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Para quem gosta de motos e de viajar, as palavras desafio e aventura, fazem todo o sentido. No entanto e por via do imprevisto, os desafios podem tomar a forma de pesadelos, enquanto as aventuras nos colocam nas mais bizarras situações. Certos de que nestas coisas das duas rodas, não existem nem a sorte nem o azar, mas escolhas criteriosas, fomos ao encontro de um motociclista, para quem as duas rodas não têm segredos. Sobre as confidências, isso são outros 500. Por isso mesmo, também abordaremos a questão. Mesmo sem saber se vamos obter respostas, ou um sorriso. Avô nas horas livres – ou naquelas em que ele tinha esse conceito agendado – António Moura, costuma sentar-se aos comandos de um híbrido, partilhando a mobilidade com uma “scooter” que até conta com “start&stop”. Em alternativa, conta com seis cilindros que vieram da mesma cidade alemã, na qual festejam a cerveja. Quanto ao logotipo, se pensaram que é branco e azul, acertaram em cheio. E se pensaram na fidelidade à marca, também acertaram, sendo preciso recuar às 90 S, para completar um registo mais criterioso.

Antes de optar pelas alemãs, passou pelas inglesas e com uma destas, aventurou-se nas pistas. Piloto por uns tempos, chegou a ir ao pódio. No entanto, para receber o prémio monetário, quis o destino… que só uns tempos depois… o dinheiro lhe chegasse às mãos. Na cerimónia da entrega dos prémios em pleno autódromo do Estoril, a distração do organizador e a habilidade de um artista, assim ditaram o desenrolar da coisa. E quanto ao artista, ele tinha tanta habilidade para estas coisas, como para andar de moto.

Letra e música: António Moura

Arranjos: Fausto Monteiro Grilo