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Ao vencer na categoria de familiares do Womens´s World Car of the Year, o CX-5 averbou mais um prémio, com a segunda geração a encantar o universo feminino.

Com pouco mais de quatro metros e meio (4.550 mm), a segunda geração do CX-5 exige análise atenta, para descobrir as diferenças face ao modelo anterior. Na frente, além das formas mais afiladas, é natural que as atenções se centrem nos grupos ópticos, daí que seja menos perceptível o reposicionamento do pilar “A” que recuou 35 mm, permitindo ganhos evidentes na visibilidade para o exterior, em especial para quem se sentar ao volante. Com fácil acesso ao interior, o CX-5 evidencia boas gestões de espaço, tanto nos arrumos como nas cotas de habitabilidade. Nas versões com tecto de abrir, todas as cotas estão acima do metro, quer no espaço para as pernas, anca, ombros e cabeça. Nesta última, só o espaço para a cabeça é inferior à unidade métrica (991 mm), nas versões sem tecto de abrir. Na bagageira e mediante rebatimento dos assentos traseiros, a volumetria passa de 477 a 1.620 litros, desde que se aproveite o espaço sob o piso. Por fim mas não menos importante, este é o primeiro Mazda com comando eléctrico para abrir ou fechar a 5ª porta. No tocante a preços, estes reflectem as diversas versões, sendo possível uma diferença de quase 20.000 €, entre os 4×2 Essence com transmissão manual, e o AWD Excellence com transmissão automática, estofos em couro e navegação.

preço-base

isv

iva

despesas

pvp

iuc

30.163,22

12.526,98

9.820,69

52.919,33

252,47

 

A gestão de energia é um dos sinais de modernidade nesta segunda geração do CX-5

Uma luta de classes

Como acontece com muitos SUV, também o CX-5 pode ser classe 1 ou 2. O 4×2 de tracção dianteira é classe 1, enquanto o AWD é classe 2. No entanto, esta é mais uma aberração do sistema, porquanto na maior parte dos casos, estamos em presença de um 4×2 que transfere potência às rodas traseiras, de acordo com as necessidades de perda de tracção. Às rodas traseiras chega potência até 50% dos 175 cv do 2.2 Diesel. Outras características que escapam ao olhar são: o aumento da rigidez torsional (15%); a inclusão do G-Vectoring que permite dosear o binário e optimizar o comportamento em curva; os novos assentos. Todavia, todos estes contribuem para a agradabilidade na condução e conforto de rolamento. Por outras palavras e face ao anterior modelo, o CX-5 está mais confortável, mas isso constata-se ao nível da percepção, tanto para quem conduz como para os passageiros. Por fim mas não menos importante, a abreviatura de Intelligent Energy Loop, o i-ELOOP é um sistema pioneiro que armazena a energia eléctrica recuperada num sofisticado condensador em vez de numa bateria específica. Juntamente com o i-stop, sistema automático de paragem e arranque do motor que utiliza energia de combustão para repor o motor em funcionamento, com rapidez e suavidade, o i-ELOOP pode melhorar até 10% a economia de combustível em condições reais de utilização.

 

 

A dinâmica das suspensões e a intervenção do G-Vectoring contribuem para o conforto dos utilizadores

Aos comandos

A partir do bloco 2.2 Diesel, a diferença de potência de 25 cv é perceptível. Nas versões que conduzimos, as transmissões automatizadas de seis relações, revelaram um bom escalonamento e suavidade na progressão. No 150 cv ainda utilizámos a selecção manual algumas vezes, para assim obter melhores reprises no 4×2. No AWD, quer nas acelerações como nas reprises, a resposta é sempre muito eficaz e quanto a consumos, obtivémos 7,2/100 km no 4×2 e 7,7 no AWD. Registe-se que os consumos foram obtidos em percurso misto (AE+EN+Urbano) e em semelhantes condições de utilização. No tocante ao comportamento em curva, demos conta de que este CX-5 adorna menos face ao anterior modelo e que, o comportamento das suspensões é muito agradável, em especial na viatura equipada com jantes de 19”. Em termos de travagem, gostámos do equilíbrio concedido neste SUV, sendo que o referido equilíbrio e comportamento dinâmico se revelaram muito mais eficazes do que à primeira vista poderia parecer.

Em termos de ergonomia, gostámos menos do posicionamento de alguns comandos. A título de exemplo, ficam os da climatização, cujo acerto e manuseamento podiam ser mais intuitivos. Uma nota final para a visibilidade traseira, nestes casos mitigada através da existência de sensores de estacionamento e visualização das manobras de marcha-atrás.

Gostámos –

Gostámos +

– ergonomia dos comandos da climatização

– ângulos de visibilidade para a traseira

– Comportamento dinâmico

– Conforto de rolamento

– Habitabilidade e modularidade

– Equipamento de série e segurança activa

– Funcionamento transmissão automatizada

 

Características técnicas

Mazda CX-5 2.2 175 cv Excellence AT Pack Leather TAE Cruise

motor

4 cil, 2.191 cc DOHC 16 V + common rail +Cat+DPF

potência kW(cv)/rpm

129 (175)/4.500

binário Nm (kgm)/rpm

420 ( )/2.000

transmissão

dianteira ou integral selectiva, seis relações automatizadas

jantes – pneus

19” –

Características técnicas

Mazda CX-5 2.2 150 cv

motor

4 cil, 2.191 cc DOHC 16 V + common rail +Cat+DPF

potência kW(cv)/rpm

110 (150)/4.500

binário Nm (kgm)/rpm

380 (37,2 )/1.800~2.600

transmissão

dianteira, seis relações automatizadas

jantes – pneus

17” –