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Honda Forza 125

Se compararmos com a SH, não tem a mesma agilidade. No confronto com o sucesso de vendas ou preço da PCX, a diferença é abissal. Se falarmos de potência do motor, protecção aerodinâmica, ou espaço de arrumos, a Forza leva vantagem. Debaixo do banco cabem dois capacetes integrais, ou 30 € de compras no supermercado – incluíndo dois garrafões de 5L, que foram ocupar o lugar dos capacetes. Na frente e do lado esquerdo, um pequeno espaço de arrumos com tomada de 12 V. A volumetria da Forza, as posições de apoio para os pés, e os ajustes do vidro, garantem uma boa protecção. O motor 4V, chega quase às 9.000 rpm e quanto a cavalos, os da Forza custam 340 € cada um. No entanto, com uma nota de 20, é possível ir buscar um tapete a Arraiolos e entregar em Madrid.

No tocante a preços é por demais evidente que esta Forza é mais cara! No entanto, podemos considerar cara em relação a quê? Item por item, vamos sempre encontrar argumentos, que justifiquem os 4.898 € para versão menos dispendiosa, ou os 5.089 € na versão com ABS. Estes valores já incluem IVA (844 ou 881 € consoante versão). Todavia, existe outra forma de justificar os custos, e para isso precisamos de um calendário. Por outras palavras, a utilização da Forza 125, concede sensações muito diferentes face a outras propostas nas scooter Honda. Em termos de mercado, comparando padrões de conforto, leitura de instrumentos, espaço de arrumos, ou potência e tecnologia, as diferenças de preços vão-se esbatendo.

A iluminação por led é outro dos factores de diferenciação da Forza 125

Aos comandos da Forza 125, os primeiros quilómetros, permitem identificar uma scooter completamente diferente do anterior modelo. A ciclística muito mais elaborada, as jantes de 15” na frente e 14” na traseira, a protecção aerodinâmica com a possibilidade de ajustar o vidro (120 mm), a travagem com discos e ABS e um painel de instrumentos completo, estabelecem a diferença. No entanto, a diferença mais evidente está no conforto de rolamento, tanto para quem se sentar aos comandos, como para o/a pendura. Aliás, achamos que este aumento de conforto face ao anterior modelo, se deve ao banco (a 780 mm do solo), embora as suspensões tenham um bom desempenho, com a traseira a permitir sete ajustes. Como é por demais evidente, o peso desta Forza também se destaca, com 159 kg para os 15 cv do motor de quatro válvulas e sistema de injecção já conhecido de outros modelos (PGM-FI).

Na instrumentação, os números mais interessantes, são os do consumo e autonomia

No capítulo das performances, a Forza 125 perde nas reprises. As acelerações são satisfatórias para uma scooter com um condutor (1,80 m/100 kg) mesmo quando solicitadas em plano. A subir, as acelerações ou reprises, nuncam chegam a conceder brilhantismo. Todavia, quando se rola a 80 ou 100 km/h, é fácil manter a velocidade estabilizada, mesmo quando existe algum vento frontal. Face a outras “scooter” mais ágeis e com melhores acelerações e reprises, a Forza 125 evidencia um nível de conforto muito melhor. E com um depósito de 11,5 litros e um consumo médio de 2,4 l/100 km, a autonomia ronda os 500 km.

   

 

   2015 Forza 125