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Volvo V 40 Cross Country D3 Summum

Algumas alterações estéticas e a diferença de altura (+40 mm) face ao V40, continuam a fazer do CC uma alternativa muito interessante, em especial para quem espera um pouco mais de um automóvel de quatro portas – ou cinco se preferirem. Pelo facto de ser mais alto, a acessibilidade ao interior é melhor, e o mesmo acontece com o acesso à bagageira, que não disponibiliza dos melhores argumentos neste Volvo. Basta analisar o espaço concedido, e imaginar o pouco mais de metro e meio disponível no comprimento, quando se rebatem os assentos traseiros. No interior e apesar de estarmos em presença de um cinco lugares, os assentos traseiros são generosos para dois adultos, que ficam confortavelmente instalados, desde que os passageiros na frente não sejam muito altos, ou daqueles que gostam de viajar com as pernas esticadas . O lugar do meio, está naturalmente restringido no espaço e penalizado pela dureza do estofo naquele ponto. Na frente, dois adultos ficam muito bem instalados, ainda que a acessibilidade não seja das melhores, devido à forma acentuadamente inclinada do pilar ‘A’.

O V40 CC serve de base para a quinta geração da edição especial VOR

Todavia, os sentidos condicionados pela racionalidade da análise, encontram compensação, no conforto concedido pelas emoções. Visto de fora, o V40 CC tem linhas harmoniosas… e até arriscamos, aliciantes e sedutoras. O modelo tem evoluído no sentido da modernidade, como se comprova mediante a forma e eficácia dos grupos ópticos, mantendo a identidade da marca que continua a melhorar os valores residuais. De acordo com os dados da Eurotax, os automóveis Volvo continuam a evoluir favoravelmente nos valores residuais. Esta evolução, está em linha com os resultados das vendas/matrículas que, ao longo de 2014, têm registado progressões entre os 20 a 30% face ao ano anterior. Um dos modelos que aparece na primeira posição do “ranking” do segmento C, é o V40 1.6 D2 Kinetic, que lidera face a modelos (1.600 Diesel) como o Golf, 116, A 180 e A3.

Uma ampla lista de opcionais junta-se a um interior muito bem equipado em termos de segurança e funcionalidade

Bem equipado

A partilha de soluções na gama também chega ao V 40 CC, tanto no capítulo das motorizações, como nos sistemas de segurança activa e passiva. Em termos mecânicos, o bloco 2.0 litros Diesel, declina nas versões D2, D3 e D4 para os 120, 150 ou 190 cv. Nas transmissões sucede o mesmo, enquanto nos sistemas de segurança, destacamos os sistemas para detecção de peões e ciclistas. Na versão D3 Summum que conduzimos, encontrámos alguns opcionais de inegável funcionalidade. É o caso do conjunto “business pack” que inclui navegação, acelerador automático com limitador de velocidade, comandos áudio no volante e sensores de estacionamento na traseira (1.722 €), ou do “climate confort” que conjuga o ar condicionado automático e dual com o controlo da qualidade de ar (320 €). Em termos de iluminação, encontrámos o “ligth pack” a que correspondem os lava-faróis, iluminação bi-xénon e uma eficaz iluminação no habitáculo (935 €). Por fim mas não menos importante, o “security pack” integra o alarme, os sensores de inclinação e a chave de ignição que, estando no bolso, permite abrir o automóvel e accionar o motor (603 €). Por outras palavras, um modelo cujo preço mais acessível ronda os 30.000 €, fica quase nos 41.000 € depois de pagos os impostos e taxas. É preciso não esquecer que o preço-base deste Volvo são 25.100 €.

Ao volante

Como atrás foi referido, a acessibilidade aos lugares da frente, é condicionada pela inclinação do pilar ‘A’, o tal que contribui para a afilada e sedutora forma da silhueta do V40 CC. Um dos truques para melhorar o ângulo de acesso, consiste em utilizar um dos ajustes de quem conduz e baixar o assento. Mesmo em posição baixa, a visibilidade é boa para a frente, sendo algo condicionada para a traseira, devido à forma e dimensão dos pilares ‘C’ e óculo traseiro. Daí a vantagem em ter os sensores de marcha-atrás. No painel, continuamos a ter as três cores, às quais correspondem dois andamentos distintos. Um talhado para a economia (Eco) com base em tons neutros e esverdeados; e um outro, vermelho e preto, mais orientado para performance, sendo que neste se nota um pouco mais de genica, em especial nas reprises. Em cada um destes modos e no painel de instrumentos, a informação também difere, mas existe um denominador comum! A economia de combustível é evidente em qualquer dos andamentos.

Contudo, ao solicitar os 150 cv, a via dianteira, mostra bem que estes chegaram, ou que estão a chegar, sendo esta a única situação em que o refinamento da condução é menos evidente.

Com materiais de boa qualidade e um elevado nível no tocante à finalização, o V40 CC está mais económico face ao antecessor. Num breve contacto ao volante, conseguimos chegar aos 5,5 litros/100 km com uma média de 60 km/h, depois de circular em estrada, auto-estrada e percursos urbanos.

Gostámos –

Gostámos +

– reacções ao volante nas acelerações bruscas

– accionamento de alguns comandos

– Comportamento dinâmico

– Economia de combustível no D3/150 cv

– Conforto de rolamento

– Escolha modo Eco/Performance

– Sistemas travagem e segurança activa