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Desde 2008 e mediante a comercialização do Kuga, a Ford tem acompanhado as tendências do mercado, no qual os SUV têm registado crescente aceitação. 

Uma posição de condução mais elevada que resulta em melhor acessibilidade, a modularidade interior expressa na facilidade do rebatimento dos assentos e espaços para arrumos, e ampla escolha de equipamentos e motorizações, permitem encontrar várias soluções, tanto nas dimensões como nos preços. São disso exemplo os Ecosport ou Edge. No caso do Kuga, o renovado modelo é apresentado com diversos argumentos que, face aos últimos 12 meses, justificam o significativo aumento de vendas (19%).

As dimensões do Kuga, concedem bons acessos e agradável habitabilidade

A exceder ligeiramente os quatro metros e meio (4.541 mm) de comprimento, este SUV tem perto de metro e setenta de altura, enquanto na largura e contando com os retrovisores, ultrapassa ligeiramente os dois metros (2.086 mm). Em termos de carroçaria, esta última cota chega aos 1.856 mm no ST-Line 1.5 TDCi de 120 cv que conduzimos.

Face a estas cotas exteriores, o habitáculo sai beneficiado em todas as medições, com ligeiras diferenças nas versões com tecto de abrir. Isto significa que à excepção dos espaços para as pernas (934 mm) e ao nível do tronco e cabeça (990 mm) na segunda fila de assentos, todas as restantes cotas estão acima do metro. Na bagageira, o volume de 456 litros aumenta para 1.603 mediante rebatimento dos assentos traseiros. Na versão de 120 cv o peso rebocável com travões é de 1.200 kg.

Preço-base

ISV

IVA

Despesas

p.v.p

IUC

24.119,01

3.551,19

6.387,15

34.057,35*

144,22

*não inclui despesas administrativas e campanhas promocionais

 

O ‘remoçado’ Kuga tem no interior o sistema Sync3 com novas funções em termos de conectividade

A grelha em tom escuro e a imagem exterior discreta, suavizam todos os indicadores de modernidade no Kuga. Os grupos ópticos traseiros e dianteiros são disso exemplo, com estes últimos a concederem a funcionalidade direccional (consoante versão). No habitáculo e comandado através de um visor táctil de 8”, o Sync 3 abre as portas ao entretenimento e conectividade, aos quais se juntam elementos de segurança activa e funcionalidade. É o caso do sistema de assistência ao estacionamento (longitudinal e transversal). Mediante o opcional (“pack driver plus” – 956 €) ficam disponíveis, o sistema de detecção de ângulos-mortos, a travagem activa em cidade, o aviso de desvio da faixa de rodagem, reconhecimento dos sinais de trânsito, faróis automáticos e pára-brisas “quick clear” devido ao rápido desembaciamento. Além dos benefícios em torno da segurança e funcionalidade, sublinhe-se a competitividade do preço deste conjunto de sistemas. Outra das funcionalidades, tem a ver com a existência de uma tomada 230 V/150 W (102 €) especialmente útil para quem viaja com crianças. Outra das novidades neste Ford de tracção dianteira, tem a ver com a adopção do 1.5 TDCi de 120 cv, disponível com transmissão manual de seis relações ou Powershift. Continua a existir o Diesel 2.0 de 150 cv para as versões de tracção dianteira ou AWD.

 

 

Ao adoptar o Diesel 1.5 de 120 cv, o Kuga é proposto com preços mais competitivos, menos emissões poluentes e consequente redução de IUC, além de consumos de combustível mais moderados. No entanto e graças às tecnologias empregues, tanto na injecção de combustível como no pós-tratamento dos gases de escape, este motor concede boas performances, em especial entre as 1.500 a 3.000 rpm. Fora destes regimes, teremos de vencer as inércias do peso de ordem em marcha (quase 1.600 kg) ou as desmultiplicações da transmissão manual, com as 4ª, 5ª e 6ª abaixo da unidade. Estas relações ajudam a baixar o regime do motor e os consumos de combustível. Uma das formas de obviar estes ‘condicionalismos’ é destrocar a nota (+/- 1.600 €) e optar pelo Powershift. Além de poupar a sola do pé esquerdo, as diferentes relações de transmissão e final, concedem outro comportamento dinâmico ao Kuga.

 

Aos comandos do Kuga, as primeiras impressões recaiem sobre a boa filtragem do Diesel, tanto em termos de ruído como de vibrações. Como já referimos, este SUV concede uma boa acessibilidade ao habitáculo e compartimento de bagagens, sendo fácil encontrar uma boa posição de condução, que concede bons ângulos de visibilidade. Na versão que conduzimos, a possibilidade de visionar a manobra de marcha-atrás, é uma mais-valia a acrescentar ao sistema de assistência ao estacionamento, tanto longitudinal como transversal. E em qualquer um destes é necessária habituação, tal como acontece com a gestão da potência do motor. No tocante às acelerações, é necessário que o motor ultrapasse as 1.500 rpm para obter alguma vivacidade, enquanto nas reprises, é frequente ter de passar de 6ª para 4ª por forma a utilizar a faixa de rotações, e obter mais estaleca.

Em prol do comportamento dinâmico, as suspensões independentes, concedem um bom equilíbrio e conforto de rolamento, enquanto a travagem revela o bom desempenho dos discos. Um outro tipo de travagem, é conseguido com o sistema activo. Agora a funcionar até aos 50 km/h, actua de forma autónoma, para evitar o embate ou minimizar os danos de um embate frontal. Mediante sensores colocados na frente, o sistema detecta os obstáculos e face à velocidade e respectiva aproximação, actua nos travões. Numa segunda fase, reduz a potência do motor e acentua a potência de travagem.

Num breve contacto ao volante, conseguimos obter um consumo de 5,6 litros/100 km à média de 54 km/h, percorrendo os habituais percursos mistos (A.E, E.N e Urbano).

 

Gostámos –

Gostámos +

– Escalonamento de algumas relações

– Comportamento dinâmico

– Conforto de rolamento

– Facilidade de condução

– Habitabilidade e ergonomia dos comandos

– Modularidade e espaços de arrumos

Ficha técnica

Ford Kuga 1.5 TDCi ST-Line

motor

1.499 cc Euro 6 – common rail+EGR+SCR+DPF

potência kW(cv)/rpm

88 (120)/5.500

binário Nm(kgm)/rpm

240 (23,8)/1600-3.000

transmissão

Manual de seis relações

Jantes – pneus

18” – 235/50 R 18