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Muitas das soluções do Espace são conhecidas de outros modelos da gama Renault

Face às gerações anteriores, o novo Espace não difere muito nos preços finais, agora entre os 42 a 52.000 €. Ao analisar as motorizações, já se começam a encontrar as diferenças, apesar das potências… quase coincidirem. Todavia, estamos na presença de um novo automóvel, no qual muitas das soluções, são conhecidas da gama francesa. É assim com o 4Control, existente no Laguna Coupé. E o mesmo acontece com os 130 ou 160 cv dos 1.6 Dci, que já conduzimos nos Mégane e Scenic. No entanto, numa carroçaria mais longa (4.860 mm) e mais baixa (1.680 mm) face ao antecessor, mudou muita coisa neste Espace, em especial quando analisamos o Initiale Paris, cujas distâncias ao solo e entre-vias também aumentaram. Ao solo são 160 mm (+40 mm) e entre-vias passou a 2.880 mm, que representam um acréscimo de 16 mm face ao modelo anterior.

Renault_67393_global_enQuando se abrem as portas dianteiras do novo Espace, percebemos logo o que mudou. A mobilidade não é a mesma face às anteriores gerações, mas para quem conduz, tudo se tornou muito mais envolvente, enquanto os múltiplos ajustes, permitem encontrar uma boa posição de condução. Ainda na condução, o novo monovolume francês (classe 2) permite alterar a gestão da condução, tornando mais ou menos espevitados os 160 cv do 1.6 equipado com dois turbos. Ao alterar os cinco parâmetros da condução (Eco, Confort, Neutral, Sport, Personal) mudam as cores do painel e as sensações ao volante. Mas a experiência sensorial da condução, inclui outros sentidos. O ruído do motor altera-se, e o mesmo acontece com a eficácia das suspensões, configuradas para serem mais macias ou firmes, consoante a escolha de um dos cinco parâmetros. O sistema 4Control funciona sempre, virando as rodas traseiras (< 3,5º) no sentido oposto às da frente, quando se circula abaixo dos 50 km/h (60 em Neutral e 70 em Sport). Acima destas velocidades, as rodas traseiras viram no mesmo sentido das dianteiras. Mediante o 4Control, consegue-se ganhar manobrabilidade em tráfego urbano ou percursos sinuosos, e estabilidade direccional nas restantes utilizações. Este sistema, actua sempre em coordenação com a taragem das suspensões.

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Se analisarmos os quase 1.700 kg de peso quando pronto a rolar, as jantes de 19” com pneus 255/55, a possibilidade de utilizar sete lugares, o duplo turbo e a transmissão automatizada de sete relações, percebemos que estamos em presença de um “cocktail” de soluções, que redefinem o monovolume, com o qual chegámos a efectuar 4,9 litros/100 km à média de 54 km/h.

Renault_67379_global_enNo tocante à utilização, esta reflecte as diversas facetas! A motorização nunca concede performances evidentes, e o Espace consegue agradar mais nas acelerações do que nas reprises. Gostámos da suavidade da transmissão e do escalonamento deste sistema EDC. Também gostámos do conforto de utilização/rolamento, e do envolvimento no posto de quem conduz, ainda que este limite a mobilidade na frente. No entanto, há muito que fazer quando se está ao volante do Espace, o tal automóvel que muda as cores e a visualização no painel de instrumentos.