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Quatro propostas distintas

Clicar para começar e parar a reprodução das imagensDepois da reformulação da gama pesada para o médio e longo curso, onde se inclui o Actros SLT de 250 toneladas, nos “Nutzfahrzeuge” da Mercedes-Benz, as atenções voltam-se para a distribuição, para a qual propõem quatro modelos: um Atego modernizado; um Antos partilhado; um Econic reformulado; e um Canter híbrido. Com a cidade de Frankfurt como pano de fundo, os alemães levaram-nos a conhecer as ruas da cidade, as estradas envolventes e as vias rápidas circundantes.


Alterações estruturais

Na Europa dos 27 e com dados relativos a 2010, o sector dos transportes movimentou 540 biliões de euros, empregou 11,1 milhões de pessoas que representam 5% da população activa europeia. Do lado da indústria dos ligeiros e pesados de mercadorias/passageiros, vulgarmente apelidados de ‘comerciais’ e anualmente, movimentam-se 70 biliões de euros, oriundos de 250.000 empregos directos e 3,3 milhões de empregos indirectos. Face a estes números e de acordo com a evolução do transporte, percebe-se que para além das dificuldades económicas, o sector dos transportes continua a fervilhar, e muitas das vezes, em simultâneo, a produzir profundas alterações nas estruturas existentes. Estas alterações verificam-se do lado dos fornecedores e dos consumidores. Do lado dos fornecedores, o retalho tem cada vez menos pontos de contacto com o cliente, mas os que existem são de maior dimensão. Do lado dos clientes há cada vez mais, mas com diferentes necessidades, porventura menos rentáveis face a padrões anteriores.

Em torno das soluções

Perante este cenário, a aposta na distribuição, passa por um Atego que adopta alguns dos elementos do Actros, e por um Antos que declina em versões mais orientadas para a carga útil ou para o volume a transportar. No entanto, existem outros dois veículos que passarão a ter mais destaque no segmento da distribuição. Um destes é o Econic, até aqui utilizado em aplicações especiais e por isso justificativas de um valor de aquisição mais elevado. Em contraponto, o Canter híbrido aparece como uma solução menos dispendiosa na aquisição, ainda que de valor mais elevado face à solução Diesel convencional, sendo que esta vem abrir portas a outro tipo de clientes, até aqui inexistentes para a gama de ligeiros e pesados de mercadorias da MB. E o mesmo sucede em termos de Grupo Daimler.
Num breve contacto ao volante, constatámos que os Atego e Antos estão mais suaves na progressão das transmissões, e que os sistemas de retenção estão mais eficientes, em especial no travão-motor. A condução está mais refinada e os equipamentos de apoio à condução, evoluíram para quem faz dos camiões, um escritório ou um terminal logístico.

A surpresa Econic

Até há pouco tempo os Econic eram sobretudo vistos em serviços de aeroporto ou municipalizados. De acordo com os alemães isso pode mudar, devido a dois factores: uma significativa redução no preço de aquisição, conseguida mediante sinergias de produção; uma reconfiguração do veículo, para que este possa ser utilizado em tarefas de distribuição, tirando deste modo partido da grande área vidrada e excelente visibilidade. Outra das características favoráveis à utilização urbana, tem a ver com a facilidade com que se aloja uma equipa de três ou cinco elementos na cabina, ou com a fácil mobilidade que esta concede no interior. No tocante à posição de condução, a proximidade do pilar B pode criar algumas dificuldades ergonómicas ou exigir a colocação de um punho no volante, para assim reduzir a mobilidade dos braços, e enfatizar a utilização do braço direito. No entanto, a este respeito refira-se que conduzimos o actual modelo e que este não estava totalmente configurado para a distribuição urbana.

Alternativa silenciosa

O projecto já tem alguns anos, mas só agora lhe são reconhecidas as potencialidades de mercado, ao mesmo tempo que a Daimler assume – de uma vez por todas – que este é mais um modelo, na vasta gama de soluções. Por um lado é um facto que a ergonomia e o conforto de rolamento, estão fora dos padrões europeus. Todavia, também é verdade que o valor de aquisição e os custos de utilização, não se podem alinhar com os dos veículos europeus.
Em termos práticos, ganha-se muito na condução do Canter Hybrid. A dupla embraiagem associada à transmissão automatizada é um dos ganhos, enquanto o motor eléctrico de 40 kW (54 cv) se associa aos 110 kW (150 cv) do Diesel. Outro dos ganhos tem a ver com o sistema Start/Stop que por segundos, suprime as vibrações, o ruído e as emissões.
O controlo electrónico da travagem e da estabilidade (ESP) são mais alguns dos elementos que tornam o Canter mais apelativo.
Com base no quatro cilindros de 3.0 litros, o Canter é proposto com potências de 130, 150 ou 175 cv para os Euro 5b+. Consoante a classificação das emissões, a tecnologia utilizada é a recirculação de gases de escape+catalisador por oxidação e filtro de partículas para chegar a este patamar de emissões, sendo e este adicionados o SCR e a injecção de AdBlue para chegar ao Euro 6.