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A produção de um disco de carbono utilizado na F1 pode demorar até nove meses. Por isso se compreende, que a marca italiana tenha perto de uma centena de técnicos a trabalhar para a Fórmula 1, que este ano alterou algumas das regras, incluíndo as inerentes à travagem. A espessura dos discos passa de 28 para 32 mm, característica que concede melhor ventilação mas obriga a rever a refrigeração dos travões, que nesta época aumentam em 25% o binário do esforço de travagem. Outra das alterações tem a ver com as furações dos discos. Em vez dos 1.200 orifícios que os discos tinham em 2016, esta época serão fornecidos com 1.400 orifícos, para evitar que os discos cheguem à temperatura crítica de 1.000º.  Para 2017 e além das novas características da travagem, novas dimensões de pneus e específicas formas nos monolugares, geram necessidades específicas para cada equipa. Isto significa que as maxilas e as pastilhas de travão também são específicas para cada equipa. Ao longo de uma temporada e em dois monolugares, cada equipa recebe 10 conjuntos de maxilas, entre 140 a 240 discos cujo tempo de duração ronda os 800 quilómetros e 480 conjuntos de pastilhas de travão. De acordo com os técnicos do construtor italiano, os discos duram 800 km, se não houver ‘aquecimentos’ imprevistos, e as maxilas devem ser substituídas a cada 2.500 km.