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Com potência e preço semelhantes ao anterior modelo (C180) a nova C disponibiliza mais equipamento e melhor habitabilidade.

Continua a ser identificada como C e referenciada através do número 180, mesmo quando constatamos uma série de alterações. A adopção do 1.6 Diesel nesta BlueTec Station é um dos itens que para isso contribui. No entanto, o espaço interior e o comportamento dinâmico da nova C, são muito mais perceptíveis e despertam os sentidos com muito mais facilidade. O acesso ao interior continua a ser bom e a grande mais-valia desta nova C, tem a ver com a habitabilidade traseira, em qualquer uma das cotas, sendo a mais evidente a do espaço para as pernas. Agora, é possível alojar quatro adultos e, se no lugar de quem conduz, se ajustar a posição para uma estatura de 1,80 metros, continua a haver espaço para quem se sentar atrás. Ainda no assento traseiro, o quinto lugar fica condicionado. No piso, devido à passagem do túnel da transmissão, enquanto o apoio das costas é um pouco mais duro e menos ergonómico do que os outros dois lugares, bem mais envolventes no apoio lateral.

Depois de aceder ao anterior e continuando no capítulo do espaço, deparamos com vários lugares para arrumos e a habitual funcionalidade dos vários comandos. Bem posicionados, são fáceis de utilizar e muito intuitivos, tanto ao nível do painel de instrumentos, como no visor central. Todavia, em nossa opinião, a colocação fixa do visor, é um dos elementos menos agradáveis sob o ponto de vista da estética. Os diversos ajustes no assento, permitem encontrar uma boa posição a quem conduz, enquanto os ângulos de visibilidade são satisfatórios, tanto para a frente como para trás. No entanto, a existência de sensores de estacionamento activo (732 €) dão imenso jeito. Outro dos extras de que gostámos de utilizar foi o acelerador automático com função de limitador. Apesar de muitas das vezes estar oculto pelo volante, facilmente nos habituamos ao speedtronic (285 €) de fácil manuseamento e prática utilização com um toque. A suspensão agility control, os faróis led (854 €) e a actuação eléctrica (406 €) do acesso à bagageira de 490/1.510 litros, contribuem para o conforto e funcionalidade desta C 180, neste caso, avaliada em 50.248,70 €. Todavia, não podemos esquecer que apesar dos 6.756 € de extras, dentre os quais destacámos alguns, em impostos e taxas ficam 12.611,47 € e 1.203,25 € em despesas administrativas.

Os outros números

Nos primeiros sete meses do ano e nos automóveis de passageiros, a marca alemã ultrapassou o milhão de unidades vendidas em termos globais. Em termos parciais, 25% das vendas foram conseguidas com os novos Classe C. No entanto, é por demais evidente que esta carrinha 1.6 Diesel, não permite estabelecer comparativos com outras no mercado, em especial se pensarmos nas marcas mais vendidas. Mesmo se considerarmos que, são cada vez menos, os itens que estabelecem a diferenciação. No entanto, há pontos em que esta versão se destaca. Analisemos o comportamento dinâmico e a possibilidade de alterar as configurações das suspensões e direcção. Entre economia e uma condução mais racional, a individualização, o conforto e dois níveis de desportividade, esta C concede diferenças, facilmente perceptíveis.

Aos comandos

O refinamento na condução e o conforto de rolamento, são dois argumentos de diferenciação na nova Classe C

As primeiras impressões com que ficámos deste 1.6 Diesel, indicam que os 116 cv estão bem aproveitados, em especial acima das 1.500-2.000 rpm, regime a que o motor ganha alguma vivacidade. Para esta dinâmica, também contribuem as seis relações de uma transmissão manual bem escalonada, mas na qual gostaríamos de percepcionar melhor manuseamento e mais precisão no engrenamento. Como atrás referimos, há itens que marcam a diferença nesta C. Um destes tem a ver com a dinâmica das suspensões, a concederem um bom nível de conforto de rolamento, e o outro, encontra-se no refinamento e precisão dos movimentos efectuados ao volante. Em aceleração, em curva e até quando os pisos se encontram mais degradados, a direcção mantém a suavidade no manuseamento e a eficácia dinâmica. E a mesma nota positiva, atribuímos à travagem.

Num breve contacto ao volante, conseguimos chegar aos 4,8 litros/100 km à média de 54 km/h, efectuados num percurso misto (estrada, auto-estrada, circuito urbano).

Gostámos –

Gostámos +

– precisão do selector da transmissão

– colocação do visor fixo no meio do painel

– Conforto de rolamento e dinâmica na condução

– Eficácia da direcção/suspensões/travagem

– Economia de combustível

– Comandos funcionais e intuitivos

– Habitabilidade e bagageira