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Renault Captur EDC

Por entre os diversos sistemas que suprimem o pedal de embraiagem, o EDC (Efficient Dual Clutch) faz jus à designação. Face ao ‘manual’ o EDC é mais eficiente na passagem das relações. Por outras palavras, é mais fácil na condução e melhor no conforto de rolamento. Numa altura em que os SUV estão na moda, mesmo os de dimensões mais comedidas como o Captur, que em pouco ultrapassa os quatro metros (4.122 mm), a automatização da embraiagem, enfatiza a facilidade de condução, ao mesmo tempo que concede maior suavidade na passagem das relações de transmissão. A estas características, juntam-se a modularidade de uma bagageira que pode passar dos 455 aos 1.235 litros, com esta volumetria a ser conseguida mediante rebatimento dos assentos traseiros. Ainda no interior, onde encontramos os revestimentos amovíveis nos assentos, apreciámos os espaços para arrumos, nos quais se inclui o porta-luvas em forma de gaveta, bem mais funcional do que os habituais formatos.

Transmissão automatizada ou robotizadas

Renault_45036_global_enDe base o sistema tem um disco de embraiagem ou dois. A transmissão é a mesma que se utiliza nos modelos manuais, mas o accionamento dos garfos que propiciam o engrenamento entre os carretos, é automatizado – ou robotizado – através de accionamento electro-hidráulico. As operações mecânicas, como o premir do pedal do acelerador, a rotação do motor e das rodas, a velocidade do automóvel ou o débito de ar no colector de admissão, são transformadas em impulsos electricos-electrónicos e daí em movimento através de pressão hidráulica.

No caso das embraiagens com dois discos, existe a vantagem de as passagens das relações serem mais suaves e mais rápidas. Estas características conseguem-se por que ao engrenar uma relação com um dos discos, o outro permite que fiquem prontas para engrenamento as relações mais próximas. Quando se imobiliza a subir, o automóvel descai e também aqui se encontra frequentemente o “hill holder” que actua sobre os travões e durante uns segundos ‘segura’ o automóvel para um arranque menos esforçado sobre os orgãos mecânicos, e por isso mesmo mais suave. Apesar de serem um pouco mais dispendiosos na aquisição face aos sistemas manuais, nos consumos de combustível não encontrámos diferenças significativas. E quando as constatámos, foram quase sempre favoráveis ao modelos sem pedal.