvemos carregar no botão “start” para ouvirmos o ‘roncar’ do 1.5 dotado de injecção directa. As primeiras impressões, deixam-nos a ideia de um automóvel mais reactivo face ao anterior modelo (1.600) tanto ao nível das acelerações, como nas sensações ao volante. A motorização concede uma elasticidade notável, enquanto o curto selector das seis relações manuais, continua a revelar rapidez no engrenamento, ao qual gostaríamos de associar melhor precisão. A travagem é muito eficaz e o mesmo se pode dizer do comportamento das suspensões, mesmo quando em pisos mais irregulares. No comportamento dinâmico, o MX-5 está melhor e sem ter perdido as características da desportividade associada a um “roadster”. Tudo isto depois de ganhar alguma leveza no conjunto, tanto para quem se sentar ao volante, como para quem tiver que destrocar a nota. Num breve contacto ao volante e à média de 53 km/h conseguimos chegar aos 6,3 l/100 km.

Gostámos –

Gostámos +

– ajustes dos assentos

– colocação do visor informativo

– Condução mais apurada e reactiva

– Materiais empregues e finalização

– Consumos de combustível

– Custos de aquisição e opcionais

– Informação a quem conduz e conectividade