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Se a viagem tiver menos de 1.000 km, uns charrinhos alimados ou um pica-pau, chegam para o planeamento. Acima dos 1000 km, recomenda-se uma entrada de peixinhos da horta, seguidos de polvo à lagareiro ou cozido de grão. Termina com Abade Priscos ou sericaia

Planeamento e plano B é essencial e quem lida com estas coisas da mecânica, sabe que o óleo é meio serralheiro. Daí que a preparação de uma viagem de moto, seja meio caminho andado para que tudo corra bem, ou se preferirem, para que decorra sobre rodas. E para a referida preparação, a gastronomia portuguesa é fértil em locais e iguarias que reclamam degustação. Se a viagem tiver menos de 1.000 km, uns charrinhos alimados ou um pica-pau, são capazes de ser suficientes. Acima dos 1000 km, recomenda a experiência, que depois de uma entrada de peixinhos da horta, se sirvam um polvo à lagareiro ou um cozido de grão. Depois de escolhido o destino, uma sericaia ou um Abade de Priscos, devem chegar para escolher o itinerário. Já nas motos e antes de iniciar o regresso a casa, convirá efectuar a confirmação visual de quem possui GPS, qual o modelo e “software” utilizado. E já agora, também se podem identificar as habilidades informáticas de cada um, e saber quem tem computador em casa, com todas as funcionalidades actuais.

Em caso de dúvida, alguém que conheça os locais, um mapa e alguém que fale o idioma, podem ser essenciais. Já a caminho de casa, poder-se-á pensar se a viagem vai ser feita com ou sem pendura. A partilha de despesas e a companhia, podem tornar a viagem mais agradável. No entanto, quem vai aos comandos, será bom não esquecer toda a passividade a que fica sujeito o/a pendura. E se há quem durma belas sestas nesta posição, também há quem chegue ao destino ou pontos intermédios, com uma carrada de nervos, inoportuna de explicar e difícil de entender. Por fim mas não menos importante, a questão das bagagens. Neste capítulo, recomenda-se semelhante procedimento às transportadoras aéreas, quando estas limitam as ‘mudanças’ a uma bagagem de mão, limitada nas dimensões e peso.

Letra e música: António Moura

Arranjos: Fausto Monteiro Grilo