Download PDF

Quando apareceu em 1999, o pequeno modelo venceu o prémio do motor do ano (Engine of the Year) dois anos depois de a marca japonesa se lançar na aventura dos híbridos (1997) com o Prius. Em 2000 o Yaris venceu o carro do ano internacional (Car of the Year) e no ano seguinte, passou a ser fabricado a Norte de França, dando início a uma parceria que ainda hoje subsiste, e alargada aos ligeiros de passageiros/mercadorias. Em 2008 a unidade de Valenciennes atinge as 1.000 unidades/dia. Três anos depois chega a terceira geração do modelo que ainda era olhado como um automóvel japonês. Em 2012 e pela primeira vez no Yaris é apresentada a motorização híbrida, e dois anos depois, o projecto passa a ser inteiramente europeu. Concebido e desenhado no Sul de França e produzido no Norte, junto à fronteira belga. O ano transacto foi o automóvel mais produzido no país do Cyrano de Bergerac, enquanto 2017 promete o estrelato! Na competição já conquistou a primeira vitória no WRC. Para os aceleras, existe uma versão desportiva designada GRMN. Em termos de mercado, vai ser preciso esperar até Agosto para fiarmos a conhecer toda a panóplia de versões, com preços dos 14 aos 22.000 €. Para já e com um pvp de 21.730 € fomos conhecer o Yaris Square Collection.

 

A renovação do Yaris trouxe a quinta geração do modelo, evoluído em várias frentes. No capítulo da segurança e de série em todos os modelos, destaca-se o Toyota Safety Sense. No que diz respeito ao comportamento dinâmico e além da motorização híbrida, encontrámos significativas melhorias. E num breve contacto ao volante, a passagem pelo Bom Jesus, deixou-nos uma pequena sensação do que pode ser a condução autónoma. Depois de sair do parque e numa curta descida que dá acesso à estrada de regresso a Braga, fomos incentivados a colocar a transmissão (e-CVT) em ponto-morto e sem interferir na condução, apesar de estarmos a descer, o automóvel recuou sem a nossa intervenção. Já em Braga e aproveitando o circuito citadino a utilizar no rali de Portugal, fomos dando conta da evolução dos diversos agregados mecânicos que contribuem para o conforto de rolamento.

Nos baixos e médios regimes, habitualmente utilizados na condução urbana, o conforto de rolamento sai beneficiado. A nova afinação na direcção eléctrica proporciona melhores sensações ao volante; a reformulada via dianteira, novos apoios do motor e a revisão do sistema de escape, contribuem para uma utilização mais eficaz; por último e não menos importante, a conjugação da travagem autónoma de emergência, o automatismo dos máximos, o aviso de mudança de faixa de rodagem e o reconhecimento dos sinais de trânsito, constituem o Toyota Safety Sense, de série nos Yaris.

 

O Toyota Safety Sense e a funcionalidade do visor central, destacam-se no Yaris Square Collection

Em auto-estrada o comportamento dinâmico desta versão do Yaris, continuou a deixar-nos boas impressões no capítulo do comportamento dinâmico e conforto de rolamento. No entanto, o conforto acústico sai penalizado quando começamos a exigir mais da motorização híbrida, resultante dos 74 kW do motor a gasolina + 45 kW do motor eléctrico. A rolar a 90 ~100 km/h e quando pretendemos chegar aos 120 km/h, a transmissão torna-se ruidosa e concede um certo deslizamento, em especial quando tentamos tirar partido das reprises. Com capacidade para alojar quatro adultos de 1,80 metros e um diâmetro de viragem de 11,0 metros, este Yaris concede uma bagageira de 286 d³ (VDA), com bom acesso e modularidade através do rebatimento dos assentos traseiros.
Num breve contacto ao volante e com média de 43,0 km/h, obtivémos 4,6 l/100 de consumo de combustível. Todavia, ficámos com a sensação de que é possível melhorar estes valores, utilizando mais o modo eléctrico e as inércias deste Yaris. E existem outras razões para além da condução. Num automóvel que não chega aos quatro metros de comprimento (3.945 mm), o peso ronda os 1.235 kg ou seja pouco mais de 70 kg do que o Diesel D-4D, perante o qual o híbrido produz menos emissões de CO².