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Os preços estão balizados entre os 41 e 58.000 €, para um SUV a que o presidente francês não hesitou em dar a sua aprovação. Entre outras razões, estará o reconhecimento de padrões de conforto e requinte, que remonta aos tempos dos DS e CX. Para os que não viveram as décadas de 70,80 e 90, podemos recordar os DS cujos níveis de conforto eram inigualáveis. Os assentos concediam um nível de conforto e envolvimento ímpares e até os pisos, tinham um toque diferente devido à colocação de espuma sob os tapetes. Depois, foi a vez do CX, melhorado no espaço, cotas de habitabilidade e com os circuitos hidro-pneumáticos a garantirem notáveis padrões de conforto, requinte e condução exclusivas. Ao transformar a sigla DS em marca, alguns franceses e outros conservadores, terão ficado aborrecidos por desaparecer a identificação de um automóvel que teve várias inovações, ao nível das suspensões, conforto, instrumentação e faróis direccionais, entre outras.

 

No entanto, os ganhos desta mudança estão à vista e em termos globais, a começar pela presença na Fórmula E, que podemos interpretar como corulário lógico do DS3, até à presença noutros segmentos, em breve alargados com os DS 6 e 5 SLS. Em relação ao DS 7 Crossback, o modelo escolhido para ‘embaixador’ do primeiro espaço DS entre nós, conduzimos o automático de 180 cv e ficámos rendidos a algumas das características, mesmo sabendo que os valores finais deste DS, se confundem com outras referências no mercado nacional dos SUV.

preço-base

isv

iva

despesas

pvp

iuc

38.814,70

7.730,02

10.706,85

57.258,36*

255,72

+inclui ecovalor+ecolub – sem despesas administrativas

 

A gestão de espaço exige habituação devido ao reposicionamento dos comandos no DS 7 Crossback. Em destaque no habitáculo, os materiais empregues e a cuidada finalização

Com boas cotas de acesso é fácil entrar no DS7 e o espaço disponível, concede bons padrões de habitabilidade, tanto nos lugares dianteiros como traseiros. Nos últimos dois assentos, a habitabilidade e o acesso estão mais condicionados. No entanto, com estes bancos escamoteados, podemos usufruir de uma agradável bagageira de 628 litros que pode ser alargada aos 1.752 litros mediante rebatimento dos assentos traseiros. Para um automóvel com pouco mais de quatro metros e meio (4.570 mm) são bons os valores de volumetria. Ainda no habitáculo, damos conta de um enriquecido equipamento de série. Contudo, na versão Grand Chic, ainda vamos encontrar alguns itens como opcionais. Por um lado, isto representa um custo acrescido, enquanto no reverso da medalha concede uma melhor personalização neste DS 7. Assim se percebe a variação de 17.000 € entre as versões com motorizações a gasolina ou gasóleo  e transmissões manuais ou automáticas.

 

Em termos de ergonomia e face a muitos outros SUV, este Crossback é apresentado com uma diferente gestão no interior, tanto nos espaços para arrumos, como na colocação dos comandos, com alguns destes a exigirem habituação por se encontrarem fora das posições padronizadas.

Aos comandos do DS7 o que primeiro se evidencia é o bom nível de conforto concedido. Os materiais empregues e o nível de finalização, sublinham o nível conseguido por este modelo francês e, coincidem com a imagem de marca. Em termos de tecnologia e disponibilidade de equipamentos, entre os de série e opcionais, apreciámos a paleta de escolhas. No entanto, na versão de topo, ainda vamos encontrar alguns opcionais como as jantes (350 €) o sistema áudio hifi +14 altifalantes (900 €) ou o “pack Grand Chic” que por 2.400 € inclui climatização tri-zona, visão nocturna+360º, DS connected pilot e DS sensorial drive.

 

Em termos de motorização, gostámos da disponibilidade do 2.0 litros Hdi, tanto em termos de potência como de binário. No entanto, o destaque vai para a transmissão automática EAT8, bem escalonada nas relações e melhor apurada em termos de suavidade de funcionamento. Na dinâmica e quando se exige mais da motorização, tudo parece estar em sintonia neste “Ópera” que permite andamentos tranquilos com um bom nível de conforto, e alguma desportividade com a qual a marca se identifica.

Gostámos –

Gostámos +

– Ângulos de visibilidade para a traseira

– Conforto de rolamento

– Comportamento dinâmico

– Equipamentos disponíveis e segurança activa

– Materiais empregues e finalização

– Versatilidade nas escolhas de versões

Características técnicas

DS 7 Crossback Blue Hdi 180 automatic Grand Chic

motor

4 cil, 1.997 cc 16 V, Euro 6

potência kW(cv)/rpm

130 (177)/3.750

binário Nm (kgm)/rpm

400/2.000

transmissão

dianteira, automática de oito relações

jantes – pneus

19” – 235/50 R 19