Download PDF

As cinco estrelas EuroNCAP foram obtidas com os parâmetros de avaliação de 2018

No ano da comemoração dos 50 anos de presença em Portugal, a marca japonesa ultrapassa, pela primeira vez, os 5,5% de quota de mercado e 14.553 unidades vendidas no ano fiscal de 2017 (01 de Abril de 2017 a 31 de Março de 2018), resultado que os coloca na 6ª posição no “ranking” das vendas de automóveis ligeiros de passageiros. E no tocante a perspectivas, estes resultados podem melhorar de forma significativa, se pensarmos no potencial de vendas do novo Leaf. A segunda geração, conta com uma série de argumentos, que favorecem a marca, o modelo e o segmento dos veículos eléctricos. A marca ganha ao aumentar o número de vendas e resultados financeiros. O modelo, cria uma nova imagem do Leaf. O segmento, passa a ter mais um modelo, no qual as performances e a autonomia, estão melhores.

 

No que diz respeito aos números mais importantes, estes começam nos 32.850 € com o Visia que já inclui seis “airbags” ABS+EBD, ESP+VDC, sistema anti-colisão com detecção de peões, e-pedal, Nissan connect EV, visor TFT 7”, ar condicionado automático e dois cabos para carregamento. Um com a tradicional tomada schuko – também conhecidas como tomadas com terra, e outro cabo para carregamento em postos públicos. Por mais 1.550 € e no Acenta, estão incluídos o acelerador automático adaptativo, navegação, faróis de nevoeiro e comandos satélite no volante. No N-Connecta e por mais 1.100 € encontramos jantes de 17”, o propilot, sensores de estacionamento e visão 360º. Ao acrescentar 1.850 € chegamos ao Tekna com faróis “led”, sistema áudio Bose+7 altifalantes, revestimentos em pele no volante e assentos. Por 1.200 € pode-se ter o estacionamento assistido, e por 400 € a pintura a duas cores.

preço-base

isv

iva

despesas

pvp

iuc

31.991,87

000,00

7.358,13

39.350,00

000,00

 

 

O Pro-pilot e o e-pedal são alguns dos argumentos tecnológicos na segunda geração do Leaf

Consumos e carregamentos

Sobre o tema dos automóveis eléctricos, persistem duas questões: o tempo que demoram a carregar e a autonomia concedida pelas baterias. Na segunda geração do Leaf, demos conta da existência de um carregamento rápido, enquanto em termos de autonomia, consumo de energia e regeneração, também demos conta de algumas diferenças. Uma destas tem a ver com a diferente gestão de energia. Na anterior versão, o consumo de energia era mais acentuado e o mesmo acontecia com a regeneração das baterias. No Leaf actual, a regeneração e indicação de autonomia são mais estáveis, mas percebe-se que existe uma melhoria em ambos os parâmetros. Em parte, esta evolução deve-se à existência de três modos de utilização: um “D” a que corresponde a utilização normal; o modo “B” no qual a aceleração e capacidade de retenção são mais eficazes; um terceiro modo “e-pedal” que faz toda a diferença, em especial quando se desacelera. Em circuito urbano ou descidas acentuadas, esta função é de tal forma eficaz na retenção, que não precisamos de utilizar o travão. Por outro lado, esta retenção, torna-se bastante eficaz na regeneração da energia que chega às baterias de iões de lítio (192 elementos para 360 V).

km / horas

Média km/h

Consumo kWh

Autonomia km*

EN+Urbano

77,3 / 03:00

25,8

14,5

WLTP misto 285*

AE+Urbano

135,7 03:00

45,2

17,0

WLTP urbano 389*

* dados do construtor

 

 

AS formas mais afiladas, ajudam a identificar o Leaf com os restantantes modelos da gama

Como acontece com a generalidade dos veículos eléctricos, os consumos de energia e respectiva regeneração, são mais favoráveis em percursos urbanos. Em auto-estrada e estrada nacional, mesmo que se incluam percursos urbanos, o consumo de energia é bem mais evidente. No quadro acima é fácil constatar isso mesmo. Num primeiro trajecto saímos com 95% de capacidade, para chegar com 39% ao fim de três horas, enquanto no segundo percurso e saindo com 100% de capacidade, chegámos com 26% de energia disponível.

Com acessos bastante satisfatórios, o Leaf concede boa habitabilidade. Nos lugares da frente a larga consola, permite ganhar algum espaço de arrumos e comandos, mas condiciona o espaço para as pernas e a mobilidadade nos lugares dianteiros, neste automóvel próximo dos quatro metros e meio (4.490 mm) dotado de uma bagageira de 420 litros.

Para quem se senta ao volante, os comandos estão bem posicionados e o mesmo acontece com a a informação. Os ângulos mais acentuados dos pilares ‘A’ e ‘C’ condicionam a visibilidades, mas a existência de sensores de estacionamento e visualização de marcha-atrás, mitigam esta questão e tornam fáceis as manobras de estacionamento. Ainda ao volante, uma das evoluções mais perceptíveis tem a ver com o nível de refinamento, agora concedido pelo Leaf. Além da evolução da imagem exterior – agora mais semelhante aos restantes modelos da gama – o Leaf ganhou em eficiência no tocante ao comportamento dinâmico das suspensões e eficácia do sistema de travagem. Em relação a este último e mediante utilização do e-pedal, são precisos alguns quilómetros para perceber até onde chega o poder de retenção. Mesmo em descida e quando em desaceleração, o sistema chega a imobilizar o Leaf.

Gostámos – Gostámos +
– ângulos de visibilidade frente e atrás – Comportamento dinâmico e e-pedal

– Conforto de rolamento e segurança activa

– Três modos de condução

– Versatilidade de utilização

– Habitabilidade e modularidade

Características técnicas

Nissan Leaf Tekna 40 kW two tone propilot park
motor EM 57 eléctrico
potência kW(cv)/rpm 110 (150)/3.283~9.795
binário Nm (kgm)/rpm 320 (31,3 )/3.283
transmissão Dianteira, redutor com uma relação
jantes – pneus 17” – 215/50 R 17