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O exterior e o estilo Kodo permitem o enquadramento como um pequeno suv. No entanto, o interior e algumas cotas, fazem pensar num “crossover” devido ao cruzamento de soluções. Sob o capot, encontramos o Skyactiv-D, e para quem se sentar ao volante, existe muito com que se entreter.

Em termos de mercado e por chegar agora, o CX-3 vai encontrar vários concorrentes, face aos quais conta com vários argumentos. Numa gama que propõe diversas soluções, com preços entre os 23 e os 33.000 €, encontramos as transmissões manuais ou automáticas, ambas de seis relações, e a cruzarem estas escolhas, a tracção dianteira ou integral. Numa lista de 18 escolhas, dois níveis de equipamento (Evolve e Excellence), dentre os quais se destacam o elaborado sistema de travagem com ABS+EBD+EBA, o controlo dinâmico de estabilidade (DSC) a assistência ao arranque em subida (HLA) o i-stop, a monitorização da pressão dos pneus, o acelerador automático, os “airbags” na frente, laterais e de cortina, áudio+CD+Bluetooth, comando eléctrico para os elevadores dos vidros, ar condicionado e ordenador de dados de bordo. Ao Excellence, juntam-se os projectores “led”, estofos em pele/tecido, camera auxiliar de estacionamento, áudio Bose, navegação e visor de 7”. De comum a todas as versões, uma bagageira modulável de 350 a 1.260 litros, e a motorização de 105 cv, proveniente do actual 16 válvulas de 1.5 litros.

Ângulos e espaço

Além de bem equipado de série, o CX-3 conta com uma interessante lista de opcionais

Num automóvel com pouco mais de quatro metros de comprimento (4.275 mm) e metro e meio de altura, os ângulos de acessibilidade aos lugares dianteiros, ainda são ligeiramente condicionados pela inclinação dos pilares ‘A’. Em termos de habitabilidade e colocando dois adultos de 1.80 metros na frente, o espaço para as pernas fica condicionado nos lugares traseiros, que concedem boas cotas ao nível da cabeça e ombros. Uma vez no interior e para quem se sentar ao volante, existem diversos ajustes, que permitem encontrar uma boa posição de condução, e satisfatória visibilidade nos diversos ângulos. Na frente e devido ao alongado capot, as manobras de estacionamento exigem alguma habituação, uma vez que o perfil dianteiro, fica quase a um metro do centro das rodas dianteiras. Para a traseira, a visibilidade é condicionada pela forma fechada dos pilares ‘C’ assim desenhados para melhorar a rigidez torsional da carroçaria. A existência do visor e das imagens captadas atrás, são um excelente auxiliar das manobras de estacionamento. No tocante à modularidade da bagageira, achámos fácil o rebatimento dos assentos traseiros, e apreciámos os diversos espaços para arrumos, tanto na frente como na traseira.

Manual ou automático

A existência de jantes de 16 ou 18” que montam pneus 215/60 ou 215/50 começam por evidenciar diferenças na condução e conforto de rolamento. Nas versões manuais, o escalonamento das relações está mais orientado para aproveitar a flexibilidade de utilização do motor, que entre as 1.600 a 2.500 rpm debita o valor máximo de binário (270 Nm ou 26,5 kgm), deixando 1.500 rpm para explorar a potência máxima de 105 cv. Em termos práticos, estamos a falar de escolhas. Para os que dão prioridade ao conforto de rolamento e economia de combustível, a transmissão automática e jantes de 16” pode ser a melhor conjugação. Todavia, para quem prefere usufruir de um automóvel mais reactivo no volante e mais enérgico no pedal, as jantes de 18” e a transmissão manual, poderão ser a escolha mais interessante. No entanto, nesta motorização e apesar dos 105 cv, conseguimos andar rápido na versão automática, e apurar bons consumos na versão de transmissão manual. Neste último, apreciámos o bom manuseamento do selector, tanto em termos de precisão como de utilização.

Aos comandos

O requinte perceptível ao volante, começa no refinamento das suspensões dianteiras independentes

Uma lista de equipamentos de série muito completa, e a possibilidade de aceder a opcionais como o acelerador adaptativo, o avisador de colisão eminente, ou a travagem autónoma de emergência que funciona (04 a 30 km/h) accionando os travões, para imobilizar o veículo ou minimizar os efeitos de um embate, são alguns dos opcionais que enriquecem a segurança activa e passiva no CX-3.

Aos comandos, as primeiras impressões identificam algum requinte do lado do volante, e refinamento do lado das suspensões independentes anteriores. Na traseira, a existência de um eixo – ainda que flutuante e descentrado das rodas traseiras – acaba por conceder algumas reacções em pisos mais degradados, e estas reflectem-se no conforto de rolamento.  A curvar, a tracção integral concede uma boa estabilidade direccional, sendo o sistema AWD muito eficaz no tocante à motricidade. Em termos globais, os materiais empregues neste CX-3 são de qualidade, e são apresentados com um bom nível de acabamento.

Gostámos – Gostámos +
– Espaço para as pernas nos assentos traseiros – Dinamismo na condução

– Economia de combustível

– Diversidade de versões/equipamentos

– Equipamentos de série e opcionais disponíveis

– Modularidade e espaços para arrumos