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Até ao final do mês existem campanhas aliciantes para o renovado Tucson. De 01 de Abril em diante, a solução que aqui lhe apresentamos e conta apenas com dois pedais, continuará disponível. 

Há uns dias atrás no salão de Genéve, a Hyundai mostrou os planos para 2020. Eles planeiam apresentar versões híbridas, eléctricas, a célula de combustível, e manter os motores a gasolina e gasóleo, como acontecerá com a maioria dos construtores. Noutro registo e através de um estudo sobre fiabilidade realizado pela J.D. Power, a marca Sul-coreana subiu 13 lugares no “ranking” face aos resultados do ano transacto. Perante este enquadramento, as nossas expectativas eram altas, no tocante à possibilidade de conduzir o Tucson Premium DCT.

Um relance pelo exterior e as primeiras impressões, não revelaram grandes alterações face ao anterior modelo, excepção feita às jantes de 19”. No interior e sob a bagageira, a existência de uma roda de reserva, faz com que a volumetria seja de 488/513 litros, que aumenta para 1.478/1.503 litros mediante rebatimento assimétrico dos assentos posteriores, cujas costas permitem algum acerto na inclinação. No que diz respeito a números e até final do mês, o Tucson é abrangido por uma campanha que inclui um desconto de 2.250 €, a que se podem juntar 1.400 € se optar pelo financiamento associado à marca. No tocante às garantias e por cinco anos, estão incluídas a assistência em viagem, verificações técnicas, manutenção programada e garantia sem limite de quilometragem.

Preço-base

ISV

IVA

Despesas

PVP

IUC

900,31

41,082,11*

176,72

* sem despesas administrativas ou valores em campanha

Com boas acessibilidades e habitabilidade o Tucson Premium concede uma boa modularidade no interior.

Num automóvel que não chega aos quatro metros e meio de comprimento (4.475 mm) e conta com pouco mais de metro e sessenta de altura (1.660 mm c/jante 19”) o facto de a terceira cota a passar ligeiramente o metro e oitenta (1.850 mm) concede boas acessibilidades e agradáveis cotas de habitabilidade, enquanto nos espaços de arrumos e modularidade, gostaríamos de encontrar outra gestão de espaço, em especial nas portas e rebatimento dos assentos posteriores. No habitáculo, esta versão “premium” faz jus à designação, enquanto um olhar pelos diversos comandos (rotativos) identifica este automóvel com as tendências europeias. Na longa lista de equipamentos, destacamos o ar condicionado com a possibilidade de acertar as temperaturas para quem vai ao volante e passageiro, comando eléctrico nos assentos dianteiros com apoio lombar, comandos satélite no volante, acelerador automático com limitador, dois visores a cores para informação, um no painel de instrumentos (4,2”) e outro central para navegação e conectividade (8”) e sistema áudio com portas USB, AUX e Bluetooth. Em termos de segurança activa e funcionalidade, destacamos o sistema de travagem com ABS+EBD+BAS, o controlo de estabilidade ESC+VSM, a assistência para arranque em subidas, o controlo de velocidade nas descidas, o alerta para o tráfego na traseira e a visualização da marcha-atrás.

Gostámos –

Gostámos +

– espaços para arrumos

– rebatimento dos assentos posteriores

– facilidade de condução com DCT

– acessibilidade e modularidade do interior

– habitabilidade e ergonomia

– equipamento de segurança e funcionalidades

– conforto de rolamento

Para quem conduz existem dois visores de informação. Um no painel de instrumentos e outro colocado em posição central.

Com bons acessos ao interior, amplas cotas de habitabilidade e bagageira modular, o Tucson revela as características de automóvel familiar, que confere um bom equilíbrio entre a condução urbana e a de estrada. Em qualquer um destes ambientes, o comportamento dinâmico traduz equilíbrio entre acelerações e reprises, sem que nenhuma destas se evidencie. O mesmo acontece com as suspensões, sensíveis aos pisos mais degradados e, em nossa opinião, com uma taragem mola/amortecedor mais firmes do que desejado em algumas situações. É evidente que perante o estado de muitas das nossas estradas, precisamos de jipes e não de “suv”. No entanto, neste caso, falamos do conforto de rolamento e ergonomia dos assentos, mesmo quando estofados a pele e com aquecimento. Por outras palavras, em pisos empedrados ou noutros mais exigentes para as suspensões, a filtragem podia ser mais eficaz – como no novo i30. Na utilização do DCT gostámos: do modo “sport” e genica no Diesel; da suavidade de funcionamento; da selecção do selector sequencial.

Para um automóvel com um pouco mais de tonelada e meia (1.545 kg) as performances são muito satisfatórias, e isso inclui números importantes como os 7,2/100 km de consumo, obtidos à média de 43,0 km/h num trajecto misto (EN+AE+Urbano). Outro número interessante é o peso rebocável com travões (1.400 kg) num automóvel que é apresentado com poucas alterações estéticas no exterior, mas que evoluiu na informação a quem conduz, nos sistemas de segurança, e nas funcionalidades à disposição de todos os passageiros.

Ficha técnica

Hyundai Tucson 1.7 CRDi Premium DCT

motor

4 cil, CRDi, DOHC 16 V, Euro 6+E-TGV

potência kW(cv)/rpm

104,0 (141,0)/4.000

binário Nm(kgm)/rpm

280 (27,4 )1.500-2.500

transmissão

automatizada de sete relações – DCT

Jantes – pneus

19” – 245/45 R 19